Skip to main content

Vegano Respondendo Perguntas sobre o Veganismo – Parte 2

Postamos a primeira rodada de perguntas e respostas que recebemos nos nossos perfis no Instagram e Facebook e respondemos em vídeo. Das 9 perguntas e publicadas no vídeo escrevemos no post anterior apenas 5. Relembre aqui: Vegano Respondendo Perguntas sobre o Veganismo – Parte 1.

Dando continuidade as perguntas e respostas sobre o veganismo, escrevemos abaixo as 4 últimas. Confira!

1. Como suplementar a B12 em meu organismo?

As únicas fontes veganas de vitamina B12 são os alimentos enriquecidos (incluindo alguns leites vegetais, alguns produtos de soja e alguns cereais) e os suplementos sintéticos de B12 (comprimidos). A vitamina B12 (incluindo a B12 em alimentos enriquecidos, em suplementos e em alimentos de origem animal) tem origem em microrganismos bacteriológicos.

Para tirar o máximo proveito de uma dieta vegana, os veganos deverão seguir uma das seguintes recomendações:

  • ingerir alimentos enriquecidos 2 ou 3 vezes por dia para obter pelo menos 3 µg de B12 por dia, ou
  • tomar um suplemento de B12 diariamente que forneça pelo menos 10 µg de B12, ou
  • tomar um suplemento semanal de B12 que forneça pelo menos 2000 µg.

O que a deficiência de B12 pode provocar?

A deficiência clínica de B12 pode provocar anemia ou danos no sistema nervoso. A maioria dos veganos consome B12 suficiente para evitar deficiência clínica. Dois subgrupos de veganos encontram-se em particular risco de deficiência: veganos de longa data que evitam alimentos enriquecidos (tais como crudívoros ou veganos macrobióticos) e bebés em fase de amamentação de mães veganas cuja ingestão de B12 seja reduzida.

Em adultos, os sintomas típicos de deficiência incluem falta de energia, uma sensação de formigamento, dormência, sensibilidade reduzida à dor ou pressão, visão nublada, maneira de andar anormal, língua irritada, fraca memória, confusão, alucinações e mudanças de personalidade. Muitas vezes, estes sintomas desenvolvem-se gradualmente num espaço de vários meses, podendo levar anos antes de serem reconhecidos como tratando-se de sintomas de deficiência de B12, sendo normalmente reversíveis com a administração de B12.

Para ser verdadeiramente saudável e ética, uma dieta tem de ser adequada não apenas para os indivíduos isolados, mas também permitir que todos os 6 mil milhões de pessoas tenham boa saúde e uma coexistência sustentável com as muitas outras espécies que formam esta “terra viva”. Deste ponto de vista, a adaptação natural para a maioria dos humanos (possivelmente todos) no mundo moderno é uma dieta vegana. Não existe nada de natural na abominável criação intensiva de animais dos dias de hoje nem na sua tentativa de reduzir seres vivos e sencientes a simples máquinas. Ao escolher usar alimentos enriquecidos ou suplementos de B12, os veganos estão a obter vitamina B12 da mesma fonte que todos os outros animais no planeta — microorganismos — sem causar sofrimento a nenhum ser senciente nem causar danos ambientais.

Veganos podem ingerir a quantidade ideal de B12 sem consumir proteína animal?

Os veganos que consomem quantidades adequadas de alimentos enriquecidos ou suplementos de B12 são muito menos propensos a sofrer de deficiência de B12 do que um onívoro típico. O Instituto de Medicina dos EUA deixa isso bem claro ao estabelecer as doses recomendadas de B12. “Dado que 10 a 30% das pessoas mais idosas poderão ser incapazes de absorver B12 de fontes naturais, é aconselhável que as pessoas com idade superior a 50 anos preencham a dose diária recomendada de B12 principalmente através da ingestão de alimentos enriquecidos com B12 ou suplementos de B12.” Os veganos devem seguir este conselho, para seu próprio benefício e para benefício dos animais. A vitamina B12 não será um problema para veganos bem informados. Consulte sempre um médico para obter as informações mais atualizadas e específicas para o seu quadro clínico.

(Este artigo é uma carta aberta compilada por Stephen Walsh e subscrita por diversos profissionais de saúde e organizações veganas. Tradução: Muda o Mundo – https://www.mudaomundo.org/nutricao/vit_b12/veganos_b12)

2. Sou de outro Estado do Brasil, consigo comprar produtos veganos pela internet?

Sim, claro. A Vegasite existe há um ano e meio, e tem essa missão de levar acessibilidade para promover o veganismo saudável e sustentável. Temos centenas de produtos que podem ser comprados online em nossa loja e enviamos para o Brasil inteiro por meio dos Correios e transportadoras parceiras. Sempre tentamos negociar os preços mais baixos e justos para que você possa comprar direto da sua casa e receber o mais rápido possível.

3. Cremes dentais normais não são veganos?

Infelizmente NÃO, nem fio dental e outros acessórios de higiene bucal. Assim como explicamos sobre os cosméticos, os produtos de higiene bucal são testados para resguardar as empresas juridicamente porém são extremamente cruéis com os animais. Por exemplo, os fios dentais são testados na pele de coelhos para que seja verificado a resistência e durabilidade do produto. Felizmente existem marcas novas não testadas em animais, dessas já testamos e usamos a Suavetex (que tem 2 submarcas: Contente e  Orgânico) e a Boni Natural Brasil.

Se você já usou outro creme dental ou produto de higiene oral, por favor, deixe um comentário. Esse é uma das categorias mais procuradas e sempre estamos buscando mais marcas.

4. Veganismo, ética e respeito animal. Como isso pode ser possível?

A filosofia vegan é um estilo de vida que procura eliminar, na medida do possível e praticável, todas os tipos de exploração e crueldade contra animais. Seja na alimentação, no vestuário, na estética ou para qualquer outra finalidade. Quando se trata de indústria, tudo é feito visando um único objetivo: lucro! Assim, as vidas dos animais acabam se transformando em máquinas.

Se você pensa que o motivo pelo qual as pessoas param de comer carne é simplesmente pela crueldade no abate, você está enganado. Hormônios são injetados para apressar o crescimento, antibióticos são usados sem controle para conter doenças em um ambiente caótico.

Os animais são mantidos em lugares excessivamente apertados e na maioria das vezes eles nem veem a luz do dia. As fêmeas ainda são as que mais sofrem pois elas podem gerar filhotes, leite e ovos. Milhões de animais sofrem diariamente as custas de um ambiente desumano que suga deles tudo o que for preciso para alguns dias, meses, ou anos depois eles irem para o abate.

E não são apenas os animais que sofrem com essa exploração, milhares de doenças poderiam ser evitadas ou melhor controladas se não houvesse o consumo de carne. Ou seja, você também é prejudicado pela indústria. É você que come o frango, a vitela, a costela, o bacon, o presunto, o queijo, o ovo. A soma desses hormônios, antibióticos e o stress que o animal traz vai para dentro do seu corpo.

Vamos repensar os nossos hábitos e tudo o que consumimos? Assista o nosso primeiro vídeo no Youtube com todas as perguntas e respostas completa. Clique aqui e confira agora mesmo essas e outras reflexões sobre o veganismo!

Reducetarianismo: conheça o novo termo para alimentação consciente

Há um movimento que ganha adeptos a cada dia no país e que tem gerado certo interesse em quem pretende mudar os hábitos alimentares: o “reducetarianismo”. O termo identifica as pessoas que comem o que querem, mas com menor frequência e quantidade.

 

“Reducetariano” vem do inglês “reduce” – “reduzir” em português. Pela dificuldade que a maioria tem em adotar uma dieta totalmente livre de carnes, a redução tornou-se mais pragmática do ponto de vista dos ativistas do movimento.

 

É o que acredita o principal expoente da prática, o americano norte-americano Brian Kateman, que criou, em 2014, a Reducetarian Foundation. A organização é voltada ao estímulo da prática reducetariana.

 

Em diversas entrevistas, Kateman afirma que além de tornar a alimentação mais saudável, o reducetarianismo ajuda a preservar o meio ambiente. Se você manja de inglês, veja uma uma palestra de Brian Kateman no Youtube no qual ele trata do assunto.

 

Alimentação consciente

 

Em sua página oficial a fundação afirma que o “megaconsumo da agropecuária está destruindo o planeta, causando maus tratos aos animais, promovendo mais riscos à saúde humana e contribuindo com a fome mundial”.

 

Conforme justifica os adeptos do reducetarianismo, a criação de animais para a indústria de carnes utiliza-se de grandes áreas de terra para o cultivo de grãos e cereais (que servem de ração) e também para a criação dos rebanhos. Toda essa área poderia ser utilizada para a plantação de alimentos vegetais para as pessoas.

 

Segundo a Reducetarian Foundation, se todos os alimentos cultivados fossem direcionados exclusivamente para a alimentação humana, o abastecimento mundial de comida seria 70% maior.

 

Por isso, diminuir o consumo de carne vermelha, peixes, frutos do mar, ovos e laticínios contribui de maneira prática para a redução desses problemas. Qualquer pessoa pode prestar mais atenção aos hábitos de consumo e aderir ao reducetarianismo, em um esforço consciente, conforme defende o reducetarianos.

 

Segunda sem Carne

Uma das ações mais conhecidas de reducetarianismo no Brasil é o projeto “Segunda sem Carne”, difundido por várias grupos veganos e vegetarianos como uma maneira de começar a adotar hábitos mais saudáveis e até mesmo como pontapé inicial em um dieta vegetariana ou vegana.

 

O programa busca refeições livres de ingredientes animais todas as segundas-feiras. Pelo site da ONG americana, é possível calcular quanto se poupou de água e de emissão de gás carbônico ao deixar de comer carne ao menos uma vez por semana.

 

Segundo o portal, quem adota a prática poupa cerca de 5 litros de água e 6,6 quilos de gás carbônico em um mês.

 

Um futuro vegetariano (ou vegano) por meio do reducetarianismo?

 

O reducetarianismo acende um debate interessante: estaria a humanidade rumando para um futuro vegetariano ou até mesmo vegano? Isso porque adotar a filosofia do movimento é muito fácil por parte das pessoas, basta ter inclinação aos hábitos mais conscientes.

 

Entre essa atitude e uma dieta estritamente vegetariana existe apenas um passo. E mais outro para virar vegano de vez. Não custa nada sonhar, não é mesmo?

 

Vale lembrar que a organização dos reducetarianos afirma que vegetarianos e veganos seriam, por definição, praticantes do reducetarianismo por terem optado abrir mão de carnes e outros produtos de origem animal.

 

O que você acha desse movimento que cresce cada dia mais? Compartilhe sua opinião com a gente por meio dos comentários!