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História do vegetarianismo: como tudo começou?

Muita gente se refere ao veganismo ou vegetarianismo como uma “moda” passageira, um costume contemporâneo. Entretanto, o hábito de comer apenas vegetais surgiu há 5 milhões de anos. Isso mesmo: o antepassado mais antigo do ser humano era vegano e pacífico com outros animais. Confira, neste texto, a história do vegetarianismo e saiba como tudo começou.

A pré-história do homem e os hábitos vegetarianos

O Australopithecus Anamensis, antepassado bípede do homem, alimentava-se de frutas, folhas e sementes. Os estudos sobre o modo de vida desse Australopithecus apontam que os membros de sua espécie vivia em harmonia com os animais menores, em convivência pacífica, algo que mudou apenas muito tempo depois (de 2,4 a 1 milhão de anos atrás), com o Australopithecus Boisei.

Já no Egito, em 3.200 a.C, alguns grupos religiosos não consumiam carne por assumirem crenças de reencarnação que seriam prejudicadas se não se abstivessem. Associavam a carne ao carma e foram os primeiros a formularem crenças de migração de almas entre corpos animais humanos e não humanos.

Na China e no Japão, o ambiente em que viviam as pessoas era propício ao vegetarianismo, com uma valorização cultural ao cultivo de ervas medicinais. O profeta-rei chinês Fu Xi era vegetariano e ensinou às pessoas a arte da agricultura e do aproveitamento das plantas para a produção de roupas e utensílios.

Correntes religiosas

Religiões tradicionais e antigas como o hinduísmo, bramanismo, zoroastrismo e jainismo sempre viram o consumo de carne como um costume a ser evitado. O vegetarianismo chega a ser citado no Rig Veda, livro sagrado para os hindus.

O budismo também é outra corrente filosófica religiosa que vê o vegetarianismo como uma atitude de compaixão para com os outros animais.

Tao Te Ching, fundador da religião mais antiga da China, o taoísmo, era vegetariano. Até hoje os monges que seguem os preceitos da religião não comem carne.

Influência de pensadores

Entre os pensadores famosos da filosofia, Pitágoras (570 a.C. – 467 a.C) foi grande destaque em relação ao vegetarianismo. Ele encorajava o consumo apenas de vegetais para evitar crueldades aos animais. Desde aquele tempo ele percebia os benefícios da dieta vegetariana para a saúde e ressaltava a ideia de que o sacrifício de animais brutalizava a alma dos homens.

Outros filósofos também eram a favor da dieta vegetariana, entre eles Sócrates, Platão e Aristóteles. Isso porque defendiam os valores de uma vida natural, e a morte de animais não enquadrava nesse desejo.

Leia também: Conheça 5 personalidades históricas que eram vegetarianas 

O vegetarianismo hoje

A vida contemporânea permitiu o desenvolvimento de pesquisas que relacionam os males do consumo de carne e de uma ética que valoriza cada vez mais a dieta vegetariana. A morte indiscriminada de animais para a alimentação humana já incomoda uma boa parcela da sociedade.

A internet permitiu o acesso a documentos, imagens e filmes que mostram a crueldade da indústria da carne, situações que não repercutiam antigamente pela falta de material disponibilizado pelos meios de comunicação tradicionais.

Veja também: “What the Health” e outros 8 documentários sobre a filosofia vegana

As organizações de defesa dos animais não humanos (e humanos também) ganham cada vez mais notoriedade e importância perante governos e empresas e pressionam por uma nova ordem ecológica, ética e humana no trato com os bichos. Essas mesmas entidades fazem crescer também a consciência que leva pessoas a se tornarem vegetarianas ou veganas, que é, afinal, o melhor dos mundos.

Por fim, a história do vegetarianismo demonstra que uma outra cultura é possível. O ser humano em diversos momentos da história e em diversos lugares já viveu muito bem sem comer carne. A mudança de hábitos é possível por meio de uma mudança de costumes e do toque de consciência sobre a situação dos animais em fazendas e granjas pelo mundo.

Hoje você tem acesso fácil a diversos produtos que não utilizam ingredientes de origem animal – é só acessar a nossa loja virtual para conferir!

Foto de capa: Puk Patrick on Unsplash

Afinal, existe alergia alimentar à carne?

As reações alérgicas provocadas por alimentos mais conhecidas são aquelas ocasionadas por ingestão de leite, ovos, amendoim ou frutos do mar. Entretanto, o catálogo de reações do organismo humano a determinados tipos de comida é imenso. A alergia alimentar por consumo de carne é uma delas, apesar de muita gente nunca ter ouvido falar sobre isso.

As alergias são reações adversas do organismo por meio da “falha” do mecanismo imunológico. Os sintomas são os mais diversos, desde uma leve coceira nos lábios, até casos graves de inchaços e comprometimento de órgãos.

Apesar de raro, o ser humano pode desenvolver alergia à carne de qualquer tipo de mamífero, como porco, boi ou cordeiro.

Um estudo conduzido pela Universidade da Virginia (EUA) e pelo Centro Médico John James, da Austrália, analisou 60 casos de alergias em que não se conhecia o diagnóstico, ou seja, não sabiam qual alimento causava a rejeição do organismo. Em 25 deles, no entanto, os cientistas chegaram à conclusão que o culpado era a substância alpha-galactose, presente na carne.

Vale ressaltar que a alergia pode ser desencadeada em qualquer momento da vida e uma vez desencadeada a reação, pode ser que a pessoa adquira intolerância a outros tipos de carne, como as brancas de peixes e aves. Isso acontece porque após uma primeira reação alérgica, o organismo produz um tipo de anticorpo que confunde substâncias presentes na carne (galactoses) com “invasores” prejudiciais (sensibilização).

Anafilaxia tardia à carne vermelha

Recentemente, cientistas dos Estados Unidos identificaram um carrapato cuja mordida desencadeia reações alérgicas a carnes vermelhas. Ele causa sensibilização às substâncias galactose-alfa 1 e galactose 3.

A reação pode ser intensa e levar até a morte em alguns casos mais graves. Os sintomas da síndrome causada pelo mordida do carrapato e o consumo de carne são urticária, angioedema e sintomas gastrointestinais que começam após 3 a 6 horas da ingestão de carne vermelha ou vísceras de mamíferos não primatas.

Os estudos apontam que o carrapato responsável pela síndrome é o Lone Star, comum no sudeste dos Estados Unidos, onde parasitam veados.

Fonte: Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ASBAI

Cuidados com a alergia alimentar à carne

As pessoas que têm alergia alimentar à carne identificada precisa estar atenta às formulações dos produtos que consome. Além de evitar os pedaços de carne, obviamente, é fundamental ler os ingredientes dos produtos processados e verificar se não há neles compostos de carne animal.

Estudar os nomes técnicos dos ingredientes é um cuidado a mais com a saúde. Ir a restaurantes é um problema, pois não há como ter certeza dos cuidados no preparo dos alimentos de maneira a evitar contaminações.

Restaurantes veganos acabam por ser a melhor opção para os alérgicos nesses casos, assim como consumir produtos vegetais certificados e de boa procedência. E de quebra o alérgico contribui com o meio ambiente e com a luta contra a crueldade aos animais.

Vale lembrar que nem todas as reações são severas. Entretanto, quanto mais gordura a carne tiver, mais forte será a resposta anafilática do alérgico.

Em todo caso, para evitar reações alérgicas à carne, melhor consumir produtos veganos de qualidade, como os oferecidos em nossa loja virtual, não é mesmo?

Foto de capa: Hush Naidoo on Unsplash

Veganismo abolicionista: entenda o significado desse termo

Um termo bem recente tem ganhado atenção de pessoas ligadas à questão vegana na internet: dados do Google Trends mostram que a busca por veganismo abolicionista cresceu nos últimos anos.

No geral, diversos termos relacionados ao veganismo têm sido mais procurados e aparecem com frequência em listas de redes sociais, como o Trend Topics do Twitter, além dos buscadores como Google, Bing e Yahoo. Isso demonstra que o estilo de vida que não incentiva a crueldade aos animais têm chamado a atenção da sociedade.

Entre os termos mais curiosos, o veganismo abolicionista aparece como um dos últimos interesses das pessoas. Por isso, preparamos este texto para explicar a que se refere esse novo movimento. Siga em frente!

O que é o veganismo abolicionista?

O abolicionismo em relação a animais prega a necessidade de abolir toda e qualquer situação de escravidão, discriminação, exploração, tortura, confinamento e matança de seres sencientes, ou seja, os seres vivos que têm sensações e sentimentos de forma consciente.

O veganismo, para o abolicionista, é a base moral da sua posição. O ativismo deve rejeitar a violência contra qualquer animal e não aceita que humanos tomem por posse outras espécies, ou seja, que vacas, porcos, galinhas e a infinidade de espécies que são exploradas diariamente sirvam de recursos para a sociedade humana.

Recusa ao bem-estar animal

Pode parecer estranho, mas o abolicionista vegano recusa o que chamamos de reformas bem-estaristas. Essas políticas pregam melhores condições de vida para os animais e tem por objetivo abolir a tortura e o sofrimento dos bichos no confinamento.

Entretanto, a posse e a matança continuam. A ética abolicionista vê nisso apenas uma maneira de perpetuar o paradigma de exploração e se torna extremamente contraproducente no que diz respeito ao objetivo final do veganismo, que é a libertação animal.

“Não queremos jaulas maiores, queremos jaulas vazias” – um mantra abolicionista que demonstra o fundamentalismo da proposta: ou tudo ou nada.

Corrente pragmática

A corrente abolicionista pragmática é uma linha que surge para questionar os abolicionistas fundamentalistas. Quem faz parte dessa corrente afirma que a aplicabilidade do abolicionismo total é muito distante da realidade e que é necessário se atentar ao contexto político e histórico que o veganismo enfrenta.

Um dos pontos divergentes, por exemplo, diz respeito às práticas de bem-estarismo. Os pragmáticos acreditam que as reformas podem ajudar a eliminar a exploração de forma gradativa, pois permite a negociação e a progressão até o estabelecimento de uma mentalidade e valores morais que deixam de enxergar os bichos como recursos para o consumo humano.

Mas não se engane: os ativistas pragmáticos não abrem mão do veganismo. Eles apenas se propõem a negociar para que o mínimo em prol do causa animal seja feito e defendem uma transição, mesmo que lenta, efetiva.

Abolicionistas interseccionais

Os abolicionistas interseccionais deixam claro que o ser humano, como animal, também deve ser liberto e o vegano, por isso, deve combater todas as opressões, independentemente da espécie. Portanto, abraçar a violência contra seres humanos, mesmo que exploradores de animais, vai contra a ética interseccional.

A libertação animal é também a libertação humana, pois estes também sofrem as mais diversas opressões (de classe, origem, étnica etc.). Veganos Interseccionais afirmam ser necessária a ponderação dos discursos, pois eles também podem ser uma forma de opressão – nesse caso, contra seres humanos.

Como vimos, existem diversas maneiras de enxergar e viver a causa animal. O veganismo abolicionista é mais uma delas e seus ativistas lutam para conscientizar pessoas e libertar animais da exploração e da matança para consumo humano. É impossível tratar de todas as vertentes em apenas um texto, por isso vamos tratar sobre outros movimentos em posts futuros. Não perca!

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Foto de capa: Benjamin Bousquet on Unsplash

Quais são os alimentos indispensáveis para atletas veganos?

Um dos maiores mitos que envolvem o estilo de vida vegano é o que afirma que a dieta não permite o desenvolvimento de musculatura e não combina como atividades físicas de grande desempenho. Atletas veganos que se destacam nos mais variados esportes desmentem essa ideia.

Há certos tipos de alimentos que permitem grandes resultados para pessoas que pretendem ganhar massa muscular e performance corporal. Esses vegetais devem ser ricos em proteínas, ferro, zinco, ômega 3 e cálcio, além, é claro do carboidrato.

Os principais nutrientes para atletas

De acordo com a American Dietetic Association (ADA), atletas devem seguir o seguinte esquema de consumo diário de macronutrientes:

  • Proteínas: de 1,2 a 1,7 gramas por quilo de peso;
  • Carboidratos: de 6 a 10 gramas por quilo de peso,
  • Lipídios: de 20% a 35% da ingestão total de energia.

As proteínas são essenciais para construir e reparar o tecido muscular. Os carboidratos são indispensáveis para manter os níveis de glicose no sangue repor o estoque de glicogênio muscular durante os exercícios. Já os lipídios são fontes de energia e auxiliam na absorção das vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K).

Superalimentos para atletas veganos

Os níveis de proteína necessários para o atleta constituem o maior desafio para o vegano. Isso porque grande parte dos alimentos dessa dieta são fontes de carboidratos ou são pobres em proteína.

Tofu, proteína de soja, brócolis, couve-flor, castanhas, feijão e grão de bico são alguns dos vegetais que mais contribuem para manter os níveis de proteína adequados na dieta de qualquer vegano, sendo atleta ou não. Eles não podem ser esquecidos pelos adeptos do estilo de vida sem crueldade animal – devem ser consumidos em todas as refeições, no caso de atletas.

Entretanto, já que o carboidrato é mais abundante na dieta (batatas, cereais, massas, arroz), vamos focar em alimentos que oferecem grande quantidade de proteína em uma única porção. São eles:

  • Fava de edamame (26,1 gramas de proteínas em 100 gramas do vegetal)
  • Lentilha (24,6 gramas de proteínas a cada 100g)
  • Ervilha partida (23,8 gramas de proteínas a cada 100g)
  • Grão de bico (20,5 gramas de proteínas a cada 100g)
  • Tofu (15,8 gramas de proteínas a cada 100g)

Para manter os níveis de ferro e cálcio, os alimentos mais indicados são os vegetais verdes escuros: agrião, couve, espinafre, acelga, almeirão, folha de brócolis, mostarda, rúcula etc. Eles podem ser consumidos em saladas ou em sucos.

O ômega-3 pode ser encontrado na chia e na linhaça. Elas são boas opções porque são versáteis: podem ser usadas no preparo de shakes ou polvilhadas em frutas e saladas.

O zinco é importante para manter o sistema imunológico saudável. Ele pode ser encontrado em sementes de gergelim e nas nozes.

Vale lembrar que é essencial consultar um profissional de nutrição para calcular a quantidade necessária de nutrientes de acordo com a constituição física do atleta. O profissional vai determinar a necessidade de suplementação ou não e vai prevenir riscos à saúde, principalmente nas atividades de alta intensidade.

Como você viu, o veganismo não constitui um limite para quem deseja seguir uma rotina de exercícios intensos ou mesmo para atletas veganos de alta performance. É fácil incluir os alimentos essenciais na dieta, basta planejar bem o ingestão de todos os nutrientes no dia a dia. Mas isso já uma rotina que mesmo os atletas onívoros fazem, não é mesmo? Então adotar o estilo de vida vegano vai trazer mais um benefício para a pessoa: a consciência de não contribuir para a crueldade com animais.

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Foto de capa: Quino Al on Unsplash

Bebidas veganas: o que você deve saber antes de cair na folia?

Chegou o Carnaval, época de muita festa, música e curtição. É aquele momento de se reunir com os amigos, acompanhar um bloquinho de rua ou o desfile de escolas de samba, sempre com uma cerveja na mão. Mas o que muitos foliões têm dúvida é: será que essas são bebidas veganas?

Na verdade, talvez a pergunta passe despercebida por muita gente no ritmo das marchinhas. Porém, o que não podemos esquecer é que o veganismo luta contra o sofrimento animal, seja ele qual for. A seguir, explicaremos por que algumas bebidas simplesmente não são veganas.

O que é que a cerveja tem?

Entre os ingredientes de origem animal mais comuns estão: cochonilha (corante carmin obtido de um bichinho parente do pulgão), clara de ovo, gelatina e isinglass ou ictiocola (substância obtida da bexiga do peixe e utilizada para clarificar vinhos e cervejas).

Não são todas as marcas que utilizam esses elementos, mas é horrível que ainda existam empresas que lançam mão desses processos. Um problema aqui é a legislação, que obriga informar no rótulo apenas alguns materiais, escondendo esses outros, considerados “coadjuvantes”.

No Brasil, diversas cervejarias não utilizam produtos de origem animal. Por outro lado, é preciso verificar aspectos relacionados às atitudes da empresa. Afinal, é bastante comum vermos rodeios e outros eventos do tipo sendo patrocinados por marcas de cerveja em todo o país.

Como escolher bebidas veganas?

Se não tivermos acesso aos ingredientes por meio dos rótulos desses produtos, chegamos a outra pergunta básica: como escolher bebidas veganas? Assim como em outras situações, diante de toda dificuldade a comunidade vegana se une para buscar boas informações.

O banco de dados Barnivore foi criado nos EUA com mais de 30 mil nomes de bebidas, apontando quais marcas são ou não são “vegan friendly”. Para utilizá-lo, basta digitar o nome da marca e verificar. Se aparecer um ícone verde, ela está liberada para o Carnaval. Caso contrário, é melhor escolher outra cerveja para curtir o feriado.

Uma iniciativa brasileira é a listagem feita pelo Lokobeer, que aponta as bebidas veganas e não veganas. Detalhe: essas listas levam em conta o patrocínio de eventos que exploram animais!

Outra opção é participar de coletivos nas redes sociais, como o CerVeganos, que é um grupo colaborativo destinado à pesquisa e identificação de marcas de bebidas veganas e tudo relacionado a elas. São quase 12 mil membros trocando experiências diariamente.

Quem não vive sem um aplicativo também pode recorrer a sua app store e baixar o VegaHolic e o Is It Vegan?. Ambos oferecem dados extremamente importantes para os veganos. O primeiro é focado em bebidas, enquanto o segundo oferece um panorama sobre qualquer tipo de produto de consumo.

Portanto, podemos concluir que nem sempre uma cerveja que não tem ingredientes de origem animal é vegana. Isso porque durante seu processo de fabricação, como a etapa de clarificação, por exemplo, pode ter sido aplicado um material animal — que não consta no rótulo. Além disso, o perfil e a atuação da marca também diz muito sobre como ela vê os animais.  

Agora que você já sabe como escolher uma bebida vegana para o Carnaval, que tal compartilhar este conteúdo com seus amigos nas redes sociais? Ah, lembre-se de beber com moderação e de se hidratar durante a folia!

Entenda os impactos do consumo de carne para o meio ambiente

Muitas pessoas não acreditam que o veganismo também pode ser ecologicamente sustentável. Dizem que deixar de comer um bife ou fazer um churrasco não vai salvar o mundo, reclamam que todos os veganos são chatos e que precisam parar de frescura. A novidade é: isso não é boato ou mito, pois os impactos do consumo de carne são reais e perigosos.

Os impactos do consumo de carne

Ao mostrar esse argumento para seu amigo carnívoro você provavelmente ouvirá: “Ah, mas os humanos comem carne desde sempre e vão continuar comendo”.

Na verdade, boa parte da população mundial não se alimenta de carne ou derivados animais. As populações que mais consomem esses tipos de produtos são aquelas com nível socioeconômico mais elevado.

Pergunte-se: por que nem todos comem carne se é algo tão natural do ser humano? Isso seria impossível porque existem alguns fatores que limitam sua produção.

Alimentação dos animais

Antes da carne chegar à mesa do consumidor ela foi um animal (algo que muitos evitam assumir) e muitas vezes de grande porte. O gado, por exemplo, exige quilos e quilos de alimento para ser criado. Uma vaca precisa de 10 a 15 quilos de cereais para fornecer 1 quilo de proteína. Não seria mais fácil alimentar a população com esses cereais?

A água consumida também está entre os impactos do consumo de carne. Como sabemos, o várias regiões do mundo vivem uma crise hídrica. Precisamos refletir sobre a maneira de usar esse recurso essencial, mas poucos lembram disso em relação à dieta.

Infelizmente, a produção de carne não é nada sustentável em relação aos recursos hídricos. Esse é um dos impactos do consumo de carne: gasto excessivo de água. Criar gado para abate pode exigir dez vezes mais água do que plantar cereais (que alimentam um número bem maior de gente).

Poluição do solo e da água

Um grande número de animais concentrados no mesmo local gera resíduos (urina e fezes) que se depositam no solo. Mesmo em um local com limpeza regular, esses resíduos contaminam a terra e, além de deixá-la imprópria para diversos tipos de plantações, também contaminam os lençóis freáticos.

Portanto, tanto terra quanto água próximas ao local de criação poderão ser prejudicadas. Isso também quer dizer que a população local terá maior probabilidade de entrar em contato com alimentos e água impróprios para consumo.

Desmatamento

O consumo desenfreado de carnes e seus derivados faz com que criadores comprem mais terra para conseguir produzir mais. Sabe o que isso significa? Desmatamento!

Para criar animais para abate é necessário uma quantidade gigantesca de terra. O pior: essa terra será inutilizada para cultivo devido aos resíduos deixados no solo e produzirá uma quantidade bem pior de alimento do que se plantassem cereais no local.

Emissão de gases do efeito estufa

Todas as criaturas vivas emitem esses gases, certamente. O que faz com que o gado seja especial é seu processo digestivo, que gera ainda mais gases lançados ao ambiente.

Se adicionarmos a isso o desmatamento, que diminui a cobertura vegetal que amenizaria o efeito estufa, temos a fórmula perfeita para um problema ambiental — e um dos principais impactos do consumo de carne.

Pense bem, o modelo alimentar americano (rico em carnes processadas) produz seis vezes mais gases que a dieta espanhola. Será que esse realmente é o modelo mais sustentável para um mundo cada vez mais populoso e frágil em termos ambientais?

Agora que você entendeu um pouco melhor como seus hábitos alimentares podem influenciar o meio ambiente, aproveite para compartilhar o texto nas redes sociais!

Foto de capa: Annie Spratt on Unsplash

Como o veganismo ajuda no controle da hipertensão arterial?

Aquilo que escolhemos comer está completamente relacionado com nossa saúde. É isso que indicam diversos estudos já há algum tempo. A hipertensão arterial é uma das doenças que mais se relacionam com maus hábitos alimentares e o veganismo surge como uma ótima opção para reverter esse quadro.

O estilo de vida vegano é uma maneira de conseguir se alimentar de forma saudável e também auxilia na prevenção e combate de doenças crônicas. Para você entender mais sobre esse assunto, preparamos este artigo. Siga em frente!

Hipertensão no Brasil

As doenças do coração são responsáveis pelo maior número de mortes no Brasil. E a pressão alta é a maior causadora desses males. Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, a hipertensão arterial atinge cerca de 30% da população adulta no país e mais de 50% dos idosos.

Essa condição pode ter diversas causas, tais como:

  • Obesidade;
  • Consumo de álcool;
  • Estresse;
  • Excesso de sal na dieta;
  • Pouca atividade física;
  • Quantidade inadequada de sono.

A hipertensão não tem cura, mas pode ser controlada por meio de algumas mudanças de hábito, como a prática regular de exercícios e uma dieta especial. Ao incluir alguns alimentos no consumo diário, o organismo é ajudado a se proteger desse mal.

Hábitos alimentares tem tudo a ver com a hipertensão. Eles estão entre as principais causas e também entre as maneiras de preveni-la. Nessa hora, o veganismo pode muito bem ser uma saída radical para o tratamento da doença.

Veganismo para prevenir ou tratar hipertensão

Existem evidências científicas de que adotar um estilo de vida vegano ajuda a prevenir a hipertensão. Uma pesquisa realizada com 136 pessoas mostrou que aqueles que não consumiam carne tinham a pressão arterial significativamente mais baixa que os carnívoros.

Na pesquisa, aqueles com menor pressão arterial eram vegetarianos (ou veganos). A dieta vegana leva a uma maior ingestão de alimentos que contém potássio e magnésio, substâncias relacionadas ao relaxamento das artérias e vasos sanguíneos e a consequente diminuição da pressão.

Além disso, o estilo de vida vegano elimina grande parte dos alimentos industrializados e o excesso de sal que os acompanham.

Também existe o fato dos veganos terem tendência a consumir uma quantidade menor de gordura, que é associada ao aparecimento de doenças cardiovasculares que, junto com a hipertensão, causam problemas graves como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Mudança de hábitos: a melhor maneira de prevenir a hipertensão

A prevenção da hipertensão arterial é guiado por quatro pilares fundamentais:

  • Melhora da alimentação;
  • Prática de atividades físicas;
  • Redução do estresse;
  • Controle de outros fatores de risco (como consumo de álcool e cigarro).

A alimentação é um dos pontos chave para a prevenção ou tratamento da pressão alta. Ingerir alimentos livres de gorduras e sódio, além de auxiliar na perda de peso, melhora o bem-estar geral do indivíduo. A dieta vegana é ótima para isso, pois a maioria dos alimentos naturais como frutas e verduras apresentam índice zero dessas substâncias.

Vale destacar que a orientação de um profissional de nutrição e de uma médico é fundamental para saber como fazer a mudança de hábito alimentar na sua vida e se prevenir ou até mesmo tratar a hipertensão arterial.

Percebeu mais um benefício do veganismo para a saúde? Compartilhe este artigo no Facebook para que sua família e amigos possam aprender um pouquinho mais. Quem sabe não é o que faltava para eles deixarem de lado os derivados de animais.

Foto de capa: Designed by Freepik

Essas 6 verdades provam que ser vegano não é caro

Um dos grandes mitos que envolvem o veganismo, e que infelizmente é muito difundido, é o que diz se tratar de uma dieta muito cara. O que os carnívoros não sabem é que ser vegano pode, na verdade, ajudar muito o seu bolso. A economia trazida por esse estilo de vida é perceptível por aqueles que adotam a mudança de hábitos de maneira eficiente.

Veja 6 verdades que provam como o estilo de vida vegano pode ser benéfico também para a conta bancária e tenha bons argumentos para decidir mudar de vida.

1. Ser vegano quer dizer comer frutas, legumes e verduras

Quem pensa que o estilo de vida vegano pesa no bolso esquece de uma coisa muito importante: veganos comem praticamente o mesmo que outras pessoas, com exceção da carne e derivados de animais. Para preparar uma refeição vegana de qualidade basta ir à feira e comprar vegetais fresquinhos. Produtos processados são bem mais caros que as frutas e outros vegetais da feira.

2. Comprar de produtores locais sai bem mais barato

Ao tornar-se vegano a pessoa ganha um incentivo adicional para consumir de produtores locais. Em vez de ir ao supermercado onde os vegetais raramente são frescos e orgânicos, uma boa opção são as feiras de produtores locais, que costumam vender mais baratos.

Além disso, você também consegue os vegetais mais frescos, com maior qualidade e mais sabor para sua refeição.

3. Ser criativo nas receitas traz economia

Assim que alguém se torna vegano precisará adaptar todas suas receitas preferidas para esse estilo de vida. Deixar de comer carne e seus derivados não impede alguém de comer uma ótima lasanha. O mesmo acontece com inúmeros outros ítems comuns da dieta.

Ao adaptar essas receitas, o vegano torna-se mais econômico porque substitui a carne, leite e afins, que são itens mais caros na dieta. Uma lasanha de berinjela, por exemplo, pode sair bem mais em conta que outra que utiliza carne, presunto e queijo.

4. Carne é mais cara que vegetais do dia a dia

Vá ao mercado e observe o preço da carne com cuidado. Constate: ser carnívoro é realmente mais barato do que comer apenas vegetais? As peças de carne estão entre os produtos mais caros no carrinho de compras. Isso é facilmente justificável: o custo da criação de gado supera em muito o custo das plantações.

5. Adotar o veganismo previne doenças e gastos com medicamentos

Como sabemos, uma dieta saudável é a chave para uma vida longa e sem problemas de saúde. A dieta vegana ajuda a prevenir hipertensão e outros problemas cardíacos, além de doenças crônicas como diabetes e enxaqueca.

Se você quer evitar gastos com médicos e realizar um trabalho preventivo com sua saúde, esse é o melhor caminho.

6. Usar a internet ajuda a economizar

Os novatos no modo de vida vegano podem ficar tranquilos. Existem diversos sites, páginas e grupos de Facebook onde veganos compartilham conhecimento. Grupos desse tipo são ótimos para encontrar receitas baratinhas para fazer em casa e descobrir onde comprar alimentos livres de derivados de animais. Eles também servem como grupo de apoio para quem tem dificuldade em manter a dieta, por qualquer motivo.

O veganismo é um estilo de vida saudável e acessível. Se você é um vegano experiente, deixe aí nos comentários suas dicas preferidas para economizar com alimentos. Se quer ser vegano, comente suas principais dúvidas para que os colegas respondam e te ajudem a adotar um estilo de vida mais saudável!

Foto: Anne Preble / Unsplash

Veganismo na terceira idade: esclareça 4 dúvidas bastante comuns

Chegar na terceira idade com saúde é o objetivo de todos hoje em dia. Considerando que a população idosa do Brasil está crescendo a cada ano, dá para entender muito bem isso. Será que o veganismo na terceira idade é a solução para os idosos?

O veganismo possui diversas vantagens, inclusive para a terceira idade. Porém, antes de adotar essa dieta, é importante tirar algumas dúvidas a respeito da dieta vegana.

1. A dieta vegana fornece todos nutrientes necessários?

Contanto que a dieta esteja balanceada, ela consegue oferecer todos os nutrientes que um corpo na terceira idade precisa. Geralmente associamos proteínas e cálcio a alimentos de origem animal, mas eles também são encontrados em alimentos vegetais.

Para isso, é necessário ter uma dieta rica em leguminosas, frutas, cereais (de preferência integrais) e sementes. Também é importante evitar alimentos processados e fast foods que são pobres em nutrientes e ricos em açúcares e carboidratos.

Os alimentos consumidos devem incluir fontes de ferro, cálcio, zinco, potássio, vitamina D, vitamina B12 e outros sais minerais.

2. Veganismo na terceira idade rejuvenesce?

Esse é um mito que surgiu quando a mídia começou a divulgar famosas veganas na terceira idade com “corpinho de 30”. A verdade é que a prática veganismo na terceira idade, por si só, é incapaz de oferecer esses resultados.

Para conseguir manter a jovialidade é preciso combinar a dieta com uma série de outros fatores. Manter cuidados com a pele e uma boa hidratação, além de evitar álcool, tabaco e demais excessos estão entre eles. Portanto, se você quer se tornar um idoso jovial invista na dieta vegana e também em cuidados com si mesmo.

3. O idoso consegue ser mais saudável só sendo vegano?

O veganismo na terceira idade é o começo do caminho para uma vida plena e saudável. Ele proporciona uma dieta mais balanceada e completa, rica em tudo que o corpo precisa. Porém, como mencionamos no item anterior, não é o suficiente.

Além de investir nessa dieta o idoso precisa adotar hábitos de vida saudáveis. Isso implica em realizar exercícios físicos com frequência e ter uma boa vida social. Pratique as atividades que você ama e também aproveite para se aperfeiçoar moralmente através do veganismo.

4. Dieta vegana ajuda a prevenir doenças?

Já é um fato comprovado de que na terceira idade os hábitos alimentares estão completamente relacionados às doenças. Uma pessoa com hábitos mais saudáveis durante toda a vida estará menos disposta a desenvolver condições desfavoráveis. Felizmente, a dieta vegana é uma ótima opção para a terceira (e qualquer idade, na verdade).

A dieta balanceada, que utiliza vegetais, leguminosas, sementes e cereais integrais, ajuda o corpo a repor todos os nutrientes necessários para seu bem-estar. Isso inclui consumir e absorver melhor o cálcio nos ossos, ajudando inclusive na prevenção da osteoporose.

Já se convenceu a adotar o veganismo na terceira idade? Ele possui diversas vantagens e ajuda a atingir um estilo de vida mais saudável. Além disso, adotando esses hábitos você conseguirá contribuir na diminuição da crueldade animal no mundo.

Parece que são só vantagens, não?

Se você experimentou o estilo de vida vegano ou conhece alguém da terceira idade que segue o veganismo, conte-nos nos comentários. Queremos conhecer sua experiência!

Foto de capa:Anthony Tran