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Veganismo e diabetes: qual o poder de uma dieta livre de carnes?

Diversas pesquisas mostram que a relação entre veganismo e diabetes pode ajudar a prevenir e até mesmo a reverter a doença. Os estudos se concentram em torno dos diabéticos tipo 2, que na grande maioria das vezes não apresentam sintomas.

Um dos principais fatores benéficos da dieta vegana para esses pacientes é a exclusão total de gorduras de origem animal. Sem esse componente na alimentação, é possível melhorar a sensibilidade à insulina, reduzir o nível de açúcar no sangue e controlar o colesterol.

Alternativa de tratamento

De acordo com a Federação Internacional do Diabetes, até 70% dos casos de diabetes tipo 2 podem ser prevenidos por meio de hábitos mais saudáveis. No mundo, são mais de 415 milhões de adultos com a doença, que deve chegar aos 642 milhões em 2040.

Diferentemente do diabetes tipo 1, que apresenta sintomas na infância e adolescência e é uma condição que não pode ser evitada, o tipo 2 está sujeito à alimentação. Por isso, uma dieta correta atua na prevenção e no tratamento.

Manter veganismo e diabetes na mesma linha de pensamento significa ampliar as suas possibilidades nutricionais diárias, evitar o consumo de gorduras saturadas e ainda diminuir a ingestão de calorias — presentes em maiores quantidades nas carnes e em outros produtos de origem animal.

O que dizem os estudos sobre veganismo e diabetes?

Uma pesquisa do Clinical Research at the Physicians Committee for Responsible Medicine, em Washington, nos EUA, apontou que uma dieta à base de vegetais é melhor para os diabéticos do que uma alimentação simplesmente com baixas calorias.

O estudo analisou mais de setenta pessoas com diabetes tipo 2. Um grupo foi submetido a uma dieta vegetariana e outro a uma dieta convencional, ambas com a mesma quantidade de calorias. Usando exames de ressonância magnética, os pesquisadores verificaram a formação de gordura subcutânea, subfascial e intramuscular.

O resultado? Apesar de todos os envolvidos terem uma redução semelhante da gordura subcutânea, aqueles que seguiram a dieta baseada em vegetais perderam cerca de duas vezes mais peso e apresentaram menores índices de gordura visceral e intramuscular.

Outro estudo analisou 12 publicações para provar que o consumo de carne está relacionado ao desenvolvimento do diabetes tipo 2. O risco aumentou 21% e 41% em pessoas que consumiam mais carne vermelha e carnes processadas, respectivamente.

Os hábitos alimentares em diferentes regiões do mundo também mostraram, em outra pesquisa, que as populações vegetarianas (a maior parte localizada no oriente) são menos propensas a desenvolver o diabetes.

Velhas e novas abordagens

Quando um diabético elabora a própria dieta, sem nenhum tipo de parâmetro ou conhecimento, é como se automedicar. Por isso, é sempre bom lembrar a importância de consultar profissionais de nutrição, pois eles têm instrumentos para avaliar cada caso.

Entretanto, vemos que vários atendimentos nessa área desconsideram (ou desconhecem) a rica relação entre veganismo e diabetes. Assim, muitas mudanças propostas aos pacientes continuam não surtindo os efeitos desejados.

Todas essas boas características para a saúde estão somadas a uma filosofia que combate a exploração animal e que atua a favor do meio ambiente.

Está esperando o que para adotar uma dieta à base de vegetais? Leia também nosso artigo com dicas de como reduzir o consumo de carne gradativamente.

Foto de capa: Designed by Freepik

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