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Como o veganismo colabora com a questão da água?

A sustentabilidade é um dos temas mais atuais e urgentes com o qual temos contato no dia a dia. A questão da água assume uma das principais frentes de discussão sobre as necessidades de preservação dos recursos naturais.

Na esteira do Dia Mundial da Água (22 de março), temos de voltar o pensamento para esse recurso, cuja preservação é o desafio a ser enfrentado por todos os países. E uma das principais causas do grande consumo e desperdício de água é a alimentação.

E não pense que a água se esvai ao irrigar vegetais que servem de alimentação – o principal foco de alto consumo de água está ligado à pecuária.

Pensando em refletir sobre a questão da água e como o veganismo ajuda a diminuir a pegada hídrica, preparamos este texto com algumas informações importantes que podem ajudar qualquer pessoas a pensar melhor sobre os seus hábitos de consumo. Siga em frente!

A questão da água e seus números alarmantes

O veganismo é um estilo de vida no qual os adeptos optam por não comer carne por questões que vão muito além da consciência ambiental. O dever ético de contribuir para o fim da crueldade com animais, por compaixão e justiça, é uma causa que geralmente ocupa em primeiro lugar o pensamento do vegano.

Entretanto, o veganismo não é alheio aos esforços de preservação ambiental, muito pelo contrário. A vida de qualquer animal, entre eles o ser humano, só é possível em um ambiente natural que seja preservado e os recursos sejam explorados de maneira a não se extinguirem.

Nesse sentido, não comer carne é uma grande contribuição quando tratamos do tema da água. Isso porque, segundo a organização Water Footprint, a produção de um quilo de carne bovina exige 15 mil litros de água. Esse número pode variar para mais ou para menos de acordo com o país.

Um relatório produzido pela mesma organização aponta que, enquanto isso, a escassez de água afeta pelo menos 2,7 bilhões de pessoas no mundo em pelo menos um mês a cada ano.

O documentário “Cowspiracy”, disponível em streaming, apresenta dados de diversos estudos que demonstram números alarmantes quando tratamos apenas a questão da água.

Por exemplo:

  • São necessários 3,7 mil litros de água para a produção de 3,7 litros de leite;
  • São necessários 3,4 mil litros de água para 450 gramas de queijo;
  • São necessários 1,8 mil litros de água para produzir 450 gramas de queijo;
  • O consumo de água em plantações exclusivas para alimentação de animais consome até 33% da água doce do planeta,
  • Nos Estados Unidos, o cultivo de alimentos para animais consome 56% da água.

Se levarmos todos os números em consideração e fazermos uma média do consumo de carne por um cidadão ocidental, podemos afirmar que um vegano poupa, a cada dia, mais de mil litros de água.

Contaminação da água

A contaminação da água por causa da criação de animais se dá pelo uso de fertilizantes e agrotóxicos nas plantações voltadas à produção de ração.

Além do efeito perverso da monocultura (ou seja, grandes áreas plantadas com apena um tipo de espécie em detrimento de outras), que não produz alimentos para seres humanos enquanto uma grande parte da população mundial passa fome, o cultivo causa desequilíbrios ambientais que resultam em insetos mais resistentes que exigem doses cada vez maiores de agrotóxicos.

Esses elementos químicos acabam na água por meio da penetração no solo até o lençol freático, além do transporte para os rios e córregos pela chuva.

Além do veganismo, como economizar água?

A dieta vegana é uma forma eficaz de contribuir para a diminuição do consumo de água. Entretanto, existem atitudes no dia a dia que somam forças para esse objetivo. Confira algumas delas:

  • Fechar a torneira ao escovar os dentes;
  • Utilizar vassoura e não a mangueira para limpar o quintal e calçada;
  • Reutilizar a água da chuva e da máquina de lavar;
  • Livrar-se de vazamentos,
  • Banhos mais rápidos.

A preocupação com a sustentabilidade e com a questão da água tem tudo a ver com o veganismo. Afinal, a manutenção da vida é o objetivo principal, não é mesmo? A consciência ética permite a construção de hábitos mais saudáveis para o planeta e todos os seres vivos ganham com isso.

Viu como o hábito vegano é uma ótima maneira de ajudar o planeta? E nossa missão é deixar essa causa mais fácil e prazerosa por meio da oferta de diversos produtos sem nenhum ingrediente de origem animal. Confira todos na nossa loja virtual!

Imagem da capa: Pixabay

Quais são os alimentos indispensáveis para atletas veganos?

Um dos maiores mitos que envolvem o estilo de vida vegano é o que afirma que a dieta não permite o desenvolvimento de musculatura e não combina como atividades físicas de grande desempenho. Atletas veganos que se destacam nos mais variados esportes desmentem essa ideia.

Há certos tipos de alimentos que permitem grandes resultados para pessoas que pretendem ganhar massa muscular e performance corporal. Esses vegetais devem ser ricos em proteínas, ferro, zinco, ômega 3 e cálcio, além, é claro do carboidrato.

Os principais nutrientes para atletas

De acordo com a American Dietetic Association (ADA), atletas devem seguir o seguinte esquema de consumo diário de macronutrientes:

  • Proteínas: de 1,2 a 1,7 gramas por quilo de peso;
  • Carboidratos: de 6 a 10 gramas por quilo de peso,
  • Lipídios: de 20% a 35% da ingestão total de energia.

As proteínas são essenciais para construir e reparar o tecido muscular. Os carboidratos são indispensáveis para manter os níveis de glicose no sangue repor o estoque de glicogênio muscular durante os exercícios. Já os lipídios são fontes de energia e auxiliam na absorção das vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K).

Superalimentos para atletas veganos

Os níveis de proteína necessários para o atleta constituem o maior desafio para o vegano. Isso porque grande parte dos alimentos dessa dieta são fontes de carboidratos ou são pobres em proteína.

Tofu, proteína de soja, brócolis, couve-flor, castanhas, feijão e grão de bico são alguns dos vegetais que mais contribuem para manter os níveis de proteína adequados na dieta de qualquer vegano, sendo atleta ou não. Eles não podem ser esquecidos pelos adeptos do estilo de vida sem crueldade animal – devem ser consumidos em todas as refeições, no caso de atletas.

Entretanto, já que o carboidrato é mais abundante na dieta (batatas, cereais, massas, arroz), vamos focar em alimentos que oferecem grande quantidade de proteína em uma única porção. São eles:

  • Fava de edamame (26,1 gramas de proteínas em 100 gramas do vegetal)
  • Lentilha (24,6 gramas de proteínas a cada 100g)
  • Ervilha partida (23,8 gramas de proteínas a cada 100g)
  • Grão de bico (20,5 gramas de proteínas a cada 100g)
  • Tofu (15,8 gramas de proteínas a cada 100g)

Para manter os níveis de ferro e cálcio, os alimentos mais indicados são os vegetais verdes escuros: agrião, couve, espinafre, acelga, almeirão, folha de brócolis, mostarda, rúcula etc. Eles podem ser consumidos em saladas ou em sucos.

O ômega-3 pode ser encontrado na chia e na linhaça. Elas são boas opções porque são versáteis: podem ser usadas no preparo de shakes ou polvilhadas em frutas e saladas.

O zinco é importante para manter o sistema imunológico saudável. Ele pode ser encontrado em sementes de gergelim e nas nozes.

Vale lembrar que é essencial consultar um profissional de nutrição para calcular a quantidade necessária de nutrientes de acordo com a constituição física do atleta. O profissional vai determinar a necessidade de suplementação ou não e vai prevenir riscos à saúde, principalmente nas atividades de alta intensidade.

Como você viu, o veganismo não constitui um limite para quem deseja seguir uma rotina de exercícios intensos ou mesmo para atletas veganos de alta performance. É fácil incluir os alimentos essenciais na dieta, basta planejar bem o ingestão de todos os nutrientes no dia a dia. Mas isso já uma rotina que mesmo os atletas onívoros fazem, não é mesmo? Então adotar o estilo de vida vegano vai trazer mais um benefício para a pessoa: a consciência de não contribuir para a crueldade com animais.

Se você quer receber conteúdos como este em sua caixa de entrada, não deixe de assinar a nossa newsletter! Conheça também a nossa loja virtual recheada de produtos voltados ao público vegano – atletas ou sedentários 😛

Foto de capa: Quino Al on Unsplash

Como o veganismo ajuda no controle da hipertensão arterial?

Aquilo que escolhemos comer está completamente relacionado com nossa saúde. É isso que indicam diversos estudos já há algum tempo. A hipertensão arterial é uma das doenças que mais se relacionam com maus hábitos alimentares e o veganismo surge como uma ótima opção para reverter esse quadro.

O estilo de vida vegano é uma maneira de conseguir se alimentar de forma saudável e também auxilia na prevenção e combate de doenças crônicas. Para você entender mais sobre esse assunto, preparamos este artigo. Siga em frente!

Hipertensão no Brasil

As doenças do coração são responsáveis pelo maior número de mortes no Brasil. E a pressão alta é a maior causadora desses males. Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, a hipertensão arterial atinge cerca de 30% da população adulta no país e mais de 50% dos idosos.

Essa condição pode ter diversas causas, tais como:

  • Obesidade;
  • Consumo de álcool;
  • Estresse;
  • Excesso de sal na dieta;
  • Pouca atividade física;
  • Quantidade inadequada de sono.

A hipertensão não tem cura, mas pode ser controlada por meio de algumas mudanças de hábito, como a prática regular de exercícios e uma dieta especial. Ao incluir alguns alimentos no consumo diário, o organismo é ajudado a se proteger desse mal.

Hábitos alimentares tem tudo a ver com a hipertensão. Eles estão entre as principais causas e também entre as maneiras de preveni-la. Nessa hora, o veganismo pode muito bem ser uma saída radical para o tratamento da doença.

Veganismo para prevenir ou tratar hipertensão

Existem evidências científicas de que adotar um estilo de vida vegano ajuda a prevenir a hipertensão. Uma pesquisa realizada com 136 pessoas mostrou que aqueles que não consumiam carne tinham a pressão arterial significativamente mais baixa que os carnívoros.

Na pesquisa, aqueles com menor pressão arterial eram vegetarianos (ou veganos). A dieta vegana leva a uma maior ingestão de alimentos que contém potássio e magnésio, substâncias relacionadas ao relaxamento das artérias e vasos sanguíneos e a consequente diminuição da pressão.

Além disso, o estilo de vida vegano elimina grande parte dos alimentos industrializados e o excesso de sal que os acompanham.

Também existe o fato dos veganos terem tendência a consumir uma quantidade menor de gordura, que é associada ao aparecimento de doenças cardiovasculares que, junto com a hipertensão, causam problemas graves como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Mudança de hábitos: a melhor maneira de prevenir a hipertensão

A prevenção da hipertensão arterial é guiado por quatro pilares fundamentais:

  • Melhora da alimentação;
  • Prática de atividades físicas;
  • Redução do estresse;
  • Controle de outros fatores de risco (como consumo de álcool e cigarro).

A alimentação é um dos pontos chave para a prevenção ou tratamento da pressão alta. Ingerir alimentos livres de gorduras e sódio, além de auxiliar na perda de peso, melhora o bem-estar geral do indivíduo. A dieta vegana é ótima para isso, pois a maioria dos alimentos naturais como frutas e verduras apresentam índice zero dessas substâncias.

Vale destacar que a orientação de um profissional de nutrição e de uma médico é fundamental para saber como fazer a mudança de hábito alimentar na sua vida e se prevenir ou até mesmo tratar a hipertensão arterial.

Percebeu mais um benefício do veganismo para a saúde? Compartilhe este artigo no Facebook para que sua família e amigos possam aprender um pouquinho mais. Quem sabe não é o que faltava para eles deixarem de lado os derivados de animais.

Foto de capa: Designed by Freepik

Vitamina B12

Como controlar a ingestão de vitamina B12?

Se existe uma questão nutricional que precisa da atenção dos veganos é a deficiência da vitamina B12. Isso porque nessa filosofia de vida a alimentação precisa, na grande maioria das vezes, de suplementação desse nutriente importante para funcionamento do organismo.

De acordo com o coordenador do departamento de medicina e nutrição da SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira), Eric Slywitch, essa vitamina está presente em grande quantidade apenas nos alimentos de origem animal.

O problema não é tão grande para os vegetarianos que consomem leite, queijos e ovos, pois esses alimentos têm essa vitamina em sua composição natural. Se a frequência de consumo for adequada, talvez não haja necessidade de suplementação.

Sintomas da falta de vitamina B12

Por ingerir baixas ou quase nenhuma quantidade de vitamina B12, os veganos podem sofrer com anemia, danos no sistema nervoso e até doenças cardiovasculares. Os sintomas mais claros são fraqueza, cansaço físico, falta de apetite e perda de peso, por exemplo.

Eles podem aparecer depois de cinco anos de carência ou até dentro de um ano em algumas pessoas. Porém, é preciso investigar, pois os mesmos sinais podem sinalizar doenças que não têm nenhuma relação com a falta de vitamina.

Dessa forma, é importante consultar médicos e fazer exames para chegar a um diagnóstico correto. Detalhe: alguns problemas de saúde causados pela deficiência da vitamina B12 podem ser irreversíveis. Então, a questão merece muita atenção!

Recomendações para um equilíbrio

Para os veganos, o caminho mais adequado é a suplementação e a ingestão de alimentos enriquecidos. Os suplementos de vitamina B12 são fabricados a partir de microorganismos que, segunda a ciência, são seres sencientes (que não têm capacidade emocional).

Além dos veganos, qualquer pessoa acima de 50 anos deve fazer a suplementação de vitamina B12, já que o organismo diminui a capacidade de absorção de fontes naturais.

Em vários países, o recomendado é ingerir 5 mcg (microgramas) da vitamina diariamente. Grande parte dos suplementos tem dose de 10 mcg, mas isso não representa um problema, pois não existem indícios de que o nutriente seja tóxico para nosso corpo.

A forma que a suplementação é feito precisa de bastante atenção, pois a vitamina é mais bem absorvida quando ingerida aos poucos. Se um leite vegetal for enriquecido com 1 mcg de vitamina B12, basta consumir três doses no dia, por exemplo.

Poder da vitamina B12

A vitamina B12 é a única que não pode ser obtida a partir de fontes vegetais. Mesmo com uma dieta rica e diversificada, com frutas, legumes, verduras, grãos e a ajuda dos raios solares (como no caso da vitamina D), não é possível atingir os níveis adequados.

Por isso, para quem não come carne, somente os suplementos e os produtos enriquecidos fornecem a quantidade ideal para manter uma boa saúde. Para se sentir mais seguro, é preciso sempre checar o rótulo desses alimentos, conferindo a tabela nutricional.

Com esses dados em mente, é possível elaborar um controle que atenda à suas necessidades e também seus gostos pessoais. Lembre-se que consultar um nutricionista deve estar na sua rotina vegana. Assim, será possível checar como estão os índices de vitamina B12.

Gosto do texto? Os veganos devem mostrar aos seus pares a importância da suplementação da vitamina B12. Então, compartilhe o conteúdo nas suas redes sociais e ajude-nos a disseminar essa informação!

Acabou de se tornar vegano? Saiba fazer a transição alimentar!

A transição alimentar é um dos grandes desafios de quem acaba de se tornar vegano ou vegana. A barreira a ser vencida é igual a de quem tenta se livrar de algum vício, por exemplo. Se a carne fazia parte das suas refeições, os primeiros dias serão os mais difíceis.

 

Todavia, depois de algumas semanas você verá como é possível incluir os alimentos veganos de maneira prática. Além disso, se sentirá muito mais feliz por ter abandonado o hábito de comer animais –  e verá esse ato como algo extremamente estranho!

 

No post de hoje, mostraremos um passo a passo de como deve ser o início da transição alimentar vegana.

 

Faça uma autoanálise

 

Na verdade o primeiro passo é: tenha calma. A mudança deve ser feita de maneira razoável, para que o corpo possa se adaptar às novidades. Por isso, adicione alimentos veganos em vez de cortar os de origem animal que você já consome.

 

Dessa forma, quando a alimentação estiver bastante variada, com diversas opções de legumes, verduras, frutas e grãos, diminua o consumo de carne, ovos e leite. Comece a dar preferência aos produtos de origem vegetal.

 

Analise sua dieta anterior e faça uma lista dos pratos que você gosta e que não têm nada animal. Por exemplo: macarronada com molho de tomate, sopa de legumes, feijão, salada de soja, lentilha etc. Viu só como não precisa de nada exótico?

 

Busque orientação nutricional

 

A carne tem uma alta carga de proteínas. Por isso, quem adere a uma dieta vegana precisa consumir alimentos que reponham alguns elementos importantes para o organismo. Então, busque informações nutricionais com um profissional dessa área.

 

Provavelmente ele irá te pedir exames de sangue para acompanhar essa transição e verificar quais nutrientes são necessários. Além disso, essa orientação vai servir para que você consuma a quantidade certa de calorias.

 

Cuide da alimentação dentro e fora de casa

 

Não faltam opções para manter a sua dieta vegana – tanto dentro quanto fora de casa. Muitos restaurantes já se preocupam em servir pratos preparados especialmente para esse público. Mas em todo caso sempre é possível encontrar arroz, feijão, salada e legumes.

 

Quando estiver com pouco tempo, vale até um fast-food vegano. Lojas físicas e online vendem alimentos como mortadela vegana, hambúrguer vegano, steak de soja, queijos veganos, cream cheese vegano, maionese e até salgadinhos congelados veganos.

 

Redobre a atenção no supermercado

 

Outro passo importante na transição alimentar do vegano é prestar ainda mais atenção aos rótulos dos produtos. Portanto, durante uma compra no supermercado leia atentamente as informações descritas nas embalagens.

 

Cuidado com a frase “pode conter”, que indica a presença de elementos que não fazem parte da composição do alimento. Esse aviso é ainda mais sério para as pessoas que têm restrições alimentares.

 

A vontade é sempre um entrave nesse processo, mas é só deixar a convicção e a filosofia de vida falarem mais alto. Claro que recaídas acontecem e não devem te desanimar. Pelo contrário, elas servirão para mostrar como o seu paladar mudou e te dar ainda mais força.

 

Agora que você aprendeu o passo a passo para fazer uma transição alimentar tranquila, siga-nos nas redes sociais. Assim, você fica por dentro de outros conteúdos sobre o universo vegano!