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Dia das Mães vegano: veja nossas dicas de presentes!

O Dia das Mães está chegando e já é hora de pensar em um presente especial para homenagear aquela que sempre está ao nosso lado em qualquer situação. E se ela ama os animais e a natureza, vai adorar ganhar um presente vegano.

Não é tão difícil encontrar boas opções de produtos voltados ao público vegano e que agrade como presente. Por isso, preparamos algumas dicas para ajudar o bom filho ou filha a acertar em cheio o coração da mamãe com um presente maravilhoso, sustentável e cruelty free.

Confira as opções a já vai pensando no texto do cartãozinho que vai acompanhar o mimo!

Produtos veganos para as madeixas

Be(m)dita Ghee Banana e Aloe Vera Lola Cosmetics

Uma manteiga orgânica de frutas – essa é a composição do Ghee, que devolve a umidade natural dos cabelos, com maciez e brilho. A linha Be(m)dita Ghee, da Lola Cosmetics, contém água de coco, o que adiciona aminoácidos que enriquecem a composição do Ghee.

Os ativos vegetais do Be(m)dita Ghee Banana e Aloe Vera têm origem na banana, aloe vera, óleo de jojoba e algas presentes na Máscara de Hidratação Be(m)dita Ghee Lola.

 

Vale lembrar que a Lola Cosmetics é uma empresa brasileira e vegana. Ela adotou a filosofia já há algum tempo, por meio do ajuste de composição de todos os seus produtos. A Lola exibe em seus frascos os selinhos que sinalizam que os produtos não contém derivados de animais e são cruelty free.

Óleo para cabelos tingidos Pinga!

Este óleo capilar é voltado para o tratamento de cabelos coloridos e com frizz. O Pinga Açaí & Pracaxi protege o tom contra o desbotamento e controla os fios arrepiados com óleos altamente nutritivos. O produto é ideal para preparar e proteger os fios antes de processos químicos.

Além disso, o óleo é versátil: pode ser usado como pré-shampoo e na máscara de tratamento. O resultado são cabelos com a cor preservada, com  frizz sob controle, toque macio e brilho luminoso.

Kit de sabonetes para um banho tranquilo

Se uma coisa que as mulheres adoram ao fim de um dia de trabalho é tomar um delicioso banho. E para aumentar a sensação de relaxamento, nada como sabonetes com princípios ativos que provocam sensações de limpeza e tranquilidade. Sua mãe vai adorar essas opções:

Sabonete de lama vulcânica

A lama vulcânica possui minerais que ajudam a desintoxicar, agem como anti-inflamatórios e rejuvenescem a pele. Um sabonete com esse elemento e ainda com Ylang Ylang, que é um anti-séptico e afrodisíaco, proporciona uma verdadeira experiência de prazeres intensos no banho. A Boutique do Corpo oferece esse produto que pode fazer parte de um kit especial para a sua mãe, que tal?

A Boutique do Corpo é vegan, pois não testa seus produtos em animais ou usa ingredientes de origem animal em suas fórmulas.

Sabonete de Argila Branca com Macadâmia

Mais um excelente produto da Boutique do Corpo: o sabonete de Argila Branca com Macadâmia tem efeito clarificante e purificador, que uniformizam a pele, além de mantê-la hidratada. Este sabonete é indicado para peles escurecidas e manchadas, por conta de queimaduras, depilação etc.

Além disso, o produtos é um excelente regulador de Ph, por isso auxilia na redução de acne e pode ser usado na região íntima. Seu aroma de macadâmia possui efeito calmante. Mais uma ótima opção para formar seu kit (ou melhor, da sua mãe)!

Sabonete de flor de sal com verbena

A flor de sal é suave e delicada. Junto da essência de verbena, uma flor de aroma cítrico, faz do banho uma experiência única e deliciosa. A verbena possui propriedades adstringentes e calmantes e o sabonete da Boutique do Corpo é suave, levemente esfoliante e hidratante.

Sabonete de morango com champanhe

Esse sabonete incrível possui extrato de morango e um aroma delicioso e afrodisíaco de champanhe. Ele é excelente para peles ressecadas, pois possui intenso efeito hidratante e emoliente. Não pode faltar no kit presente da mamãe!

Clique aqui e confira um kit prontinho para encomendar!

Suplementos vegetais para mamães fitness

Se sua mãe adora malhar o corpo para manter a saúde e as formas em dia, que tal impressioná-la com essas ótimas opções de suplementos veganos?

Rice Protein sabor cacau

A VeganWay é uma empresa de suplementos que aposta nas opções veganas para os atletas amadores ou mesmo os de alto desempenho. O Rice Protein é o concentrado de proteína de arroz integral, com um perfil completo de aminoácidos essenciais. O concentrado sabor chocolate oferece 21g de proteína de arroz por dose. Esse produto, além disso, não contém glúten.

Creatine da VeganWay

A creatina auxilia na reconstrução muscular de quem treina pesado. Além disso, colabora para manter ou aumentar a resistência física de quem pratica atividades de endurance. O Creatine da VeganWay é uma ótima opção para a mamãe fitness e vegana.

A suplementação com creatina contribui para a prevenção da fadiga mental, tendo efeito positivo na memória e na energia global do indivíduo.

Dia da mães com cesta de café da manhã

Quem não gosta de acordar e se deparar com uma deliciosa cesta de café da manhã, não é mesmo? Sua mãe vegana ou vegetariana vai adorar essa surpresa, feita com alimentos isentos de ingredientes de origem animal. Escolha os produtos e monte com carinho!

Brownie vegano

O brownie da Libre Alimentos é feito com cacau e adoçado com xilitol. Leva batata doce, chocolate 70% cacau, óleo de girassol, farinha de arroz, xilitol, chocolate em pó 50% cacau, sal marinho, goma xantana e bicarbonato de sódio. Não contém glúten.

Pasta de chocolate

A Pasta Picnic de Chocolate com Avelã da Life Co. é zero açúcar e zero lactose. Tem muito sabor e poucas calorias. Ótima para acompanhar torradas, salada de frutas, recheio para doces e até mesmo como base para receitas mais elaboradas.

Geleia de frutas vermelhas com chia

Uma ótima fonte de energia sem adição de corantes e aromas artificiais. A geleia da Superbom possui vitaminas D, E, B1, B2 e B3, além de ferro, cálcio e fósforo. A chia é rica em fibras, selênio, magnésio e Ômega 3. A geleia é feita de morango inteiro, amora inteira, polpa de framboesa, suco de maçã polposo, chia em grãos, estabilizante pectina cítrica e aroma natural de frutas vermelhas.

Queijo vegetal

O VeganCheese Mussarela é um produto 100% vegano, sem lactose, sem colesterol, sem nenhum derivado de origem animal e sem nenhum tipo de conservante ou corante artificial. Uma ótima opção para montar o lanchinho da cesta de café da manhã!

Suco de uva

O suco de uva Superbom não contém adição de açúcares e conservadores, apenas açúcares naturais da fruta. A marca é uma das pioneiras do país a produzir os mais variados produtos livres de ingredientes de origem animal.

Ufa! São várias opções de presentes para um dia das mães vegano, não é mesmo? Para conferir outras opções de produtos para presentear, não deixe de conferir nossa loja virtual!

Veganismo para crianças e adolescentes: o que você precisa saber

Geralmente, escolhemos adotar o estilo de vida vegano depois de adultos. Entretanto, o hábito de consumir alimentos apenas de origem vegetal pode começar na infância ou na adolescência. O veganismo para crianças ou jovens, entretanto, merece cuidados diferenciados em relação a tipos de nutrientes ingeridos, em prol de um desenvolvimento saudável e completo.

Há muitas controvérsias em relação a essa filosofia de vida quando adotada para os pequenos. Algumas pessoas acreditam que seus filhos podem ter retardos ou doenças se não comerem proteínas de origem animal –  o que podemos dizer que é um mito quando procuramos informações embasados por especialistas.

A questão é que os adolescentes têm todo o direito de adotar essa filosofia para a sua vida e os pais que não comem carne têm o direito de passar essa concepção ética para seus pequenos, em busca de um mundo mais sustentável, justo e sem crueldades.

Confira, neste artigo, tudo o que você precisa saber sobre o veganismo na infância e na adolescência.

A partir de qual idade a criança pode se tornar vegana?

Se os pais já são veganos, a criança vai seguir o padrão de alimentação desde a introdução alimentar, logo depois do desmame. Nessa hora, é fundamental o acompanhamento médico para que seja estabelecida uma dieta equilibrada para a família. Aliás, desde a gestação esse acompanhamento é fundamental.

O médico vegetariano e especialista em nutrologia Eric Slywitch, em seu livro “Alimentação sem Carne – Guia Prático”, afirma que alguma fonte de proteína de origem animal é necessária para a criança até um ano de idade. Isso porque a criança não consegue produzir sozinha a taurina, fundamental para o seu desenvolvimento.

Mas não se preocupe! Essa proteína é encontrada no próprio leite materno.

O médico, em seu livro, diz que uma dieta vegetariana só traz problemas para a criança quando a substituição alimentar é feita de forma inadequada. Por isso, é fundamental investir em uma grande variedade de alimentos para consumo no dia a dia, sempre com orientação nutricional.

Cuidados nas substituições

A substituição da carne na alimentação quando não é bem feita pode ocasionar problemas no desenvolvimento do indivíduo. Para saber quais são os nutrientes necessários para a criança ou adolescente é fundamental a consulta com um especialista.

Há nutriente que sabemos que são fundamentais e não podem faltar à mesa.

O ferro, por exemplo, é importantíssimo para o desenvolvimento na primeira e segunda décadas de vida. Sua falta pode provocar anemia e trazer problemas como retardo do crescimento, comprometimento da capacidade de aprendizagem (desenvolvimento cognitivo), da coordenação motora e da linguagem, além de efeitos comportamentais, como a falta de atenção e fadiga.

Por isso, esse é um dos principais nutrientes da dieta e deve ser buscado em vegetais verde-escuros e leguminosas, como o feijão.

Proteínas, como sabemos, são importantes para o desenvolvimento muscular e podem ser encontradas em cereais, leguminosas, oleaginosas e no tofu.

As vitaminas são elementos fundamentais para uma dieta saudável. A vitamina A pode ser encontrada em cenouras, brócolis, batata-doce, couve, espinafre, abóbora, ervilha e beterraba.

As vitaminas do complexo B podem ser encontradas em batatas, bananas, lentilhas e pimenta. Já a vitamina D, importante para os ossos e dentes, é produzida pelo organismo por meio da exposição ao sol. Cogumelos também são fontes excelentes dessa vitamina.

As frutas são essenciais na alimentação vegana. Elas são fontes de potássio, ferro e fibras, além de açúcares naturais, que fornecem energia.

Dicas para estimular o consumo de vegetais nas crianças

Um dos maiores problemas para os pais que querem estimular nos filhos a adoção de uma dieta vegana é a concorrência com os estímulos externos. Os adolescentes podem ser mais conscientes e tomarem a decisão de abolir a crueldade do prato por eles mesmos, mas as crianças podem não seguir essa lógica.

Entretanto, há algumas atitudes que podem ser tomadas que auxiliam na tarefa de estimular o gosto pelos vegetais – vamos a elas:

  • Leve as crianças à feira para que descubram um mundo de cores e sabores;
  • Capriche na apresentação das comidinhas – crianças são curiosas e se atraem facilmente;
  • Dê nome divertido aos pratos, pois é uma maneira lúdica de estimular o consumo;
  • Inclua verduras e legumes no lanche, para os vegetais fazerem parte de todos os momentos,
  • Respeite os gostos da criança – forçar a barra pode ser traumático e ter o efeito inverso.

Veganismo não é apenas dieta, e sim uma filosofia de vida

Por fim, o importante é entender que o veganismo não é apenas uma moda passageira ou uma forma de cuidar melhor da saúde. Na verdade, a abolição do consumo de carne é uma filosofia de vida, entendida como uma posição ética perante a crueldade da indústria da carne no mundo.

O veganismo para crianças e adolescentes tem de partir desse pressuposto. Os filhos mais velhos podem entender melhor essa situação se expostos na escola a discussões sobre o tema. Há inúmeros casos de adolescentes que se tornam os primeiro veganos da família.

Já as crianças precisam ser estimuladas ao mesmo tempo em que esse temas “pesados” precisam ser abordados de forma mais lúdica. O ideal é pesquisar bastante e contar com auxílio profissional para fazer a transição.

O que você achou deste conteúdo? Quer estimular seus filhos a adotarem uma dieta vegana? Na nossa loja virtual há inúmeros produtos que podem ajudar nessa tarefa – dê uma passadinha por lá!

Foto da capa: Kelly Sikkema on Unsplash

História do vegetarianismo: como tudo começou?

Muita gente se refere ao veganismo ou vegetarianismo como uma “moda” passageira, um costume contemporâneo. Entretanto, o hábito de comer apenas vegetais surgiu há 5 milhões de anos. Isso mesmo: o antepassado mais antigo do ser humano era vegano e pacífico com outros animais. Confira, neste texto, a história do vegetarianismo e saiba como tudo começou.

A pré-história do homem e os hábitos vegetarianos

O Australopithecus Anamensis, antepassado bípede do homem, alimentava-se de frutas, folhas e sementes. Os estudos sobre o modo de vida desse Australopithecus apontam que os membros de sua espécie vivia em harmonia com os animais menores, em convivência pacífica, algo que mudou apenas muito tempo depois (de 2,4 a 1 milhão de anos atrás), com o Australopithecus Boisei.

Já no Egito, em 3.200 a.C, alguns grupos religiosos não consumiam carne por assumirem crenças de reencarnação que seriam prejudicadas se não se abstivessem. Associavam a carne ao carma e foram os primeiros a formularem crenças de migração de almas entre corpos animais humanos e não humanos.

Na China e no Japão, o ambiente em que viviam as pessoas era propício ao vegetarianismo, com uma valorização cultural ao cultivo de ervas medicinais. O profeta-rei chinês Fu Xi era vegetariano e ensinou às pessoas a arte da agricultura e do aproveitamento das plantas para a produção de roupas e utensílios.

Correntes religiosas

Religiões tradicionais e antigas como o hinduísmo, bramanismo, zoroastrismo e jainismo sempre viram o consumo de carne como um costume a ser evitado. O vegetarianismo chega a ser citado no Rig Veda, livro sagrado para os hindus.

O budismo também é outra corrente filosófica religiosa que vê o vegetarianismo como uma atitude de compaixão para com os outros animais.

Tao Te Ching, fundador da religião mais antiga da China, o taoísmo, era vegetariano. Até hoje os monges que seguem os preceitos da religião não comem carne.

Influência de pensadores

Entre os pensadores famosos da filosofia, Pitágoras (570 a.C. – 467 a.C) foi grande destaque em relação ao vegetarianismo. Ele encorajava o consumo apenas de vegetais para evitar crueldades aos animais. Desde aquele tempo ele percebia os benefícios da dieta vegetariana para a saúde e ressaltava a ideia de que o sacrifício de animais brutalizava a alma dos homens.

Outros filósofos também eram a favor da dieta vegetariana, entre eles Sócrates, Platão e Aristóteles. Isso porque defendiam os valores de uma vida natural, e a morte de animais não enquadrava nesse desejo.

Leia também: Conheça 5 personalidades históricas que eram vegetarianas 

O vegetarianismo hoje

A vida contemporânea permitiu o desenvolvimento de pesquisas que relacionam os males do consumo de carne e de uma ética que valoriza cada vez mais a dieta vegetariana. A morte indiscriminada de animais para a alimentação humana já incomoda uma boa parcela da sociedade.

A internet permitiu o acesso a documentos, imagens e filmes que mostram a crueldade da indústria da carne, situações que não repercutiam antigamente pela falta de material disponibilizado pelos meios de comunicação tradicionais.

Veja também: “What the Health” e outros 8 documentários sobre a filosofia vegana

As organizações de defesa dos animais não humanos (e humanos também) ganham cada vez mais notoriedade e importância perante governos e empresas e pressionam por uma nova ordem ecológica, ética e humana no trato com os bichos. Essas mesmas entidades fazem crescer também a consciência que leva pessoas a se tornarem vegetarianas ou veganas, que é, afinal, o melhor dos mundos.

Por fim, a história do vegetarianismo demonstra que uma outra cultura é possível. O ser humano em diversos momentos da história e em diversos lugares já viveu muito bem sem comer carne. A mudança de hábitos é possível por meio de uma mudança de costumes e do toque de consciência sobre a situação dos animais em fazendas e granjas pelo mundo.

Hoje você tem acesso fácil a diversos produtos que não utilizam ingredientes de origem animal – é só acessar a nossa loja virtual para conferir!

Foto de capa: Puk Patrick on Unsplash

vegetariano-estrito

Você sabe o que é ser um vegetariano estrito?

O veganismo e o vegetarianismo são filosofias de vida em expansão no mundo todo. Na internet, é possível encontrar conteúdos voltados aos mais diferentes perfis de pessoas que decidem abolir totalmente o consumo da carne ou ao menos diminuir a sua quantidade. Cada perfil atende por um termo diferente, e hoje vamos falar sobre o vegetariano estrito.

O que é vegetarianismo estrito?

De forma geral, o vegetariano não consome nenhum tipo de carne, seja ela branca ou vermelha. Entretanto, algumas pessoas não se importam de consumir leite, ovos, iogurtes e mel, mesmo que esses produtos também sejam de origem animal.

Já os vegetarianos estritos excluem de sua alimentação, além das carnes, qualquer um desses produtos gerados a partir da exploração dos bichos. Ou seja, a ordenha da vaca para tirar o leite e fazer queijos ou a extração do mel de abelhas também contam.

Para esse tipo de vegetarianos, os procedimentos não deixam de ser cruéis, pois representam uma intervenção violenta do ser humano aos animais. No caso de ovos, as galinhas são manejadas e confinadas de maneira cruel para propiciar a produção em nível industrial.

Vale lembrar que diversas opções substituem o leite e a proteína dos ovos na dieta do vegetariano estrito. É o caso dos leites vegetais (de soja ou amêndoas, por exemplo) e as proteínas da soja, lentilha e feijão, além do grão-de-bico.

Vegetariano estrito x vegano: quais as diferenças?

O principal consenso a respeito da diferença entre o vegetariano estrito e o vegano é o ativismo em torno na causa animal. No caso dos veganos, é essencial considerar também o boicote aos componentes animais não alimentícios como couro, lã, seda e cosméticos.

Podemos dizer que o veganismo não se restringe à dieta. Os adeptos compartilham um estilo de vida complexo, levando em conta uma luta social em prol da vida sem resquícios de exploração animal, não importando a circunstância.

As questões éticas são bem amplas e colocam a vida do vegano em sintonia com o ativismo político bem delineado. Para os veganos, evidenciar sua filosofia para a sociedade como um todo e para as empresas em geral é a forma de combater a crueldade.

Toda essa dedicação requer muita disciplina, o que faz com que grande parte das pessoas que começam uma dieta vegetariana ou vegana, desistam depois de certo tempo. O ideal é planejar muito bem a transição para que o processo não acabe em frustração. Existem outros tipos de vegetarianismo que levam ao extremo a restrição de alguns alimentos na dieta, veja só:

Crudívoros

Consomem apenas alimentos crus, com uma dieta restrita a legumes, frutas, nozes e grãos germinados. A desvantagem desse tipo de dieta é a redução do consumo de proteínas vegetais. Além disso, é muito difícil encontrar alimentos frescos de qualidade que atendam a um cardápio tão restritivo.

Frutívoros

Esses vegetarianos alimentam-se exclusivamente de frutos. Eles excluem da dieta qualquer tipo de raiz ou alimento que venha a provocar a morte das plantas. Essa é uma das dietas mais restritivas e polêmicas, pois é extremamente deficitárias de itens essenciais para viver com saúde.

Vale lembrar que qualquer dieta, seja ela vegetariana ou vegana, precisa ser acompanhada por profissionais de nutrição. Afinal, sozinho é difícil saber quais alimentos vegetais estão trazendo os nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo. Só assim será possível levar adiante o desafio de lutar contra a crueldade animal e ser um vegetariano estrito.

Ah, e se você quiser conhecer diversas opções de alimentos totalmente isentos de ingredientes de origem animal, não deixe de conferir a nossa loja! Aproveite para ler também nosso artigo com dicas de como controlar a ingestão de vitamina B12.

Foto: Designed by Freepik

Sofrimento animal: você sabe como são os abates na indústria?

A vida seria diferente se os animais estivessem tão felizes quanto aparecem nos desenhos infantis de “fazendinhas”, não é mesmo? Porém, infelizmente a realidade é totalmente diferente e podemos ver a dimensão do sofrimento animal presente na indústria de abates.

Não importa o tipo de bicho, pois tanto as galinhas e os porcos quanto os bezerros e os peixes sentem dores e sofrem com mutilações constantes, maus tratos e tantas outras situações ruins. Práticas de abate milenares tomaram proporções industriais hoje em dia.

Segundo a ONG Mercy For Animals, que atua internacionalmente combatendo a exploração animal para consumo, só no Brasil são mais de 6 bilhões de animais terrestres abatidos todos os anos. No mundo, esse número supera os 70 milhões.

Afina, qual é o sofrimento animal?

Abate de galinhas

Nas granjas espalhadas pelo país, o sofrimento animal é visto desde o momento em que os pintinhos nascem. Os machos, por exemplo, são, muitas vezes, descartados de maneira extremamente cruel — usando-se um triturador!

As fêmeas, por sua vez, são mutiladas ao terem o bico cortado para evitar canibalismo (o que prova o alto nível de estresse vivido nesse ambiente). Muitas delas morrem de dor e outras simplesmente por não aguentarem o excesso de peso que são obrigadas a ganhar.

Abate de porcos

Sabe as celas solitárias que vemos nos filmes e séries norte-americanas sobre prisões? É assim que os porcos passam boa parte de sua vida antes de irem para o abate. O sofrimento animal atinge até mesmo as porcas que estão prenhes, que não têm a oportunidade de se movimentar livremente.

Assim que nascem, os porquinhos são retirados de suas mães. Eles passam pelo processo de castração (os machos), desgaste de dentes e também o corte de cauda —  para evitar canibalismo quando estão juntos. Detalhe: esses procedimentos são feitos sem anestesia!

Abate de bezerros

Já a indústria leiteira causa o sofrimento animal ao tirar alguns bezerros de suas mães logo no primeiro dia de vida — além de induzirem a gravidez para a produção massiva de leite. O destino desses filhotes? Outra indústria: a de produção de carne de vitela.

Nesse cenário, os bezerros são presos em pequenas celas para que não possam de mexer e, assim, não criar músculos. O objetivo dos criadores é deixar a carne o mais macia possível. Os animais são abatidos com apenas quatro meses!

Abate de peixes

Muitas pessoas se esquecem dos peixes e acham que eles podem fazer parte de uma dieta vegetariana ou vegana. Ledo engano, pois esses animais sofrem tanto quanto os outros que citamos anteriormente. E mais: eles têm uma morte ainda mais lenta e com dor (sim, peixes sentem dor!).

A luta dos vegetarianos e veganos tem foco nessas situações de sofrimento animal e em outros impactos causados pelo consumo de carne. Afinal, também são consideradas as consequências ambientais e aquelas relacionadas à saúde do ser humano.

Você tinha ideia de como eram feitos os abates e o nível de sofrimento animal? Agora que já sabe, compartilhe este texto nas suas redes sociais. Dissemine a informação!

5 perfis sobre veganismo e vegetarianismo para seguir no Instagram

Se você ainda acha que a comida no veganismo e vegetarianismo não pode ser apetitosa, vai mudar de ideia com este post. Muitos influenciadores digitais compartilham a sua alimentação diária pelo Instagram, mostrando que os pratos podem ser lindos e gostosos.

Por ser uma rede social extremamente visual, o Insta é recheado de imagens que dão muita água na boca. Além disso, são compartilhadas dicas e outras informações a respeito desse universo que exclui o consumo de produtos de origem animal.

Reunimos 5 perfis que possuem conteúdo de qualidade voltado aos veganos, vegetarianos e simpatizantes de uma dieta restrita a alimentos vegetais. Confira!

  1. @virandovegetariana

Neste perfil, que tem 33 mil seguidores, a jovem de Congonhal (MG) Bruna Matos compartilha reflexões sobre veganismo e alimentação consciente. Além disso, ela aborda outros temas como simplicidade voluntária e espiritualidade.

A maioria das publicações é referente a pratos veganos bastante práticos e simples de serem preparados. O último, por exemplo, leva arroz com feijão, virado de abobrinha, couve e salada com alface, tomate e granola salgada.

  1. @theveggievoice

No Instagram @theveggievoice, a apresentadora e autora do livro “Diário de uma Vegana”, Alana Rox, vai além dos alimentos. Ela é embaixadora de uma marca de maquiagem natural e posta quase que diariamente informações sobre o uso desses produtos.

O perfil tem quase 150 mil seguidos e mais de 3,7 mil publicações. Alana é catarinense, mas mora em São Paulo. Ela trabalhou muitos anos como cantora e compositora e, por isso, o título do IG mistura seus dois hábitos de vida: o canto e o veganismo.

  1. @2vegetarianos

Para os casais veganos que não sabem como reinventar a sua cozinha do dia a dia, uma aposta é seguir o perfil @2vegetarianos. Desde o café da manhã, passando por pratos quentes para o almoço, sobremesas e opções para o jantar. Tem de tudo nesse IG!

As fotos de comida só são interrompidas pelas imagens da filha do casal, uma linda bebê com menos de um aninho — o nome deveria ser @3vegetarianos agora, né? O perfil tem quase 17 mil seguidores e mais de 700 publicações.

  1. @sociedadevegetariana

O melhor do perfil da Sociedade Vegetariana Brasileira no Instagram são as informações de qualidade prestadas aos mais de 115 mil seguidores. Diversas dúvidas relacionadas tanto à filosofia vegana quanto à vegetariana são esclarecidas na página.

A ONG trabalha a conscientização a respeito desse universo e de vez em quando dá dicas de receitas veganas saborosas! O perfil reúne conteúdo produzido por 30 grupos que atuam em diferentes regiões do Brasil.

  1. @presuntovegetariano

O Presunto Vegetariano nasceu no YouTube, onde já se tornou referência em vídeos com receitas veganas e vegetarianas. Mas é claro que um conteúdo tão bom também faz sucesso no Instagram, onde os criadores do canal têm mais de 85 mil seguidos.

O perfil reúne receitas bem completas e outras mais simples, mas todas produzidas com muita qualidade. Cuidado, pois as imagens dão muita fome!

Conhece outros perfis interessantes sobre vegetarianismo e veganismo no Instagram? Deixe seu comentário contando pra gente qual é o seu preferido. Até a próxima!

Entenda qual a diferença entre veganismo e vegetarianismo

Na base da pirâmide de necessidades humanas estão aquelas que são fisiológicas, indicando que comer é fundamental para a nossa sobrevivência. Porém, sabemos que a forma de escolher os alimentos mudou muito ao longo dos anos. Essa mudança é compreendida quando entendemos o que são e qual a diferença entre veganismo e vegetarianismo.

 

Como surgiram essas formas de alimentação?

 

O termo “vegetarianismo” estaria em uso desde o final dos anos 40 do século 19. De uma forma mais gramatical do que etimológica, seria a união de “vegetal” com o sufixo “arian”, dando origem à palavra “vegetarian” – que consta no dicionário inglês Oxford.

 

Nos primórdios, quando o homem ainda não tinha ferramentas e outros artifícios para caçar, ele mantinha hábitos alimentares vegetarianos. Segundo um artigo publicado pela Associação Vegetariana Portuguesa, o vegetarianismo surgiu há cerca de 5 milhões de anos.

 

Porém, somente na era das civilizações é que essa prática passou a ter cunho ideológico e também religioso. O budismo no Japão ou a crença que liga os animais às divindades na Índia, são práticas que ajudaram o vegetarianismo se difundir como um estilo de vida.

 

Principais grupos de vegetarianos

 

O vegetariano é aquele que não consome qualquer tipo de carne. Sua dieta é formada por legumes, frutas, verduras, grãos e cereais. O consumo de leite e ovos é tolerado por alguns praticantes. Por isso, os vegetarianos são divididos em três grupos:

 

  1. Os ovolactovegetarianos, que são aqueles que não comem nenhum tipo de carne, mas mantêm uma dieta à base de vegetais aberta ao consumo de ovos e laticínios.

 

  1. Os lactovegetarianos, que não comem carne nem ovos, mas consomem laticínios. Essa é uma condição bastante comum na Índia, que tem um grande número de vegetarianos.

 

  1. Os vegetarianos estritos, que são os que não comem carne, ovos e nem laticínios. Eles acreditam que qualquer um desses elementos podem prejudicar os animais.

 

Então, qual a diferença entre veganismo e vegetarianismo?

 

O veganismo é a quarta vertente do vegetarianismo. Isso porque a ideia inicial é a mesma dos vegetarianos restritos, mas com diferenças bem importantes. No veganismo, a questão ideológica estende-se a todo e qualquer produto de origem animal.

 

Por isso, os veganos vão além de não consumirem carne, ovos, mel e laticínios. Eles não usam roupas de couro, seda ou lã, por exemplo. Os vegans (como também são chamados) não usam produtos de beleza testados em animais e condenam o uso de bichos em apresentações de circo e rodeios. Muitos adeptos começaram com uma dieta vegetariana e depois excluíram qualquer forma de exploração animal do seu dia a dia.

 

Quais são as tendências?

 

Segundo informações do portal da Sociedade Vegetariana Brasileira, estima-se que cerca de 16 milhões de pessoas sejam vegetarianas no país (dados de 2012). Já o número de veganos seria de aproximadamente um terço dessa população, chegando a 5 milhões de pessoas.

 

Apesar de não haver um censo oficial, sabemos que houve aumento na quantidade de vegetarianos e veganos nos últimos anos. Vários fatores contribuíram para isso, como a popularização dos meios de comunicação, a maior conscientização sobre as questões de sustentáveis e também a preocupação em manter uma alimentação saudável.

 

Agora que você entendeu qual a diferença entre veganismo e vegetarianismo, conta pra gente nos comentários o que você acha sobre esses estilos de vida!