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Sofrimento animal: você sabe como são os abates na indústria?

A vida seria diferente se os animais estivessem tão felizes quanto aparecem nos desenhos infantis de “fazendinhas”, não é mesmo? Porém, infelizmente a realidade é totalmente diferente e podemos ver a dimensão do sofrimento animal presente na indústria de abates.

Não importa o tipo de bicho, pois tanto as galinhas e os porcos quanto os bezerros e os peixes sentem dores e sofrem com mutilações constantes, maus tratos e tantas outras situações ruins. Práticas de abate milenares tomaram proporções industriais hoje em dia.

Segundo a ONG Mercy For Animals, que atua internacionalmente combatendo a exploração animal para consumo, só no Brasil são mais de 6 bilhões de animais terrestres abatidos todos os anos. No mundo, esse número supera os 70 milhões.

Afina, qual é o sofrimento animal?

Abate de galinhas

Nas granjas espalhadas pelo país, o sofrimento animal é visto desde o momento em que os pintinhos nascem. Os machos, por exemplo, são, muitas vezes, descartados de maneira extremamente cruel — usando-se um triturador!

As fêmeas, por sua vez, são mutiladas ao terem o bico cortado para evitar canibalismo (o que prova o alto nível de estresse vivido nesse ambiente). Muitas delas morrem de dor e outras simplesmente por não aguentarem o excesso de peso que são obrigadas a ganhar.

Abate de porcos

Sabe as celas solitárias que vemos nos filmes e séries norte-americanas sobre prisões? É assim que os porcos passam boa parte de sua vida antes de irem para o abate. O sofrimento animal atinge até mesmo as porcas que estão prenhes, que não têm a oportunidade de se movimentar livremente.

Assim que nascem, os porquinhos são retirados de suas mães. Eles passam pelo processo de castração (os machos), desgaste de dentes e também o corte de cauda —  para evitar canibalismo quando estão juntos. Detalhe: esses procedimentos são feitos sem anestesia!

Abate de bezerros

Já a indústria leiteira causa o sofrimento animal ao tirar alguns bezerros de suas mães logo no primeiro dia de vida — além de induzirem a gravidez para a produção massiva de leite. O destino desses filhotes? Outra indústria: a de produção de carne de vitela.

Nesse cenário, os bezerros são presos em pequenas celas para que não possam de mexer e, assim, não criar músculos. O objetivo dos criadores é deixar a carne o mais macia possível. Os animais são abatidos com apenas quatro meses!

Abate de peixes

Muitas pessoas se esquecem dos peixes e acham que eles podem fazer parte de uma dieta vegetariana ou vegana. Ledo engano, pois esses animais sofrem tanto quanto os outros que citamos anteriormente. E mais: eles têm uma morte ainda mais lenta e com dor (sim, peixes sentem dor!).

A luta dos vegetarianos e veganos tem foco nessas situações de sofrimento animal e em outros impactos causados pelo consumo de carne. Afinal, também são consideradas as consequências ambientais e aquelas relacionadas à saúde do ser humano.

Você tinha ideia de como eram feitos os abates e o nível de sofrimento animal? Agora que já sabe, compartilhe este texto nas suas redes sociais. Dissemine a informação!

Musculação vegana: saiba como é possível manter o low carb

Um assunto que deixa alguns admiradores do veganismo em dúvida é a possibilidade de manter uma rotina de musculação vegana. Inclusive, o tema é um tabu entre muitos instrutores de academia, que acabam incentivando o consumo de carne e ovos como únicas fontes de proteína.

Porém, existem vários fisiculturistas veganos como, por exemplo, o Felipe Carmo (Fefeu), e vegetarianos, como o lendário americano Bill Pearl. Preparamos este post para explicar como é possível conciliar uma dieta vegana/vegetariana com a sua rotina low carb.

Como levar adiante a musculação vegana?

Para seguir uma dieta restritiva como a da filosofia vegana é preciso prestar atenção às proteínas vegetais consumidas diariamente. Mas todo praticante de cutting está acostumado a esses detalhes, seja vegano ou não vegano.

Por isso, a conta é a mesma: baixa ingestão de carboidratos, bastante proteína e gorduras saudáveis. De acordo com a Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva, as pessoas que buscam a hipertrofia muscular podem atingir esse resultado com o máximo de 1,8 grama de proteína por quilo de peso corporal diariamente.

Qual a importância de diversificar as fontes?

Quando falamos em proteínas estamos nos referindo diretamente aos aminoácidos. Alguns podem ser produzidos pelo nosso próprio organismo (aminoácidos não essenciais), mas o restante precisa ser consumido junto com as proteínas (aminoácidos essenciais).

Apesar de estarem presentes em maior quantidade nos alimentos de origem animal, os aminoácidos essenciais também podem ser obtidos dos vegetais. O desafio está na diversificação necessária, já que os aminoácidos que precisamos estão espalhados em diferentes tipos de vegetais.

Afinal, o que comer?

Diante dessas informações, sabemos que para manter a musculação vegana é fundamental ter uma alimentação baseada em várias fontes. Por isso, escolher os alimentos que têm alto valor biológico é um caminho inteligente. Por exemplo: feijão, lentilha, grão-de-bico, soja, ervilha, vagem, linhaça, castanhas, chia, quinoa, amêndoas, nozes etc.

Lembrando que geralmente uma dieta para cutting restringe o consumo de carboidratos ao desjejum e ao pós-treino. Se você é praticante de musculação, vegana ou não, sabe que os carboidratos são a principal fonte de energia do nosso corpo, mas para queimar gorduras é preciso dar preferência às proteínas — que têm dupla função.

Como deve ser o acompanhamento?

Uma dieta equilibrada e bem feita é responsável por metade dos efeitos obtidos na musculação vegana. Por isso, o atleta precisa estar atento aos alimentos consumidos e seguir as orientações passadas pelos profissionais que o acompanham.

Quando o corpo encontra a quantidade de aminoácidos necessária, os músculos começam a ganhar volume. Assim que os primeiros resultados surgirem, será possível identificar quais alimentos estão sendo adequados ou não para a sua dieta.

Se a ingestão natural de proteínas não for suficiente, pode ser necessário fazer uma suplementação. É possível encontrar suplementos à base de ervilha, arroz, soja etc.

Para obter benefícios na musculação vegana é preciso procurar profissionais da área de nutrição esportiva. Somente eles são capazes de fazer a prescrição correta de alimentos e quantidades necessárias para o seu biotipo.

Não sabe por onde começar? Leia também o post que fizemos sobre os tipos de alimentos vegetais que têm mais proteína.

5 perfis sobre veganismo e vegetarianismo para seguir no Instagram

Se você ainda acha que a comida no veganismo e vegetarianismo não pode ser apetitosa, vai mudar de ideia com este post. Muitos influenciadores digitais compartilham a sua alimentação diária pelo Instagram, mostrando que os pratos podem ser lindos e gostosos.

Por ser uma rede social extremamente visual, o Insta é recheado de imagens que dão muita água na boca. Além disso, são compartilhadas dicas e outras informações a respeito desse universo que exclui o consumo de produtos de origem animal.

Reunimos 5 perfis que possuem conteúdo de qualidade voltado aos veganos, vegetarianos e simpatizantes de uma dieta restrita a alimentos vegetais. Confira!

  1. @virandovegetariana

Neste perfil, que tem 33 mil seguidores, a jovem de Congonhal (MG) Bruna Matos compartilha reflexões sobre veganismo e alimentação consciente. Além disso, ela aborda outros temas como simplicidade voluntária e espiritualidade.

A maioria das publicações é referente a pratos veganos bastante práticos e simples de serem preparados. O último, por exemplo, leva arroz com feijão, virado de abobrinha, couve e salada com alface, tomate e granola salgada.

  1. @theveggievoice

No Instagram @theveggievoice, a apresentadora e autora do livro “Diário de uma Vegana”, Alana Rox, vai além dos alimentos. Ela é embaixadora de uma marca de maquiagem natural e posta quase que diariamente informações sobre o uso desses produtos.

O perfil tem quase 150 mil seguidos e mais de 3,7 mil publicações. Alana é catarinense, mas mora em São Paulo. Ela trabalhou muitos anos como cantora e compositora e, por isso, o título do IG mistura seus dois hábitos de vida: o canto e o veganismo.

  1. @2vegetarianos

Para os casais veganos que não sabem como reinventar a sua cozinha do dia a dia, uma aposta é seguir o perfil @2vegetarianos. Desde o café da manhã, passando por pratos quentes para o almoço, sobremesas e opções para o jantar. Tem de tudo nesse IG!

As fotos de comida só são interrompidas pelas imagens da filha do casal, uma linda bebê com menos de um aninho — o nome deveria ser @3vegetarianos agora, né? O perfil tem quase 17 mil seguidores e mais de 700 publicações.

  1. @sociedadevegetariana

O melhor do perfil da Sociedade Vegetariana Brasileira no Instagram são as informações de qualidade prestadas aos mais de 115 mil seguidores. Diversas dúvidas relacionadas tanto à filosofia vegana quanto à vegetariana são esclarecidas na página.

A ONG trabalha a conscientização a respeito desse universo e de vez em quando dá dicas de receitas veganas saborosas! O perfil reúne conteúdo produzido por 30 grupos que atuam em diferentes regiões do Brasil.

  1. @presuntovegetariano

O Presunto Vegetariano nasceu no YouTube, onde já se tornou referência em vídeos com receitas veganas e vegetarianas. Mas é claro que um conteúdo tão bom também faz sucesso no Instagram, onde os criadores do canal têm mais de 85 mil seguidos.

O perfil reúne receitas bem completas e outras mais simples, mas todas produzidas com muita qualidade. Cuidado, pois as imagens dão muita fome!

Conhece outros perfis interessantes sobre vegetarianismo e veganismo no Instagram? Deixe seu comentário contando pra gente qual é o seu preferido. Até a próxima!