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6 mitos sobre vegetarianismo dos quais você precisa se livrar!

Se você pretende se tornar vegetariano(a), é preciso se preparar para uma onda de “achismos”. Todos têm o direito de opinar, mas alguns mitos sobre o vegetarianismo atrapalham ou até impedem admiradores de adotar essa filosofia de vida.

 

Por isso, hoje vamos mostrar o outro lado de algumas falácias que envolvem o tema.

 

  1. Vegetarianos não consomem as vitaminas necessárias

 

Um dos principais mitos é de que vegetarianos não consomem a quantidade necessária de vitaminas. Na verdade, a única vitamina que fica abaixo do recomendado é a B12, que pode ser complementada na dieta.  

 

As proteínas e outros elementos importantes para o bom funcionamento do organismo, como cálcio e ferro, podem ser obtidos através de alimentos vegetais. Segundo o guia de alimentação da Sociedade Vegetariana Brasileira, estudos mostram que os vegetarianos consomem mais nutrientes que as pessoas que mantém uma dieta onívora.

 

  1. Produtos vegetarianos são caros

 

Até bem pouco tempo atrás essa afirmação era verdadeira. Porém, hoje existem mais de 200 produtos certificados e 25 marcas diferentes, ampliando a concorrência de mercado.

 

Além disso, alimentos e itens de beleza livres de matéria-prima ou testes em animais podem ser comprados pela internet. Inclusive, pela web é possível encontrar preços ainda mais acessíveis devido ao baixo custo de manutenção do negócio online.

 

  1. Vegetarianos e veganos são “rivais”

 

Muita gente acha que os vegetarianos e os veganos são rivais. Mas esse é um dos mitos mais bobos que envolvem o assunto, pois apesar de algumas diferenças, essas pessoas têm muito em comum.

 

Um vegano pode começar sua filosofia através do vegetarianismo. Por mais que existam motivos relacionados à saúde ou à religião em alguns casos, o principal objetivo de ambos é parar de contribuir com a exploração animal.

 

  1. Vegetarianos são sempre magros

 

Outro mito perpetuado a respeito dessa filosofia de vida é de que todos os vegetarianos são magros. Entretanto, um corpo magro não tem relação direta com a dieta vegana. Claro que existe uma grande quantidade de magros no vegetarianismo. Mas isso pode ser reflexo da preocupação dessas pessoas em manter uma alimentação balanceada diariamente.

 

  1. Crianças não podem ser vegetarianas

 

Seja porque os pais já seguem essa filosofia ou por escolha própria, as crianças podem SIM ser vegetarianas. Uma dieta nesses moldes tem total capacidade de suprir os nutrientes necessários para o organismo (exceto a vitamina B12, como dissemos no item um).

 

É importante dizer que o leite materno não deve ser substituído por leites de origem vegetal. Então, a amamentação deve ser feita de maneira exclusiva até os seis meses de idade, conforme preconizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

 

  1. Veganos ficam doentes com mais frequência

 

Assim como qualquer outra pessoa, quem adere ao veganismo ou ao vegetarianismo não está imune a doenças. Por isso, é mito que os veganos ficam doentes com mais frequência.

 

Com a suplementação necessária e uma alimentação balanceada, é possível ter as mesmas condições de saúde que os não vegetarianos.

 

Com tanta informação disponível na internet, muitas delas sem nenhum tipo de comprovação, é preciso manter um pé atrás com os “achismos”. Lembre-se sempre de pesquisar em fontes confiáveis e com a sua escolha de maneira saudável!

 

Você já tinha ouvido algum desses mitos sobre o veganismo? Se quiser ver mais conteúdos como este, siga a nossa página no Facebook e mantenha-se atualizado(a).

Como equilibrar o consumo de soja na dieta vegana?

Por reunir um alto valor nutricional, a soja é muito utilizada na dieta vegana em todo o mundo. O grão tem alta produtividade aqui no Brasil e uma versatilidade incrível na produção de diversos tipos de alimentos. Porém, não podemos nos esquecer dos cuidados necessários na hora de incluí-lo na alimentação diária.

 

Rica em vitaminas, a soja é formada por proteínas, carboidratos e lipídios. Há quase dez anos, o consumo da proteína de soja no país era de apenas três gramas por pessoa, enquanto a recomendação da FDA (Food and Drugs Administration), dos EUA, é a ingestão de 25 gramas por dia para prevenir doenças do coração.

 

Como equilibrar o consumo desse grão?

 

Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), a soja é o único alimento vegetal com valor biológico equivalente à carne. Por isso, quem mantém uma dieta vegana consome esse grão em maior quantidade que o restante das pessoas. Mas para tudo existe um limite, certo?

 

Uma das principais recomendações é para que a soja não seja a única fonte de proteína. Ou seja, é necessário comer outros tipos como a lentilha, grão-de-bico e feijão, por exemplo.

 

Apesar de conter muitas vitaminas, como a A, C, D, E e várias do complexo B, o grão não tem a vitamina B12 e alguns minerais. Portanto, esses componentes importantes para o funcionamento do nosso organismo devem ser repostos de outra maneira.

 

Ele pode trazer prejuízos à saúde?

 

Uma dieta vegana com consumo desregrado de soja pode trazer prejuízos à saúde sim. Aliás, tudo o que comemos em excesso pode causar danos no futuro. As desvantagens neste caso estão na alimentação exclusiva com soja, seja em grãos, farinha ou produtos industrializados.

 

Quando ela é consumida in natura, sem fermentação, apresenta fatores antinutricionais. Isso significa que a ingestão do grão atrapalha a absorção de nutrientes pelo organismo. Já os alimentos  que são fermentados não têm esse problema, como o missô e o shoyu.

 

Quais são os reais benefícios da soja na dieta vegana?

 

Com tantos benefícios encontrados pelos veganos na soja, seu consumo se torna indissociável da alimentação. Justamente por ser o melhor substituto da carne (em termos nutricionais), o grão é utilizado de maneira versátil na produção de alimentos veganos.

 

Tanto é que foi criada uma proteína texturizada, a proteína de soja, que pode ser utilizada em substituição à carne moída, por exemplo. Ótima para fazer recheios, molhos para macarronada, hambúrguer, almôndegas etc.

 

Mas a fabricação de alimentos com selo vegano vai além disso. Tanto é que hoje é possível encontrar até em lojas online opções como lasanha, tofu, churrasco e salgadinhos feitos à base de soja, como coxinha, quibe e croquete.

 

Quem vive o veganismo precisa sempre colocar na balança os benefícios e os prejuízos da utilização desse grão. Buscar informações de qualidade e orientação nutricional é essencial para manter a saúde em dia e não fazer substituições erradas.

 

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