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Reducetarianismo: conheça o novo termo para alimentação consciente

Há um movimento que ganha adeptos a cada dia no país e que tem gerado certo interesse em quem pretende mudar os hábitos alimentares: o “reducetarianismo”. O termo identifica as pessoas que comem o que querem, mas com menor frequência e quantidade.

 

“Reducetariano” vem do inglês “reduce” – “reduzir” em português. Pela dificuldade que a maioria tem em adotar uma dieta totalmente livre de carnes, a redução tornou-se mais pragmática do ponto de vista dos ativistas do movimento.

 

É o que acredita o principal expoente da prática, o americano norte-americano Brian Kateman, que criou, em 2014, a Reducetarian Foundation. A organização é voltada ao estímulo da prática reducetariana.

 

Em diversas entrevistas, Kateman afirma que além de tornar a alimentação mais saudável, o reducetarianismo ajuda a preservar o meio ambiente. Se você manja de inglês, veja uma uma palestra de Brian Kateman no Youtube no qual ele trata do assunto.

 

Alimentação consciente

 

Em sua página oficial a fundação afirma que o “megaconsumo da agropecuária está destruindo o planeta, causando maus tratos aos animais, promovendo mais riscos à saúde humana e contribuindo com a fome mundial”.

 

Conforme justifica os adeptos do reducetarianismo, a criação de animais para a indústria de carnes utiliza-se de grandes áreas de terra para o cultivo de grãos e cereais (que servem de ração) e também para a criação dos rebanhos. Toda essa área poderia ser utilizada para a plantação de alimentos vegetais para as pessoas.

 

Segundo a Reducetarian Foundation, se todos os alimentos cultivados fossem direcionados exclusivamente para a alimentação humana, o abastecimento mundial de comida seria 70% maior.

 

Por isso, diminuir o consumo de carne vermelha, peixes, frutos do mar, ovos e laticínios contribui de maneira prática para a redução desses problemas. Qualquer pessoa pode prestar mais atenção aos hábitos de consumo e aderir ao reducetarianismo, em um esforço consciente, conforme defende o reducetarianos.

 

Segunda sem Carne

Uma das ações mais conhecidas de reducetarianismo no Brasil é o projeto “Segunda sem Carne”, difundido por várias grupos veganos e vegetarianos como uma maneira de começar a adotar hábitos mais saudáveis e até mesmo como pontapé inicial em um dieta vegetariana ou vegana.

 

O programa busca refeições livres de ingredientes animais todas as segundas-feiras. Pelo site da ONG americana, é possível calcular quanto se poupou de água e de emissão de gás carbônico ao deixar de comer carne ao menos uma vez por semana.

 

Segundo o portal, quem adota a prática poupa cerca de 5 litros de água e 6,6 quilos de gás carbônico em um mês.

 

Um futuro vegetariano (ou vegano) por meio do reducetarianismo?

 

O reducetarianismo acende um debate interessante: estaria a humanidade rumando para um futuro vegetariano ou até mesmo vegano? Isso porque adotar a filosofia do movimento é muito fácil por parte das pessoas, basta ter inclinação aos hábitos mais conscientes.

 

Entre essa atitude e uma dieta estritamente vegetariana existe apenas um passo. E mais outro para virar vegano de vez. Não custa nada sonhar, não é mesmo?

 

Vale lembrar que a organização dos reducetarianos afirma que vegetarianos e veganos seriam, por definição, praticantes do reducetarianismo por terem optado abrir mão de carnes e outros produtos de origem animal.

 

O que você acha desse movimento que cresce cada dia mais? Compartilhe sua opinião com a gente por meio dos comentários!

Um comentário em “Reducetarianismo: conheça o novo termo para alimentação consciente

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