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Como o veganismo colabora com a questão da água?

A sustentabilidade é um dos temas mais atuais e urgentes com o qual temos contato no dia a dia. A questão da água assume uma das principais frentes de discussão sobre as necessidades de preservação dos recursos naturais.

Na esteira do Dia Mundial da Água (22 de março), temos de voltar o pensamento para esse recurso, cuja preservação é o desafio a ser enfrentado por todos os países. E uma das principais causas do grande consumo e desperdício de água é a alimentação.

E não pense que a água se esvai ao irrigar vegetais que servem de alimentação – o principal foco de alto consumo de água está ligado à pecuária.

Pensando em refletir sobre a questão da água e como o veganismo ajuda a diminuir a pegada hídrica, preparamos este texto com algumas informações importantes que podem ajudar qualquer pessoas a pensar melhor sobre os seus hábitos de consumo. Siga em frente!

A questão da água e seus números alarmantes

O veganismo é um estilo de vida no qual os adeptos optam por não comer carne por questões que vão muito além da consciência ambiental. O dever ético de contribuir para o fim da crueldade com animais, por compaixão e justiça, é uma causa que geralmente ocupa em primeiro lugar o pensamento do vegano.

Entretanto, o veganismo não é alheio aos esforços de preservação ambiental, muito pelo contrário. A vida de qualquer animal, entre eles o ser humano, só é possível em um ambiente natural que seja preservado e os recursos sejam explorados de maneira a não se extinguirem.

Nesse sentido, não comer carne é uma grande contribuição quando tratamos do tema da água. Isso porque, segundo a organização Water Footprint, a produção de um quilo de carne bovina exige 15 mil litros de água. Esse número pode variar para mais ou para menos de acordo com o país.

Um relatório produzido pela mesma organização aponta que, enquanto isso, a escassez de água afeta pelo menos 2,7 bilhões de pessoas no mundo em pelo menos um mês a cada ano.

O documentário “Cowspiracy”, disponível em streaming, apresenta dados de diversos estudos que demonstram números alarmantes quando tratamos apenas a questão da água.

Por exemplo:

  • São necessários 3,7 mil litros de água para a produção de 3,7 litros de leite;
  • São necessários 3,4 mil litros de água para 450 gramas de queijo;
  • São necessários 1,8 mil litros de água para produzir 450 gramas de queijo;
  • O consumo de água em plantações exclusivas para alimentação de animais consome até 33% da água doce do planeta,
  • Nos Estados Unidos, o cultivo de alimentos para animais consome 56% da água.

Se levarmos todos os números em consideração e fazermos uma média do consumo de carne por um cidadão ocidental, podemos afirmar que um vegano poupa, a cada dia, mais de mil litros de água.

Contaminação da água

A contaminação da água por causa da criação de animais se dá pelo uso de fertilizantes e agrotóxicos nas plantações voltadas à produção de ração.

Além do efeito perverso da monocultura (ou seja, grandes áreas plantadas com apena um tipo de espécie em detrimento de outras), que não produz alimentos para seres humanos enquanto uma grande parte da população mundial passa fome, o cultivo causa desequilíbrios ambientais que resultam em insetos mais resistentes que exigem doses cada vez maiores de agrotóxicos.

Esses elementos químicos acabam na água por meio da penetração no solo até o lençol freático, além do transporte para os rios e córregos pela chuva.

Além do veganismo, como economizar água?

A dieta vegana é uma forma eficaz de contribuir para a diminuição do consumo de água. Entretanto, existem atitudes no dia a dia que somam forças para esse objetivo. Confira algumas delas:

  • Fechar a torneira ao escovar os dentes;
  • Utilizar vassoura e não a mangueira para limpar o quintal e calçada;
  • Reutilizar a água da chuva e da máquina de lavar;
  • Livrar-se de vazamentos,
  • Banhos mais rápidos.

A preocupação com a sustentabilidade e com a questão da água tem tudo a ver com o veganismo. Afinal, a manutenção da vida é o objetivo principal, não é mesmo? A consciência ética permite a construção de hábitos mais saudáveis para o planeta e todos os seres vivos ganham com isso.

Viu como o hábito vegano é uma ótima maneira de ajudar o planeta? E nossa missão é deixar essa causa mais fácil e prazerosa por meio da oferta de diversos produtos sem nenhum ingrediente de origem animal. Confira todos na nossa loja virtual!

Imagem da capa: Pixabay

4 dicas perfeitas para a sua Páscoa vegana

Ter uma Páscoa vegana pode parecer um grande desafio para muita gente. Porém, com uma rápida pesquisa na internet — e uma dose de criatividade — é possível criar receitas de dar água na boca até de quem não é vegano. Afinal, essa é uma das celebrações do cristianismo que termina com a família reunida em volta da mesa no domingo.

Para não se sentir de fora, vale a pena correr atrás de pratos que te agradam. Detalhe: os veganos podem sim comer chocolate, ao contrário do que algumas pessoas pensam. A ressalva está nos ingredientes complementares, já que não pode haver nada de origem animal.

Preste atenção a componentes como: leite, gordura anidra de leite, mel, ricinoleato de origem animal, glicerina animal, albumina etc. Mas se você prefere fugir dos industrializados na sua Páscoa vegana, veja receitas que separamos do canal Presunto Vegetariano e outras dicas.

1. Ovo de Páscoa vegano

Essa receita é para acabar de vez com o chororô de que não existe ovo de Páscoa vegano. Na realidade, essa é uma ótima alternativa também para os intolerantes e alérgicos à lactose. Para fazer em casa você vai precisar de chocolate amargo, creme de leite vegetal, glucose, essência de amêndoas e forma!

Dica de ouro: como é raro encontrar opções de ovos de Páscoa para veganos, que tal empreender na área? Compre material extra e comece vendendo para parentes e amigos!

2. “Peixe vegano” com assado de batatas

Já vimos por aí “churrasco vegano” e tantas outras adaptações, não é mesmo? O “peixe vegano” ensinado pelo canal Presunto Vegetariano é uma ótima opção para o almoço no seu domingo de Páscoa vegana. Você vai precisar de tofu, algas nori, farinha branca, farinha de rosca, azeite, óleo para fritar e outros temperinhos gostosos.

3. Bombom de batata doce

A cada ano que passa, vemos as prateleiras dos supermercados recheadas de chocolates caros. Alguns chegam a custar cinco vezes mais do que no resto do ano. Além de ser vegano, o bombom de batata doce é amigo do seu bolso. Para fazê-lo, você deve ter batata doce, açúcar mascavo, cacau em pó, essência de baunilha, canela em pó e alguns confeitos para deixar tudo mais bonitinho.

4. Brownie vegano

Outra dica deliciosa para a sua Páscoa vegana é o brownie. Você encontra o passo a passo na internet ou pode até comprar pronto. Ele é feito com cacau, batata doce, óleo de girassol, farinha de arroz, sal marinho, goma xantana e adoçado com xilitol.

Essas são apenas algumas das possibilidades, já que você pode criar suas próprias receitas. Para isso, basta encontrar ingredientes que serão peças-chave na sua cozinha como, por exemplo, o creme de chocolate meio amargo feito de biomassa de banana.

Qual é o próximo desafio? Os veganos estão prontos para enfrentar qualquer um deles. Compartilhe nossas dicas nas suas redes sociais e tenha uma Páscoa vegana e feliz!

Confira 5 mudanças que o estilo vegano trás para a sua vida

Quem adota o estilo vegano ou vegetariano de viver pode ter motivos diversos: a busca por mais qualidade de vida ou a consciência ética sobre o sofrimentos dos animais na indústria da carne. O veganismo é mais afinado com o segundo objetivo, mas os dois casos provocam mudanças profundas na vida do indivíduo.

Independente da motivação do vegano, adotar esse estilo de vida, que é uma verdadeira filosofia do cotidiano, provoca mudanças pessoais ao mesmo tempo que altera a rotina de uma casa e contribui para a construção de um mundo mais ético na relação com os animais.

Confira, neste artigo, 5 mudanças mais percebidas por quem adota o veganismo.

1. Mudança na forma de encarar o mundo

O veganismo não é apenas uma escolha nutricional. Ele vai muito além de uma dieta mais saudável. Escolher abolir a carne do prato altera as relações de consumo e a forma de interação com o mundo.

A mudança na rotina é intensa, pois a mudança do cardápio obriga o adepto a fazer pesquisas de se informar sobre os processo de produção e distribuição dos produtos. O resultado disso é uma maior consciência do lugar que ocupa na sociedade.

Há uma diminuição dos impactos que a pessoa causa no dia a dia, principalmente sobre o que costumamos chamar de meio ambiente, pois ele passam a ser percebidos.

A sociedade passa por um crivo mais crítico a partir do ponto de vista vegano. Os produtos de marcas que realizam testes em animais, por exemplo, são boicotados e eventos em que exista a exploração animal, como rodeios e circos (que ainda utilizam pombas, por exemplo) são combatidos pela causa.

2. Prevenção de doenças e melhora significativa da saúde

Todos sabem que o consumo de vegetais faz bem para a saúde. Já são décadas de produção de estudos que associam legumes, verduras, raízes e cereais com a prevenção de inúmeras doenças.

Muitas pessoas, inclusive, acabam adotando o estilo de vida vegano depois de passar por algum quadro grave de saúde – em busca de prevenir a volta da doença e aumentar a qualidade de vida.

Veja, abaixo, alguns benefícios para a saúde promovidos pelo veganismo:

Prevensão do diabetes tipo 2

Prevenção e melhora no tratamento para aqueles que já têm a doença.

Prevenção de quadros depressivos

Estudos mostram que o veganismo diminui o risco de desenvolver depressão.

Controle da pressão arterial

Veganos tendem a ter pressão arterial dentro dos limites da normalidade (clique aqui e saiba mais).

Controle do peso

A busca por vegetais e de produtos que não levam carne propiciam a exclusão de “junk foods” e de outros alimentos mais calóricos da dieta.

Prevenção de doenças cardíacas

Menos colesterol, redução do risco de diabetes e controle da pressão arterial diminui as chances de desenvolver doenças cardiovasculares.

Redução do risco de alguns tipos de câncer

Vários estudos relacionam fatores dietéticos e risco de câncer. Eles mostram redução significativa de alguns tipos da doença entre vegetarianos estritos (clique aqui e confira a fonte das informações).

Vale lembrar que a consulta a um especialista em nutrição é essencial para a adoção de uma dieta vegana que traga bons resultados para a saúde.

3. Criação de laços em comunidade

A comunidade vegana é ativa e muito receptiva. É uma oportunidade de criar laços e desenvolver-se como pessoa. A principal tônica entre os adeptos é a importância de compartilhar informações para o fortalecimento de hábitos.

Nessa rede, que pode ser virtual ou presencial, a cultura vegana é fortalecida e a troca de conhecimentos é estimulada. O adepto do estilo vegano jamais vai se sentir sozinho ou isolado do restante do mundo.

4. O vegano aprende a cozinhar

Não tem jeito: a vida vegana só é possível se o adepto aprender a cozinhar. Isso porque o mundo é carnívoro e dependente dos animais para a fabricação do mais diversos produtos alimentícios.

É difícil encontrar restaurantes veganos, principalmente fora das capitais, por isso é fundamental o preparo das refeições em casa para levar ao trabalho, escolas e encontros sociais.

Entretanto, hoje, com a internet, tudo é mais fácil. Informações sobre fornecedores de ingredientes e sites de receitas veganas estão na palma da mão – é só aprender a acender o fogão e praticar.

5. Vai ter de ser mais paciente e tolerante

O vegano encara muitas dificuldades no dia a dia. Desde a falta de informações sobre produtos (algumas marcas não informam o uso de ingredientes ou os testes realizados em animais) até a falta de compreensão de pessoas próximas em relação a essa filosofia de vida.

O jeito é ser persistente nas pesquisas e tolerante nos relacionamentos para não gerar conflitos e polêmicas desnecessárias, sem abrir mão, é claro, da tentativa de conscientizar outras pessoas sobre o tema da crueldade e exploração animal.


Por fim, ser vegano é contribuir para a mudança do mundo. O respeito aos animais, apesar de tudo, é um tema que tem sido mais abordado hoje.
Personalidades veganas contribuem para isso e iniciativas de ONGs e militantes independentes conseguem resultados em algumas áreas.

Adotar o estilo vegano é estar alinhado com o futuro, mas é importante evitar a soberba. Apenas com diálogo e persistência é possível mudar a mentalidade do mundo em relação aos animais. O importante é agir.

Então, gostou deste texto? Que tal compartilhar o conteúdo em suas redes sociais para que seus amigos também aproveitem as informações? Ah, e não deixe de conferir nossa loja virtual recheada de produtos para o público vegano!

Veganismo para crianças e adolescentes: o que você precisa saber

Geralmente, escolhemos adotar o estilo de vida vegano depois de adultos. Entretanto, o hábito de consumir alimentos apenas de origem vegetal pode começar na infância ou na adolescência. O veganismo para crianças ou jovens, entretanto, merece cuidados diferenciados em relação a tipos de nutrientes ingeridos, em prol de um desenvolvimento saudável e completo.

Há muitas controvérsias em relação a essa filosofia de vida quando adotada para os pequenos. Algumas pessoas acreditam que seus filhos podem ter retardos ou doenças se não comerem proteínas de origem animal –  o que podemos dizer que é um mito quando procuramos informações embasados por especialistas.

A questão é que os adolescentes têm todo o direito de adotar essa filosofia para a sua vida e os pais que não comem carne têm o direito de passar essa concepção ética para seus pequenos, em busca de um mundo mais sustentável, justo e sem crueldades.

Confira, neste artigo, tudo o que você precisa saber sobre o veganismo na infância e na adolescência.

A partir de qual idade a criança pode se tornar vegana?

Se os pais já são veganos, a criança vai seguir o padrão de alimentação desde a introdução alimentar, logo depois do desmame. Nessa hora, é fundamental o acompanhamento médico para que seja estabelecida uma dieta equilibrada para a família. Aliás, desde a gestação esse acompanhamento é fundamental.

O médico vegetariano e especialista em nutrologia Eric Slywitch, em seu livro “Alimentação sem Carne – Guia Prático”, afirma que alguma fonte de proteína de origem animal é necessária para a criança até um ano de idade. Isso porque a criança não consegue produzir sozinha a taurina, fundamental para o seu desenvolvimento.

Mas não se preocupe! Essa proteína é encontrada no próprio leite materno.

O médico, em seu livro, diz que uma dieta vegetariana só traz problemas para a criança quando a substituição alimentar é feita de forma inadequada. Por isso, é fundamental investir em uma grande variedade de alimentos para consumo no dia a dia, sempre com orientação nutricional.

Cuidados nas substituições

A substituição da carne na alimentação quando não é bem feita pode ocasionar problemas no desenvolvimento do indivíduo. Para saber quais são os nutrientes necessários para a criança ou adolescente é fundamental a consulta com um especialista.

Há nutriente que sabemos que são fundamentais e não podem faltar à mesa.

O ferro, por exemplo, é importantíssimo para o desenvolvimento na primeira e segunda décadas de vida. Sua falta pode provocar anemia e trazer problemas como retardo do crescimento, comprometimento da capacidade de aprendizagem (desenvolvimento cognitivo), da coordenação motora e da linguagem, além de efeitos comportamentais, como a falta de atenção e fadiga.

Por isso, esse é um dos principais nutrientes da dieta e deve ser buscado em vegetais verde-escuros e leguminosas, como o feijão.

Proteínas, como sabemos, são importantes para o desenvolvimento muscular e podem ser encontradas em cereais, leguminosas, oleaginosas e no tofu.

As vitaminas são elementos fundamentais para uma dieta saudável. A vitamina A pode ser encontrada em cenouras, brócolis, batata-doce, couve, espinafre, abóbora, ervilha e beterraba.

As vitaminas do complexo B podem ser encontradas em batatas, bananas, lentilhas e pimenta. Já a vitamina D, importante para os ossos e dentes, é produzida pelo organismo por meio da exposição ao sol. Cogumelos também são fontes excelentes dessa vitamina.

As frutas são essenciais na alimentação vegana. Elas são fontes de potássio, ferro e fibras, além de açúcares naturais, que fornecem energia.

Dicas para estimular o consumo de vegetais nas crianças

Um dos maiores problemas para os pais que querem estimular nos filhos a adoção de uma dieta vegana é a concorrência com os estímulos externos. Os adolescentes podem ser mais conscientes e tomarem a decisão de abolir a crueldade do prato por eles mesmos, mas as crianças podem não seguir essa lógica.

Entretanto, há algumas atitudes que podem ser tomadas que auxiliam na tarefa de estimular o gosto pelos vegetais – vamos a elas:

  • Leve as crianças à feira para que descubram um mundo de cores e sabores;
  • Capriche na apresentação das comidinhas – crianças são curiosas e se atraem facilmente;
  • Dê nome divertido aos pratos, pois é uma maneira lúdica de estimular o consumo;
  • Inclua verduras e legumes no lanche, para os vegetais fazerem parte de todos os momentos,
  • Respeite os gostos da criança – forçar a barra pode ser traumático e ter o efeito inverso.

Veganismo não é apenas dieta, e sim uma filosofia de vida

Por fim, o importante é entender que o veganismo não é apenas uma moda passageira ou uma forma de cuidar melhor da saúde. Na verdade, a abolição do consumo de carne é uma filosofia de vida, entendida como uma posição ética perante a crueldade da indústria da carne no mundo.

O veganismo para crianças e adolescentes tem de partir desse pressuposto. Os filhos mais velhos podem entender melhor essa situação se expostos na escola a discussões sobre o tema. Há inúmeros casos de adolescentes que se tornam os primeiro veganos da família.

Já as crianças precisam ser estimuladas ao mesmo tempo em que esse temas “pesados” precisam ser abordados de forma mais lúdica. O ideal é pesquisar bastante e contar com auxílio profissional para fazer a transição.

O que você achou deste conteúdo? Quer estimular seus filhos a adotarem uma dieta vegana? Na nossa loja virtual há inúmeros produtos que podem ajudar nessa tarefa – dê uma passadinha por lá!

Foto da capa: Kelly Sikkema on Unsplash

História do vegetarianismo: como tudo começou?

Muita gente se refere ao veganismo ou vegetarianismo como uma “moda” passageira, um costume contemporâneo. Entretanto, o hábito de comer apenas vegetais surgiu há 5 milhões de anos. Isso mesmo: o antepassado mais antigo do ser humano era vegano e pacífico com outros animais. Confira, neste texto, a história do vegetarianismo e saiba como tudo começou.

A pré-história do homem e os hábitos vegetarianos

O Australopithecus Anamensis, antepassado bípede do homem, alimentava-se de frutas, folhas e sementes. Os estudos sobre o modo de vida desse Australopithecus apontam que os membros de sua espécie vivia em harmonia com os animais menores, em convivência pacífica, algo que mudou apenas muito tempo depois (de 2,4 a 1 milhão de anos atrás), com o Australopithecus Boisei.

Já no Egito, em 3.200 a.C, alguns grupos religiosos não consumiam carne por assumirem crenças de reencarnação que seriam prejudicadas se não se abstivessem. Associavam a carne ao carma e foram os primeiros a formularem crenças de migração de almas entre corpos animais humanos e não humanos.

Na China e no Japão, o ambiente em que viviam as pessoas era propício ao vegetarianismo, com uma valorização cultural ao cultivo de ervas medicinais. O profeta-rei chinês Fu Xi era vegetariano e ensinou às pessoas a arte da agricultura e do aproveitamento das plantas para a produção de roupas e utensílios.

Correntes religiosas

Religiões tradicionais e antigas como o hinduísmo, bramanismo, zoroastrismo e jainismo sempre viram o consumo de carne como um costume a ser evitado. O vegetarianismo chega a ser citado no Rig Veda, livro sagrado para os hindus.

O budismo também é outra corrente filosófica religiosa que vê o vegetarianismo como uma atitude de compaixão para com os outros animais.

Tao Te Ching, fundador da religião mais antiga da China, o taoísmo, era vegetariano. Até hoje os monges que seguem os preceitos da religião não comem carne.

Influência de pensadores

Entre os pensadores famosos da filosofia, Pitágoras (570 a.C. – 467 a.C) foi grande destaque em relação ao vegetarianismo. Ele encorajava o consumo apenas de vegetais para evitar crueldades aos animais. Desde aquele tempo ele percebia os benefícios da dieta vegetariana para a saúde e ressaltava a ideia de que o sacrifício de animais brutalizava a alma dos homens.

Outros filósofos também eram a favor da dieta vegetariana, entre eles Sócrates, Platão e Aristóteles. Isso porque defendiam os valores de uma vida natural, e a morte de animais não enquadrava nesse desejo.

Leia também: Conheça 5 personalidades históricas que eram vegetarianas 

O vegetarianismo hoje

A vida contemporânea permitiu o desenvolvimento de pesquisas que relacionam os males do consumo de carne e de uma ética que valoriza cada vez mais a dieta vegetariana. A morte indiscriminada de animais para a alimentação humana já incomoda uma boa parcela da sociedade.

A internet permitiu o acesso a documentos, imagens e filmes que mostram a crueldade da indústria da carne, situações que não repercutiam antigamente pela falta de material disponibilizado pelos meios de comunicação tradicionais.

Veja também: “What the Health” e outros 8 documentários sobre a filosofia vegana

As organizações de defesa dos animais não humanos (e humanos também) ganham cada vez mais notoriedade e importância perante governos e empresas e pressionam por uma nova ordem ecológica, ética e humana no trato com os bichos. Essas mesmas entidades fazem crescer também a consciência que leva pessoas a se tornarem vegetarianas ou veganas, que é, afinal, o melhor dos mundos.

Por fim, a história do vegetarianismo demonstra que uma outra cultura é possível. O ser humano em diversos momentos da história e em diversos lugares já viveu muito bem sem comer carne. A mudança de hábitos é possível por meio de uma mudança de costumes e do toque de consciência sobre a situação dos animais em fazendas e granjas pelo mundo.

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Foto de capa: Puk Patrick on Unsplash

Veganismo abolicionista: entenda o significado desse termo

Um termo bem recente tem ganhado atenção de pessoas ligadas à questão vegana na internet: dados do Google Trends mostram que a busca por veganismo abolicionista cresceu nos últimos anos.

No geral, diversos termos relacionados ao veganismo têm sido mais procurados e aparecem com frequência em listas de redes sociais, como o Trend Topics do Twitter, além dos buscadores como Google, Bing e Yahoo. Isso demonstra que o estilo de vida que não incentiva a crueldade aos animais têm chamado a atenção da sociedade.

Entre os termos mais curiosos, o veganismo abolicionista aparece como um dos últimos interesses das pessoas. Por isso, preparamos este texto para explicar a que se refere esse novo movimento. Siga em frente!

O que é o veganismo abolicionista?

O abolicionismo em relação a animais prega a necessidade de abolir toda e qualquer situação de escravidão, discriminação, exploração, tortura, confinamento e matança de seres sencientes, ou seja, os seres vivos que têm sensações e sentimentos de forma consciente.

O veganismo, para o abolicionista, é a base moral da sua posição. O ativismo deve rejeitar a violência contra qualquer animal e não aceita que humanos tomem por posse outras espécies, ou seja, que vacas, porcos, galinhas e a infinidade de espécies que são exploradas diariamente sirvam de recursos para a sociedade humana.

Recusa ao bem-estar animal

Pode parecer estranho, mas o abolicionista vegano recusa o que chamamos de reformas bem-estaristas. Essas políticas pregam melhores condições de vida para os animais e tem por objetivo abolir a tortura e o sofrimento dos bichos no confinamento.

Entretanto, a posse e a matança continuam. A ética abolicionista vê nisso apenas uma maneira de perpetuar o paradigma de exploração e se torna extremamente contraproducente no que diz respeito ao objetivo final do veganismo, que é a libertação animal.

“Não queremos jaulas maiores, queremos jaulas vazias” – um mantra abolicionista que demonstra o fundamentalismo da proposta: ou tudo ou nada.

Corrente pragmática

A corrente abolicionista pragmática é uma linha que surge para questionar os abolicionistas fundamentalistas. Quem faz parte dessa corrente afirma que a aplicabilidade do abolicionismo total é muito distante da realidade e que é necessário se atentar ao contexto político e histórico que o veganismo enfrenta.

Um dos pontos divergentes, por exemplo, diz respeito às práticas de bem-estarismo. Os pragmáticos acreditam que as reformas podem ajudar a eliminar a exploração de forma gradativa, pois permite a negociação e a progressão até o estabelecimento de uma mentalidade e valores morais que deixam de enxergar os bichos como recursos para o consumo humano.

Mas não se engane: os ativistas pragmáticos não abrem mão do veganismo. Eles apenas se propõem a negociar para que o mínimo em prol do causa animal seja feito e defendem uma transição, mesmo que lenta, efetiva.

Abolicionistas interseccionais

Os abolicionistas interseccionais deixam claro que o ser humano, como animal, também deve ser liberto e o vegano, por isso, deve combater todas as opressões, independentemente da espécie. Portanto, abraçar a violência contra seres humanos, mesmo que exploradores de animais, vai contra a ética interseccional.

A libertação animal é também a libertação humana, pois estes também sofrem as mais diversas opressões (de classe, origem, étnica etc.). Veganos Interseccionais afirmam ser necessária a ponderação dos discursos, pois eles também podem ser uma forma de opressão – nesse caso, contra seres humanos.

Como vimos, existem diversas maneiras de enxergar e viver a causa animal. O veganismo abolicionista é mais uma delas e seus ativistas lutam para conscientizar pessoas e libertar animais da exploração e da matança para consumo humano. É impossível tratar de todas as vertentes em apenas um texto, por isso vamos tratar sobre outros movimentos em posts futuros. Não perca!

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Foto de capa: Benjamin Bousquet on Unsplash

Quais são os alimentos indispensáveis para atletas veganos?

Um dos maiores mitos que envolvem o estilo de vida vegano é o que afirma que a dieta não permite o desenvolvimento de musculatura e não combina como atividades físicas de grande desempenho. Atletas veganos que se destacam nos mais variados esportes desmentem essa ideia.

Há certos tipos de alimentos que permitem grandes resultados para pessoas que pretendem ganhar massa muscular e performance corporal. Esses vegetais devem ser ricos em proteínas, ferro, zinco, ômega 3 e cálcio, além, é claro do carboidrato.

Os principais nutrientes para atletas

De acordo com a American Dietetic Association (ADA), atletas devem seguir o seguinte esquema de consumo diário de macronutrientes:

  • Proteínas: de 1,2 a 1,7 gramas por quilo de peso;
  • Carboidratos: de 6 a 10 gramas por quilo de peso,
  • Lipídios: de 20% a 35% da ingestão total de energia.

As proteínas são essenciais para construir e reparar o tecido muscular. Os carboidratos são indispensáveis para manter os níveis de glicose no sangue repor o estoque de glicogênio muscular durante os exercícios. Já os lipídios são fontes de energia e auxiliam na absorção das vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K).

Superalimentos para atletas veganos

Os níveis de proteína necessários para o atleta constituem o maior desafio para o vegano. Isso porque grande parte dos alimentos dessa dieta são fontes de carboidratos ou são pobres em proteína.

Tofu, proteína de soja, brócolis, couve-flor, castanhas, feijão e grão de bico são alguns dos vegetais que mais contribuem para manter os níveis de proteína adequados na dieta de qualquer vegano, sendo atleta ou não. Eles não podem ser esquecidos pelos adeptos do estilo de vida sem crueldade animal – devem ser consumidos em todas as refeições, no caso de atletas.

Entretanto, já que o carboidrato é mais abundante na dieta (batatas, cereais, massas, arroz), vamos focar em alimentos que oferecem grande quantidade de proteína em uma única porção. São eles:

  • Fava de edamame (26,1 gramas de proteínas em 100 gramas do vegetal)
  • Lentilha (24,6 gramas de proteínas a cada 100g)
  • Ervilha partida (23,8 gramas de proteínas a cada 100g)
  • Grão de bico (20,5 gramas de proteínas a cada 100g)
  • Tofu (15,8 gramas de proteínas a cada 100g)

Para manter os níveis de ferro e cálcio, os alimentos mais indicados são os vegetais verdes escuros: agrião, couve, espinafre, acelga, almeirão, folha de brócolis, mostarda, rúcula etc. Eles podem ser consumidos em saladas ou em sucos.

O ômega-3 pode ser encontrado na chia e na linhaça. Elas são boas opções porque são versáteis: podem ser usadas no preparo de shakes ou polvilhadas em frutas e saladas.

O zinco é importante para manter o sistema imunológico saudável. Ele pode ser encontrado em sementes de gergelim e nas nozes.

Vale lembrar que é essencial consultar um profissional de nutrição para calcular a quantidade necessária de nutrientes de acordo com a constituição física do atleta. O profissional vai determinar a necessidade de suplementação ou não e vai prevenir riscos à saúde, principalmente nas atividades de alta intensidade.

Como você viu, o veganismo não constitui um limite para quem deseja seguir uma rotina de exercícios intensos ou mesmo para atletas veganos de alta performance. É fácil incluir os alimentos essenciais na dieta, basta planejar bem o ingestão de todos os nutrientes no dia a dia. Mas isso já uma rotina que mesmo os atletas onívoros fazem, não é mesmo? Então adotar o estilo de vida vegano vai trazer mais um benefício para a pessoa: a consciência de não contribuir para a crueldade com animais.

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Foto de capa: Quino Al on Unsplash

Bebidas veganas: o que você deve saber antes de cair na folia?

Chegou o Carnaval, época de muita festa, música e curtição. É aquele momento de se reunir com os amigos, acompanhar um bloquinho de rua ou o desfile de escolas de samba, sempre com uma cerveja na mão. Mas o que muitos foliões têm dúvida é: será que essas são bebidas veganas?

Na verdade, talvez a pergunta passe despercebida por muita gente no ritmo das marchinhas. Porém, o que não podemos esquecer é que o veganismo luta contra o sofrimento animal, seja ele qual for. A seguir, explicaremos por que algumas bebidas simplesmente não são veganas.

O que é que a cerveja tem?

Entre os ingredientes de origem animal mais comuns estão: cochonilha (corante carmin obtido de um bichinho parente do pulgão), clara de ovo, gelatina e isinglass ou ictiocola (substância obtida da bexiga do peixe e utilizada para clarificar vinhos e cervejas).

Não são todas as marcas que utilizam esses elementos, mas é horrível que ainda existam empresas que lançam mão desses processos. Um problema aqui é a legislação, que obriga informar no rótulo apenas alguns materiais, escondendo esses outros, considerados “coadjuvantes”.

No Brasil, diversas cervejarias não utilizam produtos de origem animal. Por outro lado, é preciso verificar aspectos relacionados às atitudes da empresa. Afinal, é bastante comum vermos rodeios e outros eventos do tipo sendo patrocinados por marcas de cerveja em todo o país.

Como escolher bebidas veganas?

Se não tivermos acesso aos ingredientes por meio dos rótulos desses produtos, chegamos a outra pergunta básica: como escolher bebidas veganas? Assim como em outras situações, diante de toda dificuldade a comunidade vegana se une para buscar boas informações.

O banco de dados Barnivore foi criado nos EUA com mais de 30 mil nomes de bebidas, apontando quais marcas são ou não são “vegan friendly”. Para utilizá-lo, basta digitar o nome da marca e verificar. Se aparecer um ícone verde, ela está liberada para o Carnaval. Caso contrário, é melhor escolher outra cerveja para curtir o feriado.

Uma iniciativa brasileira é a listagem feita pelo Lokobeer, que aponta as bebidas veganas e não veganas. Detalhe: essas listas levam em conta o patrocínio de eventos que exploram animais!

Outra opção é participar de coletivos nas redes sociais, como o CerVeganos, que é um grupo colaborativo destinado à pesquisa e identificação de marcas de bebidas veganas e tudo relacionado a elas. São quase 12 mil membros trocando experiências diariamente.

Quem não vive sem um aplicativo também pode recorrer a sua app store e baixar o VegaHolic e o Is It Vegan?. Ambos oferecem dados extremamente importantes para os veganos. O primeiro é focado em bebidas, enquanto o segundo oferece um panorama sobre qualquer tipo de produto de consumo.

Portanto, podemos concluir que nem sempre uma cerveja que não tem ingredientes de origem animal é vegana. Isso porque durante seu processo de fabricação, como a etapa de clarificação, por exemplo, pode ter sido aplicado um material animal — que não consta no rótulo. Além disso, o perfil e a atuação da marca também diz muito sobre como ela vê os animais.  

Agora que você já sabe como escolher uma bebida vegana para o Carnaval, que tal compartilhar este conteúdo com seus amigos nas redes sociais? Ah, lembre-se de beber com moderação e de se hidratar durante a folia!

Como o veganismo ajuda no controle da hipertensão arterial?

Aquilo que escolhemos comer está completamente relacionado com nossa saúde. É isso que indicam diversos estudos já há algum tempo. A hipertensão arterial é uma das doenças que mais se relacionam com maus hábitos alimentares e o veganismo surge como uma ótima opção para reverter esse quadro.

O estilo de vida vegano é uma maneira de conseguir se alimentar de forma saudável e também auxilia na prevenção e combate de doenças crônicas. Para você entender mais sobre esse assunto, preparamos este artigo. Siga em frente!

Hipertensão no Brasil

As doenças do coração são responsáveis pelo maior número de mortes no Brasil. E a pressão alta é a maior causadora desses males. Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, a hipertensão arterial atinge cerca de 30% da população adulta no país e mais de 50% dos idosos.

Essa condição pode ter diversas causas, tais como:

  • Obesidade;
  • Consumo de álcool;
  • Estresse;
  • Excesso de sal na dieta;
  • Pouca atividade física;
  • Quantidade inadequada de sono.

A hipertensão não tem cura, mas pode ser controlada por meio de algumas mudanças de hábito, como a prática regular de exercícios e uma dieta especial. Ao incluir alguns alimentos no consumo diário, o organismo é ajudado a se proteger desse mal.

Hábitos alimentares tem tudo a ver com a hipertensão. Eles estão entre as principais causas e também entre as maneiras de preveni-la. Nessa hora, o veganismo pode muito bem ser uma saída radical para o tratamento da doença.

Veganismo para prevenir ou tratar hipertensão

Existem evidências científicas de que adotar um estilo de vida vegano ajuda a prevenir a hipertensão. Uma pesquisa realizada com 136 pessoas mostrou que aqueles que não consumiam carne tinham a pressão arterial significativamente mais baixa que os carnívoros.

Na pesquisa, aqueles com menor pressão arterial eram vegetarianos (ou veganos). A dieta vegana leva a uma maior ingestão de alimentos que contém potássio e magnésio, substâncias relacionadas ao relaxamento das artérias e vasos sanguíneos e a consequente diminuição da pressão.

Além disso, o estilo de vida vegano elimina grande parte dos alimentos industrializados e o excesso de sal que os acompanham.

Também existe o fato dos veganos terem tendência a consumir uma quantidade menor de gordura, que é associada ao aparecimento de doenças cardiovasculares que, junto com a hipertensão, causam problemas graves como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Mudança de hábitos: a melhor maneira de prevenir a hipertensão

A prevenção da hipertensão arterial é guiado por quatro pilares fundamentais:

  • Melhora da alimentação;
  • Prática de atividades físicas;
  • Redução do estresse;
  • Controle de outros fatores de risco (como consumo de álcool e cigarro).

A alimentação é um dos pontos chave para a prevenção ou tratamento da pressão alta. Ingerir alimentos livres de gorduras e sódio, além de auxiliar na perda de peso, melhora o bem-estar geral do indivíduo. A dieta vegana é ótima para isso, pois a maioria dos alimentos naturais como frutas e verduras apresentam índice zero dessas substâncias.

Vale destacar que a orientação de um profissional de nutrição e de uma médico é fundamental para saber como fazer a mudança de hábito alimentar na sua vida e se prevenir ou até mesmo tratar a hipertensão arterial.

Percebeu mais um benefício do veganismo para a saúde? Compartilhe este artigo no Facebook para que sua família e amigos possam aprender um pouquinho mais. Quem sabe não é o que faltava para eles deixarem de lado os derivados de animais.

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Essas 6 verdades provam que ser vegano não é caro

Um dos grandes mitos que envolvem o veganismo, e que infelizmente é muito difundido, é o que diz se tratar de uma dieta muito cara. O que os carnívoros não sabem é que ser vegano pode, na verdade, ajudar muito o seu bolso. A economia trazida por esse estilo de vida é perceptível por aqueles que adotam a mudança de hábitos de maneira eficiente.

Veja 6 verdades que provam como o estilo de vida vegano pode ser benéfico também para a conta bancária e tenha bons argumentos para decidir mudar de vida.

1. Ser vegano quer dizer comer frutas, legumes e verduras

Quem pensa que o estilo de vida vegano pesa no bolso esquece de uma coisa muito importante: veganos comem praticamente o mesmo que outras pessoas, com exceção da carne e derivados de animais. Para preparar uma refeição vegana de qualidade basta ir à feira e comprar vegetais fresquinhos. Produtos processados são bem mais caros que as frutas e outros vegetais da feira.

2. Comprar de produtores locais sai bem mais barato

Ao tornar-se vegano a pessoa ganha um incentivo adicional para consumir de produtores locais. Em vez de ir ao supermercado onde os vegetais raramente são frescos e orgânicos, uma boa opção são as feiras de produtores locais, que costumam vender mais baratos.

Além disso, você também consegue os vegetais mais frescos, com maior qualidade e mais sabor para sua refeição.

3. Ser criativo nas receitas traz economia

Assim que alguém se torna vegano precisará adaptar todas suas receitas preferidas para esse estilo de vida. Deixar de comer carne e seus derivados não impede alguém de comer uma ótima lasanha. O mesmo acontece com inúmeros outros ítems comuns da dieta.

Ao adaptar essas receitas, o vegano torna-se mais econômico porque substitui a carne, leite e afins, que são itens mais caros na dieta. Uma lasanha de berinjela, por exemplo, pode sair bem mais em conta que outra que utiliza carne, presunto e queijo.

4. Carne é mais cara que vegetais do dia a dia

Vá ao mercado e observe o preço da carne com cuidado. Constate: ser carnívoro é realmente mais barato do que comer apenas vegetais? As peças de carne estão entre os produtos mais caros no carrinho de compras. Isso é facilmente justificável: o custo da criação de gado supera em muito o custo das plantações.

5. Adotar o veganismo previne doenças e gastos com medicamentos

Como sabemos, uma dieta saudável é a chave para uma vida longa e sem problemas de saúde. A dieta vegana ajuda a prevenir hipertensão e outros problemas cardíacos, além de doenças crônicas como diabetes e enxaqueca.

Se você quer evitar gastos com médicos e realizar um trabalho preventivo com sua saúde, esse é o melhor caminho.

6. Usar a internet ajuda a economizar

Os novatos no modo de vida vegano podem ficar tranquilos. Existem diversos sites, páginas e grupos de Facebook onde veganos compartilham conhecimento. Grupos desse tipo são ótimos para encontrar receitas baratinhas para fazer em casa e descobrir onde comprar alimentos livres de derivados de animais. Eles também servem como grupo de apoio para quem tem dificuldade em manter a dieta, por qualquer motivo.

O veganismo é um estilo de vida saudável e acessível. Se você é um vegano experiente, deixe aí nos comentários suas dicas preferidas para economizar com alimentos. Se quer ser vegano, comente suas principais dúvidas para que os colegas respondam e te ajudem a adotar um estilo de vida mais saudável!

Foto: Anne Preble / Unsplash