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Veganismo para crianças e adolescentes: o que você precisa saber

Geralmente, escolhemos adotar o estilo de vida vegano depois de adultos. Entretanto, o hábito de consumir alimentos apenas de origem vegetal pode começar na infância ou na adolescência. O veganismo para crianças ou jovens, entretanto, merece cuidados diferenciados em relação a tipos de nutrientes ingeridos, em prol de um desenvolvimento saudável e completo.

Há muitas controvérsias em relação a essa filosofia de vida quando adotada para os pequenos. Algumas pessoas acreditam que seus filhos podem ter retardos ou doenças se não comerem proteínas de origem animal –  o que podemos dizer que é um mito quando procuramos informações embasados por especialistas.

A questão é que os adolescentes têm todo o direito de adotar essa filosofia para a sua vida e os pais que não comem carne têm o direito de passar essa concepção ética para seus pequenos, em busca de um mundo mais sustentável, justo e sem crueldades.

Confira, neste artigo, tudo o que você precisa saber sobre o veganismo na infância e na adolescência.

A partir de qual idade a criança pode se tornar vegana?

Se os pais já são veganos, a criança vai seguir o padrão de alimentação desde a introdução alimentar, logo depois do desmame. Nessa hora, é fundamental o acompanhamento médico para que seja estabelecida uma dieta equilibrada para a família. Aliás, desde a gestação esse acompanhamento é fundamental.

O médico vegetariano e especialista em nutrologia Eric Slywitch, em seu livro “Alimentação sem Carne – Guia Prático”, afirma que alguma fonte de proteína de origem animal é necessária para a criança até um ano de idade. Isso porque a criança não consegue produzir sozinha a taurina, fundamental para o seu desenvolvimento.

Mas não se preocupe! Essa proteína é encontrada no próprio leite materno.

O médico, em seu livro, diz que uma dieta vegetariana só traz problemas para a criança quando a substituição alimentar é feita de forma inadequada. Por isso, é fundamental investir em uma grande variedade de alimentos para consumo no dia a dia, sempre com orientação nutricional.

Cuidados nas substituições

A substituição da carne na alimentação quando não é bem feita pode ocasionar problemas no desenvolvimento do indivíduo. Para saber quais são os nutrientes necessários para a criança ou adolescente é fundamental a consulta com um especialista.

Há nutriente que sabemos que são fundamentais e não podem faltar à mesa.

O ferro, por exemplo, é importantíssimo para o desenvolvimento na primeira e segunda décadas de vida. Sua falta pode provocar anemia e trazer problemas como retardo do crescimento, comprometimento da capacidade de aprendizagem (desenvolvimento cognitivo), da coordenação motora e da linguagem, além de efeitos comportamentais, como a falta de atenção e fadiga.

Por isso, esse é um dos principais nutrientes da dieta e deve ser buscado em vegetais verde-escuros e leguminosas, como o feijão.

Proteínas, como sabemos, são importantes para o desenvolvimento muscular e podem ser encontradas em cereais, leguminosas, oleaginosas e no tofu.

As vitaminas são elementos fundamentais para uma dieta saudável. A vitamina A pode ser encontrada em cenouras, brócolis, batata-doce, couve, espinafre, abóbora, ervilha e beterraba.

As vitaminas do complexo B podem ser encontradas em batatas, bananas, lentilhas e pimenta. Já a vitamina D, importante para os ossos e dentes, é produzida pelo organismo por meio da exposição ao sol. Cogumelos também são fontes excelentes dessa vitamina.

As frutas são essenciais na alimentação vegana. Elas são fontes de potássio, ferro e fibras, além de açúcares naturais, que fornecem energia.

Dicas para estimular o consumo de vegetais nas crianças

Um dos maiores problemas para os pais que querem estimular nos filhos a adoção de uma dieta vegana é a concorrência com os estímulos externos. Os adolescentes podem ser mais conscientes e tomarem a decisão de abolir a crueldade do prato por eles mesmos, mas as crianças podem não seguir essa lógica.

Entretanto, há algumas atitudes que podem ser tomadas que auxiliam na tarefa de estimular o gosto pelos vegetais – vamos a elas:

  • Leve as crianças à feira para que descubram um mundo de cores e sabores;
  • Capriche na apresentação das comidinhas – crianças são curiosas e se atraem facilmente;
  • Dê nome divertido aos pratos, pois é uma maneira lúdica de estimular o consumo;
  • Inclua verduras e legumes no lanche, para os vegetais fazerem parte de todos os momentos,
  • Respeite os gostos da criança – forçar a barra pode ser traumático e ter o efeito inverso.

Veganismo não é apenas dieta, e sim uma filosofia de vida

Por fim, o importante é entender que o veganismo não é apenas uma moda passageira ou uma forma de cuidar melhor da saúde. Na verdade, a abolição do consumo de carne é uma filosofia de vida, entendida como uma posição ética perante a crueldade da indústria da carne no mundo.

O veganismo para crianças e adolescentes tem de partir desse pressuposto. Os filhos mais velhos podem entender melhor essa situação se expostos na escola a discussões sobre o tema. Há inúmeros casos de adolescentes que se tornam os primeiro veganos da família.

Já as crianças precisam ser estimuladas ao mesmo tempo em que esse temas “pesados” precisam ser abordados de forma mais lúdica. O ideal é pesquisar bastante e contar com auxílio profissional para fazer a transição.

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Foto da capa: Kelly Sikkema on Unsplash

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