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Nem peixe, leite ou ovo? 6 perguntas chatas feitas aos veganos

O modo de vida vegano é ótimo para a saúde e também ajuda os adeptos a manterem princípios morais. Mesmo assim, sempre que veganos estão envolvidos na conversa alguém precisa chegar com uma dessas perguntas irritantes.

Confira neste artigo 6 perguntas chatas que nenhum vegano aguenta mais ouvir. Com certeza, você conhece alguém que fala pelo menos uma delas quando descobre que você não consome alimentos de origem animal.

1. Você não sente saudade de comer churrasco?

É difícil entender essa obsessão dos carnívoros com churrasco. Por algum motivo parece que eles não conseguem viver sem fazer esse festival de carne na grelha pelo menos uma vez por mês.

Provavelmente, todo vegano já precisou explicar que não, não sente saudades de comer churrasco. Além disso, dá perfeitamente para fazer um maravilhoso churrasco vegano usando nossos queridos vegetais. Se o seu amigo continuar duvidando, prove para ele que um churrasco vegano é ainda melhor que o carnívoro.  

2. Ser vegano é saudável?

Muita gente pensa que não comer carne, laticínios e derivados nos deixaria com deficiência de algumas vitaminas e sais minerais. Chegou a hora dos carnívoros descobrirem que existem muitas (e ótimas) fontes de proteína, cálcio e sais minerais vegetais.

Ou seja, os veganos não precisam comer carne para ser saudáveis! Claro que tudo depende de uma alimentação balanceada. Mas eles sabemos que, mesmo comendo carne, boa parte das pessoas não se alimentam muito bem.  

3. Veganos não comem nem queijo?

Essa pergunta vem da confusão que alguns fazem entre veganos e vegetarianos. A resposta é um simples não. Queijo é um derivado do leite e, portanto, tem origem animal. Consumi-lo vai contra as éticas e morais veganas, ou seja, não é só um pedacinho de queijo que estão recusando.

4. Como você consegue proteína e cálcio?

Será que esse pessoal já ouviu falar de todos os vegetais que podem ser usados para substituir a carne e o leite? Alguns exemplos são o brócolis e o espinafre, que substituem os laticínios muito bem. Nenhum vegano vai ficar com deficiência de cálcio só porque deixou de tomar derivados de leite.

5. Você só come salada?

Se você já foi convidado para um churrasco e te deram a desculpa de que “ah, mas vai ter salada”, então te entendemos. Os veganos não comem saladas! Pelo contrário, eles têm um cardápio extremamente rico.

Quando você se torna vegano acaba aprendendo diversas receitas que nem te passariam pela cabeça se continuasse na refeição padrão de arroz, feijão e carne.

6. Mas não pode nem leite na receita de bolo?

Alguém precisa avisar as pessoas: não é porque você não vê o leite ou derivados que ele não está lá. Os veganos não consomem esse tipo de alimento, mesmo que ele esteja misturado com o resto da receita.

Felizmente, existem opções veganas de doces para quem optou por esse estilo de vida. Então, toda essa “preocupação” que têm a respeito do veganismo é completamente sem justificativa.

E você, já ouviu uma dessas perguntas sobre seu estilo de vida vegano? Se a sua resposta for sim, compartilhe este conteúdo nas redes sociais. Quem sabe assim aquele amigo chato deixa de te incomodar com questões que ninguém aguenta mais ouvir.

Foto de capa:Braydon Anderson

Veganismo e diabetes: qual o poder de uma dieta livre de carnes?

Diversas pesquisas mostram que a relação entre veganismo e diabetes pode ajudar a prevenir e até mesmo a reverter a doença. Os estudos se concentram em torno dos diabéticos tipo 2, que na grande maioria das vezes não apresentam sintomas.

Um dos principais fatores benéficos da dieta vegana para esses pacientes é a exclusão total de gorduras de origem animal. Sem esse componente na alimentação, é possível melhorar a sensibilidade à insulina, reduzir o nível de açúcar no sangue e controlar o colesterol.

Alternativa de tratamento

De acordo com a Federação Internacional do Diabetes, até 70% dos casos de diabetes tipo 2 podem ser prevenidos por meio de hábitos mais saudáveis. No mundo, são mais de 415 milhões de adultos com a doença, que deve chegar aos 642 milhões em 2040.

Diferentemente do diabetes tipo 1, que apresenta sintomas na infância e adolescência e é uma condição que não pode ser evitada, o tipo 2 está sujeito à alimentação. Por isso, uma dieta correta atua na prevenção e no tratamento.

Manter veganismo e diabetes na mesma linha de pensamento significa ampliar as suas possibilidades nutricionais diárias, evitar o consumo de gorduras saturadas e ainda diminuir a ingestão de calorias — presentes em maiores quantidades nas carnes e em outros produtos de origem animal.

O que dizem os estudos sobre veganismo e diabetes?

Uma pesquisa do Clinical Research at the Physicians Committee for Responsible Medicine, em Washington, nos EUA, apontou que uma dieta à base de vegetais é melhor para os diabéticos do que uma alimentação simplesmente com baixas calorias.

O estudo analisou mais de setenta pessoas com diabetes tipo 2. Um grupo foi submetido a uma dieta vegetariana e outro a uma dieta convencional, ambas com a mesma quantidade de calorias. Usando exames de ressonância magnética, os pesquisadores verificaram a formação de gordura subcutânea, subfascial e intramuscular.

O resultado? Apesar de todos os envolvidos terem uma redução semelhante da gordura subcutânea, aqueles que seguiram a dieta baseada em vegetais perderam cerca de duas vezes mais peso e apresentaram menores índices de gordura visceral e intramuscular.

Outro estudo analisou 12 publicações para provar que o consumo de carne está relacionado ao desenvolvimento do diabetes tipo 2. O risco aumentou 21% e 41% em pessoas que consumiam mais carne vermelha e carnes processadas, respectivamente.

Os hábitos alimentares em diferentes regiões do mundo também mostraram, em outra pesquisa, que as populações vegetarianas (a maior parte localizada no oriente) são menos propensas a desenvolver o diabetes.

Velhas e novas abordagens

Quando um diabético elabora a própria dieta, sem nenhum tipo de parâmetro ou conhecimento, é como se automedicar. Por isso, é sempre bom lembrar a importância de consultar profissionais de nutrição, pois eles têm instrumentos para avaliar cada caso.

Entretanto, vemos que vários atendimentos nessa área desconsideram (ou desconhecem) a rica relação entre veganismo e diabetes. Assim, muitas mudanças propostas aos pacientes continuam não surtindo os efeitos desejados.

Todas essas boas características para a saúde estão somadas a uma filosofia que combate a exploração animal e que atua a favor do meio ambiente.

Está esperando o que para adotar uma dieta à base de vegetais? Leia também nosso artigo com dicas de como reduzir o consumo de carne gradativamente.

Foto de capa: Designed by Freepik

vegetariano-estrito

Você sabe o que é ser um vegetariano estrito?

O veganismo e o vegetarianismo são filosofias de vida em expansão no mundo todo. Na internet, é possível encontrar conteúdos voltados aos mais diferentes perfis de pessoas que decidem abolir totalmente o consumo da carne ou ao menos diminuir a sua quantidade. Cada perfil atende por um termo diferente, e hoje vamos falar sobre o vegetariano estrito.

O que é vegetarianismo estrito?

De forma geral, o vegetariano não consome nenhum tipo de carne, seja ela branca ou vermelha. Entretanto, algumas pessoas não se importam de consumir leite, ovos, iogurtes e mel, mesmo que esses produtos também sejam de origem animal.

Já os vegetarianos estritos excluem de sua alimentação, além das carnes, qualquer um desses produtos gerados a partir da exploração dos bichos. Ou seja, a ordenha da vaca para tirar o leite e fazer queijos ou a extração do mel de abelhas também contam.

Para esse tipo de vegetarianos, os procedimentos não deixam de ser cruéis, pois representam uma intervenção violenta do ser humano aos animais. No caso de ovos, as galinhas são manejadas e confinadas de maneira cruel para propiciar a produção em nível industrial.

Vale lembrar que diversas opções substituem o leite e a proteína dos ovos na dieta do vegetariano estrito. É o caso dos leites vegetais (de soja ou amêndoas, por exemplo) e as proteínas da soja, lentilha e feijão, além do grão-de-bico.

Vegetariano estrito x vegano: quais as diferenças?

O principal consenso a respeito da diferença entre o vegetariano estrito e o vegano é o ativismo em torno na causa animal. No caso dos veganos, é essencial considerar também o boicote aos componentes animais não alimentícios como couro, lã, seda e cosméticos.

Podemos dizer que o veganismo não se restringe à dieta. Os adeptos compartilham um estilo de vida complexo, levando em conta uma luta social em prol da vida sem resquícios de exploração animal, não importando a circunstância.

As questões éticas são bem amplas e colocam a vida do vegano em sintonia com o ativismo político bem delineado. Para os veganos, evidenciar sua filosofia para a sociedade como um todo e para as empresas em geral é a forma de combater a crueldade.

Toda essa dedicação requer muita disciplina, o que faz com que grande parte das pessoas que começam uma dieta vegetariana ou vegana, desistam depois de certo tempo. O ideal é planejar muito bem a transição para que o processo não acabe em frustração. Existem outros tipos de vegetarianismo que levam ao extremo a restrição de alguns alimentos na dieta, veja só:

Crudívoros

Consomem apenas alimentos crus, com uma dieta restrita a legumes, frutas, nozes e grãos germinados. A desvantagem desse tipo de dieta é a redução do consumo de proteínas vegetais. Além disso, é muito difícil encontrar alimentos frescos de qualidade que atendam a um cardápio tão restritivo.

Frutívoros

Esses vegetarianos alimentam-se exclusivamente de frutos. Eles excluem da dieta qualquer tipo de raiz ou alimento que venha a provocar a morte das plantas. Essa é uma das dietas mais restritivas e polêmicas, pois é extremamente deficitárias de itens essenciais para viver com saúde.

Vale lembrar que qualquer dieta, seja ela vegetariana ou vegana, precisa ser acompanhada por profissionais de nutrição. Afinal, sozinho é difícil saber quais alimentos vegetais estão trazendo os nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo. Só assim será possível levar adiante o desafio de lutar contra a crueldade animal e ser um vegetariano estrito.

Ah, e se você quiser conhecer diversas opções de alimentos totalmente isentos de ingredientes de origem animal, não deixe de conferir a nossa loja! Aproveite para ler também nosso artigo com dicas de como controlar a ingestão de vitamina B12.

Foto: Designed by Freepik

Conheça a história de 7 atletas veganos. Sim, é possível!

Vinte claras de ovos e um quilo de peito de frango todos os dias. Será essa a rotina alimentar necessária para quem é esportista ou deseja conquistar músculos? Saiba que muitos atletas veganos têm mostrado que uma alimentação livre de animais é totalmente possível.

Com uma dieta rica em proteínas de origem vegetal, eles mostram a viabilidade do consumo de brócolis, tofu, couve-flor, castanhas, soja, feijão, grão de bico e outros alimentos e suplementos para atingir suas metas – até mesmo aquelas mais difíceis.

No texto de hoje, você vai conhecer 7 atletas veganos incríveis, que conquistaram grandes objetivos em suas áreas de atuação. Confira!

1. Felipe do Carmo, o Fefeu

O fisiculturista Felipe Garcia do Carmo, conhecido como Fefeu, iniciou sua vida vegana há mais de dez anos. Ano passado, ele deu mais uma prova de que sua dieta à base de vegetais não é impedimento para várias conquistas. Ele recebeu o título regional no 2º Campeonato de Fitness e Musculação de Mairinque.

2. Paulo Victor Guimarães, o Paru

Foto: Divulgação / Facebook Paulo Victor Guimarães

Paulo Victor Pinheiro Guimarães, o Paru, também é fisiculturista vegano. Ele segue essa filosofia há mais de 15 anos e iniciou buscando informações com muita garra, já que o acesso à internet era limitado no interior da Bahia, onde ele morava na adolescência.

Hoje, além de participar de vários campeonatos, Paru ajuda a difundir pelas redes sociais a ideia de que é possível ser um atleta vegano em plena atividade. Nas costas largas, ele exibe uma grande tatuagem: “Vegan”.

3. Morgan Mitchell

Foto: Divulgação / Twitter Morgan Michell

A corredora australiana Morgan Mitchell participou dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Ela tem sido considerada uma das velocistas mais rápidas dos 400 metros no mundo e detalhe: é vegana! Morgan teria dito em entrevistas que não quis colocar seus objetivos como atleta à frente da vida de nenhum animal. Olha que bacana!

4. Fernandinha Ferreira

Foto: créditos na imagem

Fernandinha do Vôlei foi campeã olímpica pela seleção nos jogos de 2012 em Londres e é uma atleta vegana. Após defender o Brasil em vários jogos como levantadora, ela mantém hoje páginas nas redes sociais onde divulga ações relacionadas aos benefícios do veganismo. Inclusive, recentemente ela anunciou sua coluna na plataforma Veganistas, que reúne diversos influenciadores digitais veganos.

5. Fiona Oakes

Foto: Divulgação / Facebook Fiona Oakes

Fiona Oakes é um grande exemplo para os atletas veganos. Ela é conhecida como a mulher mais rápida ao completar maratonas em todos os continentes, incluindo as desafiadoras Maratona do Polo Norte e Maratona do Ártico em 2013. Fiona pratica o veganismo desde a década de 80 e hoje também está à frente de uma entidade que ajuda animais resgatados.

6. Venus Williams

Foto: Divulgação / Facebook Serena Williams

Venus Williams, que conquistou o maior número de medalhas em jogos olímpicos de todos os tempos no tênis, se tornou uma atleta vegana há poucos anos. Segundo reportagens publicadas na internet, Venus adotou o veganismo depois de descobrir uma doença autoimune que provoca dores musculares e fadiga.

7. Serena Williams

Os resultados da dieta vegana deram tão certo para a irmã que Serena Williams também decidiu se alimentar à base de vegetais a partir de 2012. Mudança que não afetou a brilhante carreira da esportista, que desde então ganhou vários campeonatos.

Inclusive, no começo deste ano se tornou a maior campeã em Grand Slams na era profissional da modalidade, após competir contra Venus. O feito fez com que Serena retornasse ao posto de número 1 do mundo.

São tantas histórias interessantes que não há como não se inspirar na trajetória desses atletas veganos, certo? Aproveite para ler também nosso artigo “Musculação vegana: saiba como é possível manter o low carb”.

7 passos para se tornar vegano em 2018!

Ano novo é sinônimo de mudança. É nessa hora que todos começam a prometer começar uma dieta, mudar de emprego e tantas outras coisas. Então por que não aproveitar a mudança de ano para se tornar vegano de vez? Separamos aqui algumas dicas para começar a adotar essa dieta e acabar com as desculpas.

1. Encontre uma motivação para se tornar vegano

O primeiro passo para conseguir abandonar os hábitos carnívoros neste novo ano é estar motivado. Se tornar vegano quer dizer que você encontrará tentações diárias, além de reclamações de amigos, parentes e conhecidos. Sem um firme apoio moral, é possível cair na tentação de retornar aos antigos hábitos.

A motivação mais comum é ter o bem dos outros seres vivos e do meio ambiente como foco principal. O modo de vida vegano é mais saudável, ajuda a diminuir a poluição e gases do efeito estufa e a combater os maus tratos aos animais. Pesquise sobre esses temas para encontrar a motivação perfeita para você.

2. Comece gradualmente

Alguém que comeu carne durante anos da sua vida dificilmente consegue parar e tornar-se vegetariano do dia para a noite. Com o veganismo, essa transição é ainda mais difícil por ser necessário deixar de utilizar diversos tipos de produtos.

Para facilitar o processo, comece aos poucos. Corte leite e derivados ou diminua a quantidade de dias da semana em que come carne. Conforme o consumo desses produtos cair e você perceber que é possível viver sem eles, você se tornará um vegano completo.

3. Invista em receitas novas

Uma das melhores maneiras de se tornar vegano é renovar seus métodos na cozinha. Preste atenção na maioria dos pratos que as pessoas cozinham que usam carne. É muito fácil transformá-los em variações que usam somente produtos de origem vegetal.

Quer um exemplo fácil? Lasanha. Por que todo mundo enche a lasanha de queijo, presunto e carne se berinjela e molhos veganos fazem a lasanha perfeita?

Comece a estudar a cozinha vegana e a preparar esses pratos para você, seus amigos e família. Ao se apaixonar pelos pratos novos, você naturalmente deixará de consumir vários produtos de origem animal.

4. Procure auxílio profissional

Envie sua pergunta no site: alimentacaosemcarne.com.br

Sabe aquele velho mito de que veganos não conseguem todos os nutrientes que precisam? Isso só é verdade quando a pessoa se alimenta de maneira incorreta e tem uma dieta pobre. Para evitar que seu corpo passe por tempos difíceis, é extremamente importante procurar um nutricionista que te indique os alimentos essenciais na dieta. Assim, será possível ficar ainda mais saudável do que era quando comia carne.

5. Utilize substitutos para carne, leite e derivados

Está com saudades de fazer um doce que usava creme de leite? Tenho boas notícias para você: existem cremes de “leite” feitos a partir de soja que ficam perfeitos em receitas de doces. Procure com cuidado e encontrará diversos substitutos.

Todos eles possuem sabores ótimos e autênticos, podem ser usados para receitas ou para complementar a alimentação. Dessa forma, não será preciso abrir mão de seus pratos favoritos ao se tornar vegano. Não é ótimo?

6. Aumente a quantidade de frutas, legumes e cereais

Mesmo que muita gente pense na carne como um dos elementos mais importantes na alimentação, são os vegetais que trazem qualidade de vida para nossa dieta. Uma boa quantidade de frutas, legumes e cereais deve ser a base da sua alimentação. Sem eles, seu corpo ficará carente de nutrientes.

Tome cuidado com carboidratos simples que possuem um valor energético alto e poucas fibras. O correto é priorizar alimentos naturais ou integrais sempre que possível para fornecer o melhor para seu organismo.

7. Faça uma rede de apoio com amigos e colegas veganos

Se existe algo que realmente vai te ajudar na transição em 2018 é companhia. Uma rede de apoio te ajudará a dividir problemas e frustrações. Procure novos amigos veganos nos seus círculos sociais ou em grupos na internet. Eles conseguirão te ajudar a continuar motivado e podem até te passar receitas novas.

Está preparado para se tornar vegano em 2018? Deixe nos comentários algumas outras dicas que você pensa que serão úteis para esse novo estilo de vida!