Skip to main content
Vitamina B12

Como controlar a ingestão de vitamina B12?

Se existe uma questão nutricional que precisa da atenção dos veganos é a deficiência da vitamina B12. Isso porque nessa filosofia de vida a alimentação precisa, na grande maioria das vezes, de suplementação desse nutriente importante para funcionamento do organismo.

De acordo com o coordenador do departamento de medicina e nutrição da SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira), Eric Slywitch, essa vitamina está presente em grande quantidade apenas nos alimentos de origem animal.

O problema não é tão grande para os vegetarianos que consomem leite, queijos e ovos, pois esses alimentos têm essa vitamina em sua composição natural. Se a frequência de consumo for adequada, talvez não haja necessidade de suplementação.

Sintomas da falta de vitamina B12

Por ingerir baixas ou quase nenhuma quantidade de vitamina B12, os veganos podem sofrer com anemia, danos no sistema nervoso e até doenças cardiovasculares. Os sintomas mais claros são fraqueza, cansaço físico, falta de apetite e perda de peso, por exemplo.

Eles podem aparecer depois de cinco anos de carência ou até dentro de um ano em algumas pessoas. Porém, é preciso investigar, pois os mesmos sinais podem sinalizar doenças que não têm nenhuma relação com a falta de vitamina.

Dessa forma, é importante consultar médicos e fazer exames para chegar a um diagnóstico correto. Detalhe: alguns problemas de saúde causados pela deficiência da vitamina B12 podem ser irreversíveis. Então, a questão merece muita atenção!

Recomendações para um equilíbrio

Para os veganos, o caminho mais adequado é a suplementação e a ingestão de alimentos enriquecidos. Os suplementos de vitamina B12 são fabricados a partir de microorganismos que, segunda a ciência, são seres sencientes (que não têm capacidade emocional).

Além dos veganos, qualquer pessoa acima de 50 anos deve fazer a suplementação de vitamina B12, já que o organismo diminui a capacidade de absorção de fontes naturais.

Em vários países, o recomendado é ingerir 5 mcg (microgramas) da vitamina diariamente. Grande parte dos suplementos tem dose de 10 mcg, mas isso não representa um problema, pois não existem indícios de que o nutriente seja tóxico para nosso corpo.

A forma que a suplementação é feito precisa de bastante atenção, pois a vitamina é mais bem absorvida quando ingerida aos poucos. Se um leite vegetal for enriquecido com 1 mcg de vitamina B12, basta consumir três doses no dia, por exemplo.

Poder da vitamina B12

A vitamina B12 é a única que não pode ser obtida a partir de fontes vegetais. Mesmo com uma dieta rica e diversificada, com frutas, legumes, verduras, grãos e a ajuda dos raios solares (como no caso da vitamina D), não é possível atingir os níveis adequados.

Por isso, para quem não come carne, somente os suplementos e os produtos enriquecidos fornecem a quantidade ideal para manter uma boa saúde. Para se sentir mais seguro, é preciso sempre checar o rótulo desses alimentos, conferindo a tabela nutricional.

Com esses dados em mente, é possível elaborar um controle que atenda à suas necessidades e também seus gostos pessoais. Lembre-se que consultar um nutricionista deve estar na sua rotina vegana. Assim, será possível checar como estão os índices de vitamina B12.

Gosto do texto? Os veganos devem mostrar aos seus pares a importância da suplementação da vitamina B12. Então, compartilhe o conteúdo nas suas redes sociais e ajude-nos a disseminar essa informação!

Freeganismo: os veganos que militam contra o capitalismo

Todos os dias, escutamos novos termos para definir grupos de veganos ou de vegetarianos. Já falamos, por exemplo, dos reducetarianos (que comem o que querem, mas com menor frequência e quantidade). Hoje, nosso texto é sobre outra filosofia, a do freeganismo.

 

O termo une as palavras “free”, que significa livre em inglês, e veganismo. Os chamados freegans ainda são pouco conhecidos no Brasil, mas formam uma legião que luta não só contra a exploração animal. Eles também promovem um verdadeiro boicote ao consumo.

 

O freeganismo na prática

A prática do freeganismo é vista com bastante preconceito e considerada por muitas pessoas como uma subcultura. Os praticantes têm como principal hábito reutilizar itens que foram descartados — desde roupas, livros e outros objetos até comida.

 

O objetivo deles é diminuir todo e qualquer tipo de consumo. Por isso, para sobreviver, eles procuram alimentos que foram colocados no lixo. A reportagem “Dá para viver de graça?”, publicada no site da revista Superinteressante, acompanhou um grupo de freegans buscando comida em sacos de lixo pelas ruas de Nova Iorque.

 

Os 5 pilares seguidos pelos freegans

 

Existem cinco pilares principais na filosofia de vida do freeganismo: não desperdiçar, ocupar o espaço urbano, abusar do reúso, praticar o veganismo e trabalhar menos.

 

  1. Não desperdiçar

 

A ideia aqui é otimizar o consumo de tudo o que o freegan conseguir ter acesso. Por isso, eles apostam muito em feiras de trocas de objetos, produção da própria horta e construção de hortas comunitárias, distribuição de roupas usadas etc.

 

  1. Ocupar o espaço urbano

 

Outra vertente defendida pelo freeganismo é a moradia como um direito de todos. Assim, os praticantes apoiam iniciativas de ocupação de prédios abandonados. Além de darem um verdadeiro uso para os espaços, eles tentam promover ações educativas e culturais para a comunidade nesses lugares.

 

  1. Abusar do reúso

 

Um termo é bastante utilizado nos EUA é “dumpster diving”, que significa mergulhar na lixeira. Vasculhar o lixo de rua é mais comum para os americanos. No Brasil, os freegans tentam tirar seu sustento do que sobra ao final de feiras livres e nas praças de alimentação.

 

  1. Praticar o veganismo

Os freegans não comem carne. Por isso, sua busca por alimentos se restringe aos alimentos vegetais. Na filosofia de vida do freeganismo, uma simples verdura transportada causa impactos ambientais. Além disso, eles não usam roupas de origem animal nem cosméticos testados em animais.

 

  1. Trabalhar menos

 

Outro pilar do pensamento freegan é trabalhar menos e praticar trabalho voluntário. Já que a ideia central é não haver consumo pago, eles defendem a liberdade econômica do indivíduo e se eximem da culpa de ter um emprego que cause crueldade animal (mesmo que de forma indireta).

 

A internet está recheada de grupos no Facebook, como o Freeganismo Brasil, e canais no Youtube, como o do Guilherme Rocker, a respeito do assunto. Em muitos deles, inclusive, os autores e participantes dão dicas de passeios gratuitos e lugares para comer de graça.

 

Agora é a sua vez de falar: o que você acha do freeganismo? Deixe seu comentário!

9 ideias de receitas veganas para o seu café da manhã

Contar com opções saudáveis para o café da manhã é essencial para manter uma dieta equilibrada, rica em proteínas e todos os nutrientes necessários. Mas cá entre nós, haja criatividade para elaborar boas receitas veganas todos os dias, não é mesmo?

Por isso, reunimos em um post várias dicas para tornar o começo do seu dia mais prático. Prepare-se para não deixar faltar na dispensa alguns produtos fundamentais para montar receitas simples e deliciosas como, por exemplo:

  • Castanhas e amêndoas
  • Aveia em flocos, chia e granola
  • Pasta de amendoim
  • Leite vegetal
  • Requeijão e queijo vegano
  • Melaço de cana

Detalhe: lembre-se que mel não é vegano. É incrível como ele sempre aparece em “receitas veganas” internet afora. Porém, esse também é um produto de origem animal!

1. Biscoitos e muffins

Fonte: ohsheglows.com

Uma ótima opção para o café da manhã são os biscoitos e muffins. Para essa receita vegana, utilize leite vegetal e substitua os ovos por alguma dessas opções: banana amassada, semente de chia hidratada ou ágar-ágar.

2. Tofu na chapa com melaço

O tofu é um dos produtos mais consumidos por veganos no mundo todo. Por que não incluí-lo na café da manhã? Corte o tofu em pequenas fatias, grelhe na frigideira e depois coloque um pouco de melaço por cima. Seu dia vai começar mais doce!

3. Torrada com pasta de amendoim ou geleia

A pasta de amendoim é um item indispensável para elaborar pratos gostosos no desjejum. Além de agradar o paladar, ela é rica em fibras e proteínas. No supermercado é fácil encontrar torradas veganas para complementar com o produto ou com alguma geleia.

4. Bolinhos de batata doce

O bolinho de batata doce costuma ser consumido em sua versão salgada. Para o café da manhã, basta eliminar os condimentos e o sal. Bata a batata doce já cozida no liquidificador e depois faça os bolinhos em uma frigideira (no formato de panqueca). Toste bem o bolinho dos dois lados para não desmanchar.

5. Panquecas veganas

Para essa receita vegana de panqueca doce você vai precisa basicamente de: leite vegetal, farinha de trigo (que pode ser complementada com aveia), açúcar demerara, fermento e sal. As panquecas também podem ser servidas com melado de cana ou com geleia.

Fonte: ohsheglows.com

6. Salada de frutas

Uma salada de frutas faz qualquer dia começar com o pé direito, não acha? Além de usar frutas variadas, como mamão, manga, banana e maçã, sua receita pode levar também granola, iogurte vegano, aveia, chia e outros complementos.

7. Tapioca

Outra opção bastante simples de fazer é a tapioca, que pode levar diversos tipos de recheios: pasta de amendoim, requeijão vegano, queijo vegano, cream cheese vegano, manteiga vegetal, geleia de uva etc.

8. Vitamina de banana com mamão

Nem toda vitamina precisa levar leite. Você pode, por exemplo, bater banana e mamão e acrescentar um pouco de água para facilitar a mistura. Se achar necessário, utilize um pouco de leite vegetal. Outra opção, principalmente para os dias de calor, é congelar a banana, bater com um pouco de leite e fazer um smoothie.

9. Chá gelado de morango e tangerina

Os chás são ótimas opções para acompanhar suas receitas veganas matinais. Um exemplo é o chá gelado de morango e tangerina. Para fazer, basta ferver os morangos com as cascas da tangerina e deixar a mistura descansando. Depois, é só juntar o suco da tangerina, adoçar e colocar na geladeira. Uma dica é prepará-lo à noite.

Gostou das ideias de receitas veganas para seu café da manhã? Conheça todas as opções que a VegaSite tem para complementar e facilitar seus preparos do dia a dia.

Conheça 5 personalidades históricas que eram vegetarianas

Hoje em dia, o vegetarianismo pode ser visto por muitas pessoas com uma espécie de modismo. Mas ocorre que várias personalidades históricas que eram vegetarianas já disseminavam essa filosofia de vida cada qual a seu tempo.  

 

Muitos, inclusive, eram grandes influenciadores, pensadores e intelectuais. Selecionamos 5 dos maiores nomes para explicar como e por que eles optaram por abandonar de vez o consumo de carne. Confira!

 

  1. Liev Tolstói

 

Liev Tolstói (1828 – 1910) se tornou vegetariano tardiamente e em meio a uma crise espiritual. No auge dos seus 57 anos, o escritor russo resolveu adotar a mudança, influenciado pelo filósofo positivista William Frey.

 

No livro “O Que Eu Acredito”, Tolstói deixou gravada a sua opção pelo vegetarianismo com a célebre frase: “Enquanto houver matadouros, haverá campos de batalha”. Nesse tempo, ele já era celebrado por suas publicações renomadas, como “Guerra e Paz”. Sem dúvida, sua nova filosofia de vida influenciou as reflexões seguintes.

 

  1. Pitágoras

 

De acordo com o site Anda (Agência de Notícias de Direitos dos Animais), que compilou uma lista com dezenas de personalidades vegetarianas, Pitágoras (c.570 – 490 a.C.) acreditava na transmigração das almas.

 

O filósofo e matemático grego foi tão influente nesse sentido que na sua época não existiam “vegetarianos”, mas sim “pitagóricos” — nome utilizado para definir quem deixava de comer carne. Algumas publicações indicam que essa influência chegou até a outros países e que Pitágoras possuía seguidores no mundo todo.

 

  1. Buda

 

Siddhartha Gautama (c.563 – 483 a.C.), mais conhecido como Buda, foi um líder religioso apoiado nos preceitos do vegetarianismo. Algumas publicações indicam que ele proibia seus seguidores de consumir carne, mas outras apontam que o sacerdote apenas oferecia indicações para uma alimentação mais pura e com algumas condições que eliminavam alimentos de origem animal.

 

  1. Leonardo da Vinci

 

A respeito de Leonardo da Vinci (1452-1519) sabe-se que ele foi vegetariano nos seus últimos anos de vida. Apesar de haver registros de receitas com carne que o pintor deixou escritas após trabalhar em cozinhas de tabernas, em determinado momento ele se tornou um grande adepto do combate à exploração animal.

 

Há relatos de que ele comprava pássaros para depois libertá-los das gaiolas e se vestia apenas com linho — para evitar tecidos de origem animal.

 

  1. Franz Kafka

 

O escritor checo Franz Kafka (1883 – 1924) teria dito para os peixes em um aquário: “Agora posso olhar para vocês em paz. Eu não como mais vocês”. Diferentemente de outras personalidades, o autor de “A Metamorfose” se tornou vegetariano ainda jovem.

 

Detalhe: seu pai era um renomado açougueiro da cidade. Talvez esse tenha sido um dos motivos que o influenciaram, mas ainda há relatos de que Kafka registrava sua satisfação com a dieta vegetariana dizendo que sua digestão e aparência física melhoraram.

 

Além disso, o escritor mantinha contato com a União Vegetariana Internacional. Em 1911 ele teria aparecido como doador de uma campanha da entidade em uma revista alemã.

Gostou de conhecer essas personalidades histórias que eram vegetarianas? Então compartilhe a lista com os seus amigos nas redes sociais.