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Musculação vegana: saiba como é possível manter o low carb

Um assunto que deixa alguns admiradores do veganismo em dúvida é a possibilidade de manter uma rotina de musculação vegana. Inclusive, o tema é um tabu entre muitos instrutores de academia, que acabam incentivando o consumo de carne e ovos como únicas fontes de proteína.

Porém, existem vários fisiculturistas veganos como, por exemplo, o Felipe Carmo (Fefeu), e vegetarianos, como o lendário americano Bill Pearl. Preparamos este post para explicar como é possível conciliar uma dieta vegana/vegetariana com a sua rotina low carb.

Como levar adiante a musculação vegana?

Para seguir uma dieta restritiva como a da filosofia vegana é preciso prestar atenção às proteínas vegetais consumidas diariamente. Mas todo praticante de cutting está acostumado a esses detalhes, seja vegano ou não vegano.

Por isso, a conta é a mesma: baixa ingestão de carboidratos, bastante proteína e gorduras saudáveis. De acordo com a Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva, as pessoas que buscam a hipertrofia muscular podem atingir esse resultado com o máximo de 1,8 grama de proteína por quilo de peso corporal diariamente.

Qual a importância de diversificar as fontes?

Quando falamos em proteínas estamos nos referindo diretamente aos aminoácidos. Alguns podem ser produzidos pelo nosso próprio organismo (aminoácidos não essenciais), mas o restante precisa ser consumido junto com as proteínas (aminoácidos essenciais).

Apesar de estarem presentes em maior quantidade nos alimentos de origem animal, os aminoácidos essenciais também podem ser obtidos dos vegetais. O desafio está na diversificação necessária, já que os aminoácidos que precisamos estão espalhados em diferentes tipos de vegetais.

Afinal, o que comer?

Diante dessas informações, sabemos que para manter a musculação vegana é fundamental ter uma alimentação baseada em várias fontes. Por isso, escolher os alimentos que têm alto valor biológico é um caminho inteligente. Por exemplo: feijão, lentilha, grão-de-bico, soja, ervilha, vagem, linhaça, castanhas, chia, quinoa, amêndoas, nozes etc.

Lembrando que geralmente uma dieta para cutting restringe o consumo de carboidratos ao desjejum e ao pós-treino. Se você é praticante de musculação, vegana ou não, sabe que os carboidratos são a principal fonte de energia do nosso corpo, mas para queimar gorduras é preciso dar preferência às proteínas — que têm dupla função.

Como deve ser o acompanhamento?

Uma dieta equilibrada e bem feita é responsável por metade dos efeitos obtidos na musculação vegana. Por isso, o atleta precisa estar atento aos alimentos consumidos e seguir as orientações passadas pelos profissionais que o acompanham.

Quando o corpo encontra a quantidade de aminoácidos necessária, os músculos começam a ganhar volume. Assim que os primeiros resultados surgirem, será possível identificar quais alimentos estão sendo adequados ou não para a sua dieta.

Se a ingestão natural de proteínas não for suficiente, pode ser necessário fazer uma suplementação. É possível encontrar suplementos à base de ervilha, arroz, soja etc.

Para obter benefícios na musculação vegana é preciso procurar profissionais da área de nutrição esportiva. Somente eles são capazes de fazer a prescrição correta de alimentos e quantidades necessárias para o seu biotipo.

Não sabe por onde começar? Leia também o post que fizemos sobre os tipos de alimentos vegetais que têm mais proteína.

2 comentários em “Musculação vegana: saiba como é possível manter o low carb

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