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Receitas veganas: 5 dicas para agradar amigos não veganos

Receber os amigos não veganos em casa é sempre um desafio para quem segue uma dieta sem alimentos de origem animal. Por isso, é importante aprender alguns macetes que facilitam o planejamento das receitas veganas para esse tipo de ocasião.

Lembre-se que perder amigos por causa das diferenças de pensamentos não é um bom caminho. Aliás, se reunir com eles no seu lar pode ser uma ótima oportunidade para influenciá-los a respeito da sua filosofia de vida.

Detalhe: conquistar as pessoas pelo estômago é, de longe, uma das melhores táticas para isso – e muita gente não conhece as possibilidades que a culinária vegana oferece! A seguir, apresentaremos algumas dicas de como tornar esse momento prazeroso pra você e também para os seus convidados.

1. Defina o perfil das receitas veganas

A primeira atitude ao marcar uma reunião com amigos na sua casa é definir o perfil do jantar ou do almoço. Para descobrir quais receitas veganas deverão ser feitas, é preciso levar em consideração a personalidade das pessoas que estarão presentes.

Dessa forma, será possível escolher o cardápio: churrasco vegano, jantar tradicional com receitas veganas ou petiscos veganos? Se seus amigos gostam de tomar cerveja, considere os petiscos ou o churrasco. Mas se quer algo mais sofisticado e intimista, prefira o jantar.

2. Pense em entradinhas amigáveis

Em qualquer tipo de cardápio, as entradinhas servem para distrair os convidados enquanto o restante da comida é finalizada. Então, pense em boas receitas veganas para causar uma boa impressão logo no começo da festa.

Uma boa opção é o faláfel, um bolinho de grão-de-bico típico da culinária árabe. Por parecer um petisco, ele pode ser incluído no jantar, almoço ou churrasco vegano. No site da revista Cláudia tem uma receita complementada com pão sírio.

3. Escolha um prato principal de impacto

O prato principal é o ponto alto de um jantar. Por isso, escolha uma das suas melhores receitas veganas para esse momento. Essa é a hora de mostrar todo o potencial da culinária que faz parte da sua filosofia de vida!

Que tal uma moqueca de banana da terra ou cogumelos paris xadrez com arroz? Capriche na decisão e surpreenda seus amigos com temperos, texturas e harmonização de sabores.

4. Tenha atenção às bebidas também

Você sabia que algumas cervejas não são veganas? Na verdade, a maioria das comercializadas hoje em dia, nacionais ou importadas, têm algum tipo de relação com a exploração animal – seja usando colágeno de peixe ou patrocinando rodeios.

Por isso, quando chamar os seus amigos, avise-os que eles irão experimentar marcas de cervejas diferentes. O único problema é que as veganas costumam ser especiais e, consequentemente, bem mais caras que as comuns.

5. Feche com chave de ouro na sobremesa

Para fechar com chave de ouro esse momento, aposte em receitas veganas que agradem o paladar de qualquer pessoa. Opções com chocolate vegano e frutas geralmente são fáceis de fazer, como mousse de manga ou um bolo de chocolate feito com abacate.

Mas se quer alternativas ainda mais simples para receber os amigos em casa sem ter muito trabalho na cozinha, aposte em pratos prontos. Embutidos, como calabresa e linguiça vegana, ou salgados resfriados te ajudarão no planejamento do cardápio.

Gostou das dicas? Para descobrir outros alimentos que facilitarão o seu planejamento de receitas veganas para ocasiões especiais, visite a VegaSite. Lá você encontra também doces e laticínios veganos, patês e acompanhamentos, snacks e temperos.

Dia Mundial do Veganismo: como começou sua história vegana?

Foi no aniversário de meio século da Sociedade Vegana da Inglaterra, em 1994, que decidiu-se criar o Dia Mundial do Veganismo. Desde então, 1º de novembro é a data utilizada ao redor do mundo para celebrar a filosofia que luta contra a crueldade animal.

Nas últimas décadas, ocorreu certa evolução: o respeito à filosofia vegana cresceu, houve uma disseminação maior de informações, algumas pesquisas com animais foram substituídas por métodos alternativos etc. Mas a luta continua!

Estima-se que o Brasil tenha cerca de 5 milhões de veganos. O número, apontado pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) é obtido a partir de uma pesquisa feita pelo Instituto Ibope em 2012, a qual identificou 16 milhões de vegetarianos no país.

Desses, aproximadamente 33% seriam veganos, levando-se em conta a mesma estimativa apresentada no Reino Unido. A seguir, compartilharemos com vocês o depoimento de algumas pessoas contando como foi o seu “despertar” para o veganismo e o que acham do Dia Mundial do Veganismo.

Ricardo Laurino

Presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira
Ricardo Laurino, presidente da SVB

“Tive dois passos importantes: primeiro, em 1990, quando estava assistindo tevê e cortando um bife. Passou uma reportagem sobre a pecuária em São Paulo, mostrando uma boiada pastando. Fiz uma conexão imediata e não consegui terminar de cortar. A partir daí, parei de comer todas as carnes. O outro momento importante foi 13 anos depois, quando li o livro “Libertação Animal” [Peter Singer], que me estendeu a visão. Eu ia lendo e identificando muito daquilo que eu pensava, de uma forma mais coerente. Como eu já não era a favor de zoológico e nunca gostei de ver animal sendo utilizado em nenhum tipo de esporte, nunca gostei de animais em circo e não concordava com a ideia de teste em animal, foi um passo natural. Terminei o livro e parei de comer qualquer produto de origem animal. O Dia Mundial do Veganismo nesse momento é superimportante porque chama a atenção e as pessoas se mobilizam. É uma forma de os veganos relembrarem a data, reforçarem nas mídias sociais. O movimento precisa desse oxigênio para cada vez ganhar mais força.”

 

Arleton Cunha

34 anos, agente de atendimento

“Me tornei vegano depois de encontrar alguns vídeos no antigo Orkut. Desde então, minha vida se voltou cada vez mais ao veganismo. Este dia [Dia Mundial do Veganismo] serve pra humanidade se lembrar de que não há direitos humanos legítimos sem respeito às outras espécies não humanas. [Nos últimos anos isso] mudou muito porque até em grandes veículos de comunicação já se fala em veganismo. Nas relações com amigos e família pouco mudou porque eu mesmo faço minha comida e eles sabem respeitar.”

 

Carol Destro

28 anos, Influenciadora Digital, São Paulo

Carol Destro, Digital Influencer do @CarolVidaVegan e @CanalVegflix.

“Eu já era lactovegetariana quando virei vegana. Parei de comer carne cinco anos e depois fui parando frango e peixe até virar vegetariana. Comecei a pesquisar e vi palestra da Luisa Mell falando do Cowspiracy [documentário]. Eu cheguei em casa falando para o meu noivo que tínhamos que assistir. Ele topou e depois que assistimos abriu-se uma janela imensa na nossa cabeça. Nós começamos assistir a vários documentários na Netflix e decidimos que tínhamos que nos tornar veganos depois de todas aquelas informações. No meu caso foi um processo bem gradual, de mais de cinco anos, mas para o meu noivo foi da noite para o dia. O Dia Mundial do Veganismo é um dia de conscientização. O que eu gosto mais é que é um dia para as pessoas que não sabem o que é veganismo e nunca ouviram falar, ouvirem a palavra pela primeira vez e entenderem um pouquinho o que é o veganismo.”

 

Guilherme Fioravanti

26 anos, jogador de futebol

“Tive uma namorada vegetariana e aos poucos fui descobrindo que todos meus argumentos contra o mundo veg não tinham sentido algum. Me tornei piscitariano e mais tarde vegetariano por estudar e ver também o impacto da indústria dos peixes e o que significava aquele prato de comida japonesa que tanto gostava. Sempre ouvia dos maus tratos da indústria dos ovos e dos lacticínios, mas fechava os olhos em relação a isso e continuava com a desculpa de ser atleta e não poder ser vegano — ou falava que vegano era radical demais. Depois de estudar, fiz o teste de uma semana e me surpreendi. A cada dia me surpreendo mais com um mundo de coisas veganas que existem e estavam debaixo do meu nariz e não podia ver. Tudo na minha vida melhorou. Senti uma grande diferença quando me tornei vegetariano.  Em relação a praticamente tudo, mas para virar vegano significou uma mudança ainda maior. Me sinto mais feliz, mais animado, nunca mais fiquei doente, ganhei massa magra e perdi gordura, meus exames de sangue estão muito melhores, meu desempenho no futebol melhorou. Enfim, senti uma mudança gigante em todos os aspectos na minha vida. E o principal: uma mudança para melhor. Acho muito interessante a ideia de um Dia Mundial do Veganismo e não sabia que existia. Como todas as datas que significam vitórias e conquistas importantes, nada mais justo que uma para comemorar a luta constante contra o abuso e a exploração dos animais. Em relação à minha família e amigos, a maioria que tentou “bater de frente” e se opor à ideia, aos poucos cedeu […] Hoje, digo com absoluta certeza que nunca fui tão feliz e satisfeito na hora da refeição. E se tenho um arrependimento é de não ter me tornado vegano antes.”

E você? Como começou a sua história com o veganismo? Não deixe de compartilhar sua experiência com a comunidade VegaSite por meio dos comentários.