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Freeganismo: os veganos que militam contra o capitalismo

Todos os dias, escutamos novos termos para definir grupos de veganos ou de vegetarianos. Já falamos, por exemplo, dos reducetarianos (que comem o que querem, mas com menor frequência e quantidade). Hoje, nosso texto é sobre outra filosofia, a do freeganismo.

 

O termo une as palavras “free”, que significa livre em inglês, e veganismo. Os chamados freegans ainda são pouco conhecidos no Brasil, mas formam uma legião que luta não só contra a exploração animal. Eles também promovem um verdadeiro boicote ao consumo.

 

O freeganismo na prática

A prática do freeganismo é vista com bastante preconceito e considerada por muitas pessoas como uma subcultura. Os praticantes têm como principal hábito reutilizar itens que foram descartados — desde roupas, livros e outros objetos até comida.

 

O objetivo deles é diminuir todo e qualquer tipo de consumo. Por isso, para sobreviver, eles procuram alimentos que foram colocados no lixo. A reportagem “Dá para viver de graça?”, publicada no site da revista Superinteressante, acompanhou um grupo de freegans buscando comida em sacos de lixo pelas ruas de Nova Iorque.

 

Os 5 pilares seguidos pelos freegans

 

Existem cinco pilares principais na filosofia de vida do freeganismo: não desperdiçar, ocupar o espaço urbano, abusar do reúso, praticar o veganismo e trabalhar menos.

 

  1. Não desperdiçar

 

A ideia aqui é otimizar o consumo de tudo o que o freegan conseguir ter acesso. Por isso, eles apostam muito em feiras de trocas de objetos, produção da própria horta e construção de hortas comunitárias, distribuição de roupas usadas etc.

 

  1. Ocupar o espaço urbano

 

Outra vertente defendida pelo freeganismo é a moradia como um direito de todos. Assim, os praticantes apoiam iniciativas de ocupação de prédios abandonados. Além de darem um verdadeiro uso para os espaços, eles tentam promover ações educativas e culturais para a comunidade nesses lugares.

 

  1. Abusar do reúso

 

Um termo é bastante utilizado nos EUA é “dumpster diving”, que significa mergulhar na lixeira. Vasculhar o lixo de rua é mais comum para os americanos. No Brasil, os freegans tentam tirar seu sustento do que sobra ao final de feiras livres e nas praças de alimentação.

 

  1. Praticar o veganismo

Os freegans não comem carne. Por isso, sua busca por alimentos se restringe aos alimentos vegetais. Na filosofia de vida do freeganismo, uma simples verdura transportada causa impactos ambientais. Além disso, eles não usam roupas de origem animal nem cosméticos testados em animais.

 

  1. Trabalhar menos

 

Outro pilar do pensamento freegan é trabalhar menos e praticar trabalho voluntário. Já que a ideia central é não haver consumo pago, eles defendem a liberdade econômica do indivíduo e se eximem da culpa de ter um emprego que cause crueldade animal (mesmo que de forma indireta).

 

A internet está recheada de grupos no Facebook, como o Freeganismo Brasil, e canais no Youtube, como o do Guilherme Rocker, a respeito do assunto. Em muitos deles, inclusive, os autores e participantes dão dicas de passeios gratuitos e lugares para comer de graça.

 

Agora é a sua vez de falar: o que você acha do freeganismo? Deixe seu comentário!

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