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Como equilibrar o consumo de soja na dieta vegana?

Por reunir um alto valor nutricional, a soja é muito utilizada na dieta vegana em todo o mundo. O grão tem alta produtividade aqui no Brasil e uma versatilidade incrível na produção de diversos tipos de alimentos. Porém, não podemos nos esquecer dos cuidados necessários na hora de incluí-lo na alimentação diária.

 

Rica em vitaminas, a soja é formada por proteínas, carboidratos e lipídios. Há quase dez anos, o consumo da proteína de soja no país era de apenas três gramas por pessoa, enquanto a recomendação da FDA (Food and Drugs Administration), dos EUA, é a ingestão de 25 gramas por dia para prevenir doenças do coração.

 

Como equilibrar o consumo desse grão?

 

Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), a soja é o único alimento vegetal com valor biológico equivalente à carne. Por isso, quem mantém uma dieta vegana consome esse grão em maior quantidade que o restante das pessoas. Mas para tudo existe um limite, certo?

 

Uma das principais recomendações é para que a soja não seja a única fonte de proteína. Ou seja, é necessário comer outros tipos como a lentilha, grão-de-bico e feijão, por exemplo.

 

Apesar de conter muitas vitaminas, como a A, C, D, E e várias do complexo B, o grão não tem a vitamina B12 e alguns minerais. Portanto, esses componentes importantes para o funcionamento do nosso organismo devem ser repostos de outra maneira.

 

Ele pode trazer prejuízos à saúde?

 

Uma dieta vegana com consumo desregrado de soja pode trazer prejuízos à saúde sim. Aliás, tudo o que comemos em excesso pode causar danos no futuro. As desvantagens neste caso estão na alimentação exclusiva com soja, seja em grãos, farinha ou produtos industrializados.

 

Quando ela é consumida in natura, sem fermentação, apresenta fatores antinutricionais. Isso significa que a ingestão do grão atrapalha a absorção de nutrientes pelo organismo. Já os alimentos  que são fermentados não têm esse problema, como o missô e o shoyu.

 

Quais são os reais benefícios da soja na dieta vegana?

 

Com tantos benefícios encontrados pelos veganos na soja, seu consumo se torna indissociável da alimentação. Justamente por ser o melhor substituto da carne (em termos nutricionais), o grão é utilizado de maneira versátil na produção de alimentos veganos.

 

Tanto é que foi criada uma proteína texturizada, a proteína de soja, que pode ser utilizada em substituição à carne moída, por exemplo. Ótima para fazer recheios, molhos para macarronada, hambúrguer, almôndegas etc.

 

Mas a fabricação de alimentos com selo vegano vai além disso. Tanto é que hoje é possível encontrar até em lojas online opções como lasanha, tofu, churrasco e salgadinhos feitos à base de soja, como coxinha, quibe e croquete.

 

Quem vive o veganismo precisa sempre colocar na balança os benefícios e os prejuízos da utilização desse grão. Buscar informações de qualidade e orientação nutricional é essencial para manter a saúde em dia e não fazer substituições erradas.

 

O que achou do texto? Compartilhe o conteúdo nas redes sociais para que seus amigos também entendem como balancear o consumo de soja na dieta vegana.

Restrições alimentares: o que são e como lidar?

É bastante provável que você tenha restrições alimentares ou conheça alguém com esse problema. Seja alergia ou intolerância, o melhor caminho nesse caso é deixar de consumir determinados tipos de alimentos que não fazem bem para o organismo.

 

Quando se fala em alergia, ou hipersensibilidade, chamamos os “agentes causadores” de alérgenos. Os principais que se tem conhecimento são de origem protéica, como glúten, leite, peixes, soja, castanhas, nozes, amendoins, ovos e crustáceos.  

 

Intolerância alimentar x alergia alimentar

 

Antes de seguir, é preciso explicar a diferença entre intolerância e alergia alimentar. Muita gente confunde os dois termos, mas cada um faz com que o corpo reaja de uma forma.

 

Intolerância alimentar é quando não há envolvimento ou resposta dos mecanismos imunológicos. Ou seja, você ingere determinado alimento, mas os sintomas apresentados não têm relação com o seu sistema interno de defesa.

 

Já a alergia se apresenta quando há reação imunológica. É quando o seu corpo tenta “combater” uma proteína que ele entende como estranha (o alérgeno). Essa situação pode afetar tanto as crianças como os adultos.

 

A seguir, traremos detalhes de quatro dos principais grupos de alérgenos alimentares.

 

  1. Glúten

 

O glúten está presente em uma grande quantidade de matéria prima utilizada na fabricação de produtos. O trigo, o malte, a aveia e outros cereais que contém a substância são utilizados para produzir alimentos, remédios, cosméticos e bebidas.

 

Quem tem alergia às proteínas do glúten pode apresentar reações como asma, rinite, urticária, dores abdominais e anafilaxia (náuseas, vômitos, dificuldade respiratória).

 

O que consumir?

 

O principal tratamento é a mudança de hábito alimentar. Como existem diversas opções de produtos sem glúten no mercado, não há muita dificuldade para fazer a substituição.

 

  1. Leite de vaca

 

A alergia às proteínas do leite de vaca é uma das mais comuns. São identificadas reações como, por exemplo, surgimento de rinite, distensões abdominais, coceiras pelo corpo, vômito intenso e inflamação do intestino.

 

O que consumir?

 

Para suprir a falta dessa rica fonte de cálcio, os alérgicos ou intolerantes podem optar por produtos vegetais. Alguns exemplos são: feijão, tofu, rúcula, espinafre, brócolis, agrião, couve, aveia, ameixa seca, quiabo etc.

 

Outra forma de consumo são os leites de origem vegetal, como o de soja, de coco ou de amêndoas. Também existem imitações dos derivados do leite, produzidos sem acréscimo de produtos de origem animal, como o queijo e o cream cheese vegano.

 

  1. Ovos

 

As crianças são as mais atingidas pela alergia às proteínas da clara do ovo. Estima-se que mais da metade dos diagnósticos de dermatite atópica tenham o problema como causa. Um dos principais sintomas é o surgimento de pequenas erupções na pele, normalmente nos braços e joelhos. Essas regiões tendem a ficar vermelhas e a descascar.

 

O que consumir?

 

Basta incluir no dia a dia alimentos de origem vegetal como feijão e lentilha, além de prestar atenção aos rótulos. Muitas marcas veganas e vegetarianas desenvolvem produtos isentos de ovos ou qualquer outra matéria prima de origem animal, como um molho parecido com maionese, massa, empanados etc.

 

  1. Soja

 

A soja está presente em muitos alimentos industrializados disponíveis no mercado. Além de ser um produto transgênico, possui uma proteína que causa alergia. Os alérgicos à soja normalmente apresentam os mesmos sintomas das outras alergias alimentares.

 

O que consumir?

 

Neste caso, é mais simples dizer o que não consumir, pois a soja tem alta produtividade no Brasil. Por isso, é preciso ler o rótulo dos mais diversos tipos de alimentos, desde molhos, massas e cereais até fórmulas infantis e chocolates. Ainda assim, é possível encontrar produtos sem soja na composição.

 

Lembre-se sempre de consultar um médico para saber se você pode ou não consumir esses alérgenos. Tanto a alergia quanto a intolerância são identificadas somente através de exames específicos. Mas se o seu objetivo é ter uma alimentação mais saudável, incluindo produtos vegetais no seu dia a dia, siga em frente!

 

Você tem algum desses tipos de restrições alimentares ou conhece alguém que precisa de alimentos específicos? Compartilhe a sua experiência deixando um comentário!