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Freeganismo: os veganos que militam contra o capitalismo

Todos os dias, escutamos novos termos para definir grupos de veganos ou de vegetarianos. Já falamos, por exemplo, dos reducetarianos (que comem o que querem, mas com menor frequência e quantidade). Hoje, nosso texto é sobre outra filosofia, a do freeganismo.

 

O termo une as palavras “free”, que significa livre em inglês, e veganismo. Os chamados freegans ainda são pouco conhecidos no Brasil, mas formam uma legião que luta não só contra a exploração animal. Eles também promovem um verdadeiro boicote ao consumo.

 

O freeganismo na prática

A prática do freeganismo é vista com bastante preconceito e considerada por muitas pessoas como uma subcultura. Os praticantes têm como principal hábito reutilizar itens que foram descartados — desde roupas, livros e outros objetos até comida.

 

O objetivo deles é diminuir todo e qualquer tipo de consumo. Por isso, para sobreviver, eles procuram alimentos que foram colocados no lixo. A reportagem “Dá para viver de graça?”, publicada no site da revista Superinteressante, acompanhou um grupo de freegans buscando comida em sacos de lixo pelas ruas de Nova Iorque.

 

Os 5 pilares seguidos pelos freegans

 

Existem cinco pilares principais na filosofia de vida do freeganismo: não desperdiçar, ocupar o espaço urbano, abusar do reúso, praticar o veganismo e trabalhar menos.

 

  1. Não desperdiçar

 

A ideia aqui é otimizar o consumo de tudo o que o freegan conseguir ter acesso. Por isso, eles apostam muito em feiras de trocas de objetos, produção da própria horta e construção de hortas comunitárias, distribuição de roupas usadas etc.

 

  1. Ocupar o espaço urbano

 

Outra vertente defendida pelo freeganismo é a moradia como um direito de todos. Assim, os praticantes apoiam iniciativas de ocupação de prédios abandonados. Além de darem um verdadeiro uso para os espaços, eles tentam promover ações educativas e culturais para a comunidade nesses lugares.

 

  1. Abusar do reúso

 

Um termo é bastante utilizado nos EUA é “dumpster diving”, que significa mergulhar na lixeira. Vasculhar o lixo de rua é mais comum para os americanos. No Brasil, os freegans tentam tirar seu sustento do que sobra ao final de feiras livres e nas praças de alimentação.

 

  1. Praticar o veganismo

Os freegans não comem carne. Por isso, sua busca por alimentos se restringe aos alimentos vegetais. Na filosofia de vida do freeganismo, uma simples verdura transportada causa impactos ambientais. Além disso, eles não usam roupas de origem animal nem cosméticos testados em animais.

 

  1. Trabalhar menos

 

Outro pilar do pensamento freegan é trabalhar menos e praticar trabalho voluntário. Já que a ideia central é não haver consumo pago, eles defendem a liberdade econômica do indivíduo e se eximem da culpa de ter um emprego que cause crueldade animal (mesmo que de forma indireta).

 

A internet está recheada de grupos no Facebook, como o Freeganismo Brasil, e canais no Youtube, como o do Guilherme Rocker, a respeito do assunto. Em muitos deles, inclusive, os autores e participantes dão dicas de passeios gratuitos e lugares para comer de graça.

 

Agora é a sua vez de falar: o que você acha do freeganismo? Deixe seu comentário!

9 ideias de receitas veganas para o seu café da manhã

Contar com opções saudáveis para o café da manhã é essencial para manter uma dieta equilibrada, rica em proteínas e todos os nutrientes necessários. Mas cá entre nós, haja criatividade para elaborar boas receitas veganas todos os dias, não é mesmo?

Por isso, reunimos em um post várias dicas para tornar o começo do seu dia mais prático. Prepare-se para não deixar faltar na dispensa alguns produtos fundamentais para montar receitas simples e deliciosas como, por exemplo:

  • Castanhas e amêndoas
  • Aveia em flocos, chia e granola
  • Pasta de amendoim
  • Leite vegetal
  • Requeijão e queijo vegano
  • Melaço de cana

Detalhe: lembre-se que mel não é vegano. É incrível como ele sempre aparece em “receitas veganas” internet afora. Porém, esse também é um produto de origem animal!

1. Biscoitos e muffins

Fonte: ohsheglows.com

Uma ótima opção para o café da manhã são os biscoitos e muffins. Para essa receita vegana, utilize leite vegetal e substitua os ovos por alguma dessas opções: banana amassada, semente de chia hidratada ou ágar-ágar.

2. Tofu na chapa com melaço

O tofu é um dos produtos mais consumidos por veganos no mundo todo. Por que não incluí-lo na café da manhã? Corte o tofu em pequenas fatias, grelhe na frigideira e depois coloque um pouco de melaço por cima. Seu dia vai começar mais doce!

3. Torrada com pasta de amendoim ou geleia

A pasta de amendoim é um item indispensável para elaborar pratos gostosos no desjejum. Além de agradar o paladar, ela é rica em fibras e proteínas. No supermercado é fácil encontrar torradas veganas para complementar com o produto ou com alguma geleia.

4. Bolinhos de batata doce

O bolinho de batata doce costuma ser consumido em sua versão salgada. Para o café da manhã, basta eliminar os condimentos e o sal. Bata a batata doce já cozida no liquidificador e depois faça os bolinhos em uma frigideira (no formato de panqueca). Toste bem o bolinho dos dois lados para não desmanchar.

5. Panquecas veganas

Para essa receita vegana de panqueca doce você vai precisa basicamente de: leite vegetal, farinha de trigo (que pode ser complementada com aveia), açúcar demerara, fermento e sal. As panquecas também podem ser servidas com melado de cana ou com geleia.

Fonte: ohsheglows.com

6. Salada de frutas

Uma salada de frutas faz qualquer dia começar com o pé direito, não acha? Além de usar frutas variadas, como mamão, manga, banana e maçã, sua receita pode levar também granola, iogurte vegano, aveia, chia e outros complementos.

7. Tapioca

Outra opção bastante simples de fazer é a tapioca, que pode levar diversos tipos de recheios: pasta de amendoim, requeijão vegano, queijo vegano, cream cheese vegano, manteiga vegetal, geleia de uva etc.

8. Vitamina de banana com mamão

Nem toda vitamina precisa levar leite. Você pode, por exemplo, bater banana e mamão e acrescentar um pouco de água para facilitar a mistura. Se achar necessário, utilize um pouco de leite vegetal. Outra opção, principalmente para os dias de calor, é congelar a banana, bater com um pouco de leite e fazer um smoothie.

9. Chá gelado de morango e tangerina

Os chás são ótimas opções para acompanhar suas receitas veganas matinais. Um exemplo é o chá gelado de morango e tangerina. Para fazer, basta ferver os morangos com as cascas da tangerina e deixar a mistura descansando. Depois, é só juntar o suco da tangerina, adoçar e colocar na geladeira. Uma dica é prepará-lo à noite.

Gostou das ideias de receitas veganas para seu café da manhã? Conheça todas as opções que a VegaSite tem para complementar e facilitar seus preparos do dia a dia.

Conheça 5 personalidades históricas que eram vegetarianas

Hoje em dia, o vegetarianismo pode ser visto por muitas pessoas com uma espécie de modismo. Mas ocorre que várias personalidades históricas que eram vegetarianas já disseminavam essa filosofia de vida cada qual a seu tempo.  

 

Muitos, inclusive, eram grandes influenciadores, pensadores e intelectuais. Selecionamos 5 dos maiores nomes para explicar como e por que eles optaram por abandonar de vez o consumo de carne. Confira!

 

  1. Liev Tolstói

 

Liev Tolstói (1828 – 1910) se tornou vegetariano tardiamente e em meio a uma crise espiritual. No auge dos seus 57 anos, o escritor russo resolveu adotar a mudança, influenciado pelo filósofo positivista William Frey.

 

No livro “O Que Eu Acredito”, Tolstói deixou gravada a sua opção pelo vegetarianismo com a célebre frase: “Enquanto houver matadouros, haverá campos de batalha”. Nesse tempo, ele já era celebrado por suas publicações renomadas, como “Guerra e Paz”. Sem dúvida, sua nova filosofia de vida influenciou as reflexões seguintes.

 

  1. Pitágoras

 

De acordo com o site Anda (Agência de Notícias de Direitos dos Animais), que compilou uma lista com dezenas de personalidades vegetarianas, Pitágoras (c.570 – 490 a.C.) acreditava na transmigração das almas.

 

O filósofo e matemático grego foi tão influente nesse sentido que na sua época não existiam “vegetarianos”, mas sim “pitagóricos” — nome utilizado para definir quem deixava de comer carne. Algumas publicações indicam que essa influência chegou até a outros países e que Pitágoras possuía seguidores no mundo todo.

 

  1. Buda

 

Siddhartha Gautama (c.563 – 483 a.C.), mais conhecido como Buda, foi um líder religioso apoiado nos preceitos do vegetarianismo. Algumas publicações indicam que ele proibia seus seguidores de consumir carne, mas outras apontam que o sacerdote apenas oferecia indicações para uma alimentação mais pura e com algumas condições que eliminavam alimentos de origem animal.

 

  1. Leonardo da Vinci

 

A respeito de Leonardo da Vinci (1452-1519) sabe-se que ele foi vegetariano nos seus últimos anos de vida. Apesar de haver registros de receitas com carne que o pintor deixou escritas após trabalhar em cozinhas de tabernas, em determinado momento ele se tornou um grande adepto do combate à exploração animal.

 

Há relatos de que ele comprava pássaros para depois libertá-los das gaiolas e se vestia apenas com linho — para evitar tecidos de origem animal.

 

  1. Franz Kafka

 

O escritor checo Franz Kafka (1883 – 1924) teria dito para os peixes em um aquário: “Agora posso olhar para vocês em paz. Eu não como mais vocês”. Diferentemente de outras personalidades, o autor de “A Metamorfose” se tornou vegetariano ainda jovem.

 

Detalhe: seu pai era um renomado açougueiro da cidade. Talvez esse tenha sido um dos motivos que o influenciaram, mas ainda há relatos de que Kafka registrava sua satisfação com a dieta vegetariana dizendo que sua digestão e aparência física melhoraram.

 

Além disso, o escritor mantinha contato com a União Vegetariana Internacional. Em 1911 ele teria aparecido como doador de uma campanha da entidade em uma revista alemã.

Gostou de conhecer essas personalidades histórias que eram vegetarianas? Então compartilhe a lista com os seus amigos nas redes sociais.

8 aplicativos que facilitam a vida de quem é vegano

Quem é vegano ou vegetariano conhece a dificuldade para identificar os produtos com zero ingrediente de origem animal. Um alívio é poder contar com a ajuda dos aplicativos, já que alguns foram criados justamente para mostrar quais marcas testam em animais.

 

Além disso, existem apps que utilizam a geolocalização para indicar o restaurante ou mercado vegano/vegetariano mais próximo. Também é possível acessar listas de receitas para diversificar o cardápio diário e controlar suas necessidades nutricionais.

 

Listamos 8 aplicativos gratuitos que vão facilitar o seu dia a dia dentro e fora de casa. Confira!

 

  1. Vegsafe

 

Este aplicativo ajuda a identificar quais ingredientes e produtos são veganos. Legal que ele pode ser usado para rastrear outros produtos além dos alimentos. Por isso, itens de beleza e vestuário, por exemplo, entram na avaliação do Vegsafe.

 

Gratuito. Disponível para iOS. Inglês e português.

 

  1. Receitas Veganas

 

O Receitas Veganas é um app com mais de 130 receitas veganas e vegetarianas sem glúten. Segundo os desenvolvedores, os preparos estão divididos por categorias e são bem fáceis de fazer. O usuário também tem acesso a uma tabela nutricional.

 

Gratuito. Disponível para Android. Português.

 

  1. Vegetarian and Vegan Recipes

 

Com a mesma ideia, o Vegetarian and Vegan Recipes também apresenta receitas, mas em inglês. Se você for bom em espanhol ou italiano, tem tradução automática. O foco do aplicativo é a cozinha italiana. Ele também disponibiliza filtros para encontrar preparos sem glúten, sem lactose, sem ovos.

 

Gratuito. Disponível para Android. Inglês, espanhol ou italiano.

 

  1. Nutrición para Veganos

 

Por terem fontes diversificadas de proteínas, os veganos e vegetarianos precisam monitorar de perto a ingestão de certos nutrientes. O app Nutrición para Veganos pode ajudar nesta tarefa. Ele oferece o cálculo das necessidades nutricionais com base nos exercícios físicos.

 

Gratuito. Disponível para Android. Espanhol.

 

  1. BeVeg

 

Finalmente um brasileiro! O BeVeg é o iFood dos veganos e vegetarianos. O aplicativo reúne os restaurantes vegetarianos que têm serviço de delivery e também mostra outros estabelecimentos que vendem produtos sem origem animal.

 

Gratuito. Disponível para Android. Português.

 

  1. Cruelty-Free

 

Esse app é um dos mais conhecidos do meio vegano, pois mostra quais marcas internacionais não testam em animais — ou não usam nenhum tipo de “ingrediente” animal na fabricação de seus produtos. O Cruelty-Free tem mais de 200 empresas americanas e canadenses na sua base de dados.

 

Gratuito. Disponível para Android e iOS. Inglês.

 

  1. Vgan

 

Enquanto pensamos nos alimentos, esquecemos-nos das bebidas. Porém, esses produtos também podem levar ingredientes de origem animal em sua composição. O Vgan mostra quais são essas bebidas, indicando as cervejarias amigas e inimigas dos animais.

 

Gratuito. Disponível para Android e iOS. Inglês.

 

  1. HappyCow

 

Quem mora nas capitais brasileiras pode contar com a ajuda do HappyCow para encontrar restaurantes veganos. O aplicativo reúne estabelecimentos de mais de 180 países, se transformando em um verdadeiro guia gastronômico dos veganos.

 

Gratuito. Disponível para Android e iOS. Inglês, francês, italiano, espanhol e outras.

 

Outra facilidade é comprar produtos livres de crueldade animal pela internet. Conheça os itens veganos e vegetarianos vendidos pela VegaSite!

Meu filho decidiu ser vegetariano. O que fazer?

A adolescência é um período cheio de questionamentos. Por isso, é natural que um deles seja a respeito da alimentação baseada em produtos de origem animal. Se o seu filho decidiu se tornar vegetariano, saiba que isso não é motivo para desespero.

 

Os jovens são bombardeados por informações na escola, em casa e na internet. Na grande maioria das vezes, a questão animal é a que mais impressiona e os leva ao vegetarianismo. Dessa forma, o mais recomendado é abrir sua mente para entender essa filosofia de vida.

 

Por que seu filho decidiu ser vegetariano?

 

Além da causa animal, a saúde do próprio corpo e o aquecimento global também são pontos que fazem parte dos argumentos dos vegetarianos. Um artigo publicado no site da revista Super Interessante, por exemplo, fala sobre seis estudos científicos que comprovam a qualidade de vida de quem segue uma dieta vegetariana.

 

Portanto, dissuadir seu filho não é o caminho mais adequado. Aliás, você sabia que muitas escolas no Estado de São Paulo aderiram ao movimento Segunda Sem Carne? Em 2016, cerca de 210 escolas estaduais já deixavam de servir carne às segundas-feiras para seus alunos. O objetivo da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) é chegar a 3 mil unidades.

 

Existe idade ideal para iniciar a dieta vegetariana?

 

Alguns nutricionistas defendem uma idade mínima para iniciar a dieta vegetariana. Mas de acordo com a Sociedade Americana de Pediatria, as crianças podem se tornar qualquer um dos três tipos de vegetarianos, desde que recebam um acompanhamento nutricional adequado. São eles:

 

  • Ovolactovegetarianos: não comem carne, mas consomem ovos e leite.
  • Lactovegetarianos: não comem carne nem ovos, mas consomem leite.
  • Vegetarianos estritos: não comem carne, ovos e nem leite.

 

Outro fator importante para definir a idade ideal é entender se a família está preparada. Ou seja, é importante que todos possam se organizar para oferecer uma dieta que atenda às necessidades nutricionais da criança ou do adolescente.

 

De acordo com o coordenador do Departamento de Medicina e Nutrição da SVB, Eric Slywitch, há a necessidade de complementação da vitamina B12, inclusive para os ovolactovegetarianos. Essa é a única ressalva em relação a uma dieta não vegetariana, pois o restante dos nutrientes podem ser obtidos de fontes vegetais na quantidade certa.

 

O que cozinhar para seu filho vegetariano?

 

O mercado de alimentação saudável no Brasil tem crescido ano após ano, acompanhando a mudança de hábito dos consumidores. Por isso, fique tranquila, pois comprar alimentos de origem vegetal para o seu filho não vai ser um problema.

 

Na VegaSite, por exemplo, há mais de 20 categorias de produtos disponíveis, com lanches, molhos, proteínas vegetais prontas, snacks saudáveis, sucos, leites e outros laticínios vegetais, marmita congelada, embutidos etc. São várias opções que agradam tanto às crianças e aos adolescentes quanto aos adultos.

 

3 dicas rápidas para o almoço vegetariano do seu filho

 

Como toda mãe se preocupa com a alimentação diária de seus pequenos, é preciso ir além e levar para a cozinha algumas dicas vegetarianas. Para te ajudar a melhorar a qualidade nutricional dos pratos do seu filho, separamos alguns truques interessantes:

 

  1. Capriche no tempero das saladas: além dos costumeiros azeite extravirgem e limão, você pode acrescentar óleos de linhaça, de macadâmia e de gergelim. A salada também pode ter pedacinhos de castanhas do pará e de caju, amêndoas e nozes.

 

  1. Legumes não podem faltar: ofereça as mais diversas leguminosas, apresentando cada dia da semana uma opção diferente. Não se esqueça de variar as fontes de proteína com grão-de-bico, soja, lentilha, ervilha e feijão, por exemplo.

 

Detalhe: preparados no vapor, os legumes preservam mais as vitaminas e os minerais.

 

  1. Preparos incrementados: desde um simples suco até tortas, pães caseiros e sopas, tudo pode receber elementos com alto valor nutricional, como a semente de linhaça.

 

Portanto, lembre-se que a decisão do seu filho de se tornar vegetariano pode e deve ser respeitada. Porém, é preciso buscar ajuda para que o cardápio da família seja redesenhado. A orientação nutricional é fundamental para um desenvolvimento saudável!

 

Gostou das nossas dicas e informações? Compartilhe conosco a sua dúvida sobre o vegetarianismo por meio dos comentários. Ela pode ser tema do nosso próximo texto!

Youtubers veganos: 8 canais sobre veganismo pra você se inscrever

Os vegetarianos e os veganos têm um verdadeiro universo de possibilidades de informação na internet. Os canais veganos pipocam na rede e disputam audiência, o que faz com que os conteúdos sejam cada vez mais interessantes e as produções muito bem elaboradas para quem precisa de dicas especializadas e práticas.

 

Atualmente, o vídeo é a mídia preferida de quem navega pela web. Por isso, é o meio mais relevante para promover a causa e ajudar os ativistas a encontrarem soluções e inspiração para a vida sem carne.

 

Neste post, selecionamos 8 canais no YouTube que tratam da questão vegan de maneira inteligente e diversificada. O interessante é que eles valem também para quem não adota (ainda) o estilo de vida que rejeita a crueldade com os animais.

 

  1. Panelaço

João Gordo é um dos veganos mais famosos do país e tem o canal de maior sucesso na internet voltado ao universo vegan, o Panelaço. A cada programa, uma receita sem carne é preparada na presença de um convidado especial, chamado para provar a iguaria.

 

Detalhe: geralmente essa pessoa ilustre é onívora, mas o apresentador é bastante arrojado na hora de dialogar e defender suas posições. Imperdível!

 

  1. Vegano Vitor

O Vegano Vitor criou um canal para falar sobre saúde, ética, filosofia e diversos outros assuntos relacionados ao universo do veganismo. Ele derruba mitos e levanta discussões sobre questões muitas vezes deixadas de lado pelos ativistas.

 

Exemplos disso são os vídeos nos quais o youtuber aborda se o veganismo é elitista e entra na polêmica em torno do vegetarianismo e o veganismo. Vale a pena acompanhar.

 

  1. Edgy Veg


Para quem manja de inglês, o canal gringo Edgy Veg traz receitas veganas e vegetarianas baseadas em receitas conhecidas mundialmente, como uma versão vegan do Big Mac ou o Frappuccino do Starbucks.

 

O casal Candice e James, que comanda o canal, afirma que o Eddgy Veg recria os desejos de infância, com sobremesas e pratos da moda. Eles acreditam que nada é fora dos limites e tudo é vegan.

 

  1. Viverdequê

O canal Viverdequê? também é um blog no qual a autora Débora Campos pretende ajudar quem quer melhorar a qualidade de vida e se preocupa com a alimentação.

 

O canal apresenta receitas saudáveis, teste de produtos, indicações de restaurantes e conteúdos gerados por especialistas em nutrição e saúde. O objetivo é construir uma base de dicas práticas para a vida vegana.

 

  1. VegTube

O VegTube é um dos maiores canais sobre veganismo na internet brasileira. Ele é voltado à divulgação do estilo de vida saudável por meio da culinária vegetariana e vegana.

 

A proposta é mostrar receitas práticas com ingredientes de fácil acesso, baseadas em pratos do dia a dia – com uma boa dose de descontração. Um canal para quem deseja cozinhar de maneira simples e rápida!

 

  1. Presunto Vegetariano

O Presunto Vegetariano é outro grande canal sobre veganismo. Ele e o Panelaço dividem o posto de canais mais vistos sobre essa temática. Nele você encontra receitas vegetarianas e veganas, tanto salgadas quanto doces, rápidas, práticas e nutritivas.

 

A intenção dos autores é mostrar quão prática, versátil e variada pode ser a culinária vegetariana para quem gosta ou não de carne.

 

  1. Bora Veganizar

O Bora Veganizar apresenta várias receitas veganas, além de possuir playlists voltadas a viagens, indicações culturais e outros assuntos relacionados a essa filosofia de vida. Além disso, você pode conferir matérias preparadas pela equipe do canal, que também tem um blog.

 

  1. Clube vegano

A proposta do canal Clube Vegano é defender um estilo de vida saudável e livre de qualquer forma de exploração e crueldade animal. As receitas vão além do “arroz com feijão”, como, por exemplo, panetone e chocotone vegano, onion rings, coxinha vegana, hambúrguer de feijão fradinho, entre outras.


Como você viu, hoje existe muita informação e os youtubers servem de inspiração para o novo hábito alimentar e estilo de vida. A variedade de canais sobre veganismo também demonstra que essa cultura chegou ao Brasil para ficar.

 

Você já conhecia algum desses canais que indicamos? Se quiser ver mais conteúdos como este, siga a nossa página no Facebook e mantenha-se atualizado(a).

Conheça alguns substitutos do ovo para receitas veganas

Aderir ao veganismo implica não apenas em retirar a carne da alimentação. Além dela, qualquer outro produto de origem animal não entra no cardápio, inclusive os ovos. Mas ainda bem que existem substitutos do ovo para receitas veganas e felizes!

 

Mas antes de aprender isso, precisamos entender porque o ovo é utilizado no preparo de alguns alimentos tradicionais. No bolo, por exemplo, ele tem mais de uma função. A gema deixa a massa encorpada e corada. Já a clara é utilizada para aerar e dar volume.

 

Como substituir o ovo para receitas veganas?

 

Para fazer a substituição, pense que quase toda receita vai precisar de algo para dar liga nos ingredientes. Algumas proteínas, gorduras vegetais e a lecitina de soja são opções que podem cumprir bem essa finalidade.

 

Claro que o sabor será um pouco diferente. Mas pense pelo lado positivo: você não precisa abandonar algumas comidas que são perfeitamente adaptáveis para receitas veganas.

 

Veja a seguir quais são os substitutos do ovo e quais são as alternativas para usar nas receitas:

1. Farinha de grão-de-bico

É perfeita para as receitas veganas salgadas, como hambúrgueres, coxinha, esfiha e quibe. Para fazer a substituição correta, pense que um ovo equivale a uma colher de sopa da farinha com um pouco de água.

 

2Frutas amassadas

Algumas frutas também podem ser utilizadas no lugar do ovo em alguns preparados. Maçã, banana e abacate são ótimos exemplos. Para cada ovo, utilize um quarto de xícara de maçã cozida e amassada. No caso da banana, a medida é um para um. Outra opção é o abacate batido: duas colheres de sopa para cada ovo substituído.

 

3. Linhaça em semente ou farinha

Entre os substitutos do ovo também está a linhaça, que pode ser usada enquanto semente ou farinha. Uma colher de sopa do alimento vegetal, que é rico em proteínas, pode ser misturada com três de água. Deixe que a linhaça absorva o líquido e adicione à sua receita vegana para dar a liga necessária.  

 

4. Semente de chia

Ao ser colocada de molho, a chia também tem o mesmo efeito que o ovo em algumas receitas. Isso porque o líquido fica gelatinoso, perfeito para integrar os demais ingredientes. Para um ovo, misture uma colher de sopa de sementes com três de água.

 

5. Lecitina de soja

A lecitina de soja é utilizada não só em receitas veganas. Ela tem consistência de mel e é aplicada para emulsificar. Cada ovo deve ser trocado por uma colher de sopa.

 

6. Ágar-ágar

Para substituir as claras de ovos, uma boa opção é o pó de ágar, conhecido como ágar-ágar. O produto deve ser misturado com água, na medida de um para um – o que equivale a uma clara de ovo. Bata a mistura na batedeira e deixe na geladeira (sua consistência será parecida à gelatina antes de resfriar).

 

Viu como existem muitas opções? Por isso, não há uma forma padrão de usá-las e a melhor recomendação é: experimente! Reinvente-se com várias receitas veganas e descubra aos poucos quais são os melhores substitutos do ovo.

 

Em todo caso, se você não tem muitas habilidades na cozinha e não quer arriscar, conheça os alimentos veganos da VegaSite? Os pré-assados, por exemplo, vêm prontos para serem colocados no forno!

Reducetarianismo: conheça o novo termo para alimentação consciente

Há um movimento que ganha adeptos a cada dia no país e que tem gerado certo interesse em quem pretende mudar os hábitos alimentares: o “reducetarianismo”. O termo identifica as pessoas que comem o que querem, mas com menor frequência e quantidade.

 

“Reducetariano” vem do inglês “reduce” – “reduzir” em português. Pela dificuldade que a maioria tem em adotar uma dieta totalmente livre de carnes, a redução tornou-se mais pragmática do ponto de vista dos ativistas do movimento.

 

É o que acredita o principal expoente da prática, o americano norte-americano Brian Kateman, que criou, em 2014, a Reducetarian Foundation. A organização é voltada ao estímulo da prática reducetariana.

 

Em diversas entrevistas, Kateman afirma que além de tornar a alimentação mais saudável, o reducetarianismo ajuda a preservar o meio ambiente. Se você manja de inglês, veja uma uma palestra de Brian Kateman no Youtube no qual ele trata do assunto.

 

Alimentação consciente

 

Em sua página oficial a fundação afirma que o “megaconsumo da agropecuária está destruindo o planeta, causando maus tratos aos animais, promovendo mais riscos à saúde humana e contribuindo com a fome mundial”.

 

Conforme justifica os adeptos do reducetarianismo, a criação de animais para a indústria de carnes utiliza-se de grandes áreas de terra para o cultivo de grãos e cereais (que servem de ração) e também para a criação dos rebanhos. Toda essa área poderia ser utilizada para a plantação de alimentos vegetais para as pessoas.

 

Segundo a Reducetarian Foundation, se todos os alimentos cultivados fossem direcionados exclusivamente para a alimentação humana, o abastecimento mundial de comida seria 70% maior.

 

Por isso, diminuir o consumo de carne vermelha, peixes, frutos do mar, ovos e laticínios contribui de maneira prática para a redução desses problemas. Qualquer pessoa pode prestar mais atenção aos hábitos de consumo e aderir ao reducetarianismo, em um esforço consciente, conforme defende o reducetarianos.

 

Segunda sem Carne

Uma das ações mais conhecidas de reducetarianismo no Brasil é o projeto “Segunda sem Carne”, difundido por várias grupos veganos e vegetarianos como uma maneira de começar a adotar hábitos mais saudáveis e até mesmo como pontapé inicial em um dieta vegetariana ou vegana.

 

O programa busca refeições livres de ingredientes animais todas as segundas-feiras. Pelo site da ONG americana, é possível calcular quanto se poupou de água e de emissão de gás carbônico ao deixar de comer carne ao menos uma vez por semana.

 

Segundo o portal, quem adota a prática poupa cerca de 5 litros de água e 6,6 quilos de gás carbônico em um mês.

 

Um futuro vegetariano (ou vegano) por meio do reducetarianismo?

 

O reducetarianismo acende um debate interessante: estaria a humanidade rumando para um futuro vegetariano ou até mesmo vegano? Isso porque adotar a filosofia do movimento é muito fácil por parte das pessoas, basta ter inclinação aos hábitos mais conscientes.

 

Entre essa atitude e uma dieta estritamente vegetariana existe apenas um passo. E mais outro para virar vegano de vez. Não custa nada sonhar, não é mesmo?

 

Vale lembrar que a organização dos reducetarianos afirma que vegetarianos e veganos seriam, por definição, praticantes do reducetarianismo por terem optado abrir mão de carnes e outros produtos de origem animal.

 

O que você acha desse movimento que cresce cada dia mais? Compartilhe sua opinião com a gente por meio dos comentários!

Saiba por que ser vegetariano é um ótimo começo para o veganismo

Para aderir ao veganismo, que exige mudança radical de hábitos, é importante respeitar seu próprio tempo. Caso contrário, a transição será difícil para um organismo acostumado ao consumo de carne. Hoje explicaremos por que ser vegetariano pode ser um ótimo começo!

 

Os veganos são conhecidos por causa de sua forte ideologia de combate à exploração animal. Além dos alimentos, eles lutam também contra a indústria de cosméticos e de outros produtos que fazem testes em bichos.

 

O caminho até esse pensamento pode ser sinuoso e com diversos obstáculos, como a falta de itens veganos nos supermercados e o alto preço de revenda. Outra dificuldade é abolir de vez os velhos costumes, que podem ter durado anos e décadas na sua vida.

 

Movimentos que incentivam

 

Uma frase atribuída ao escritor russo Liev Tolstói, que era vegetariano, diz:

 

 “O comer carne é a sobrevivência da maior brutalidade; a mudança

para o vegetarianismo é a primeira consequência natural da iluminação.”

 

Essas palavras mostram que eliminar a carne é o primeiro passo para atingir a ideologia mais profunda, presente no veganismo. Para uma alimentação e hábitos 100% veganos é preciso substituir praticamente tudo o que existe ao nosso redor.

 

O ideal é que as mudanças mais tênues sejam feitas aos poucos, não é mesmo? Assim como quem pretende parar de fumar ou largar para sempre a bebida alcoólica. Paciência e muita força de vontade são essenciais.

 

Uma dica é apoiar movimentos que incentivam o consumo de alimentos vegetais. O “Segunda Sem Carne” e o desafio “21 dias sem carne” são dois exemplos. Afinal de contas, é a partir de tentativas, organização e costume que será possível atingir os objetivos maiores.

 

Muito além da alimentação

 

Como já dissemos, a ideologia vegana vai muito além da alimentação. As organizações vegans trabalham para combater toda e qualquer forma de exploração animal. Por isso, se você optar pelo vegetarianismo da causa animal, ser vegano estará a um pulo.

 

Em um primeiro momento, pode parecer incoerente. Porém, muitos adeptos ao veganismo começaram assim. Não há por que ter vergonha, já que você estará respeitando seu próprio tempo, eliminando os produtos de origem animal aos poucos da sua vida.

 

Consumo feito de escolhas

 

Quando compreender por que ser vegetariano, será possível abrir a mente e fazer as suas escolhas. Aliás, escolher o vegetarianismo já será uma grande mudança! A partir daí será preciso colocar na balança (metaforicamente) tudo aquilo que faz ou não sentido pra você.

 

A diferença técnica entre um vegetariano e um vegano é que o primeiro não deixa, necessariamente, de consumir ovos, leite e produtos que tiveram origem animal ou exploração – exceto a carne. Existem três principais tipos de vegetarianos: os ovolactovegetarianos, os lactovegetarianos e os vegetarianos estritos.

 

Outra definição importante, seja no vegetarianismo ou no veganismo, é o consumo sustentável. Afinal, é preciso pensar no futuro das próximas gerações, evitando alimentos industrializados, que geram lixo e contaminam o meio ambiente. Por isso, apostar em opções orgânicas faz parte do entendimento sobre por que ser vegetariano.

 

Você também acha que esse pode ser um bom começo para o veganismo? Deixe o seu comentário!

6 mitos sobre vegetarianismo dos quais você precisa se livrar!

Se você pretende se tornar vegetariano(a), é preciso se preparar para uma onda de “achismos”. Todos têm o direito de opinar, mas alguns mitos sobre o vegetarianismo atrapalham ou até impedem admiradores de adotar essa filosofia de vida.

 

Por isso, hoje vamos mostrar o outro lado de algumas falácias que envolvem o tema.

 

  1. Vegetarianos não consomem as vitaminas necessárias

 

Um dos principais mitos é de que vegetarianos não consomem a quantidade necessária de vitaminas. Na verdade, a única vitamina que fica abaixo do recomendado é a B12, que pode ser complementada na dieta.  

 

As proteínas e outros elementos importantes para o bom funcionamento do organismo, como cálcio e ferro, podem ser obtidos através de alimentos vegetais. Segundo o guia de alimentação da Sociedade Vegetariana Brasileira, estudos mostram que os vegetarianos consomem mais nutrientes que as pessoas que mantém uma dieta onívora.

 

  1. Produtos vegetarianos são caros

 

Até bem pouco tempo atrás essa afirmação era verdadeira. Porém, hoje existem mais de 200 produtos certificados e 25 marcas diferentes, ampliando a concorrência de mercado.

 

Além disso, alimentos e itens de beleza livres de matéria-prima ou testes em animais podem ser comprados pela internet. Inclusive, pela web é possível encontrar preços ainda mais acessíveis devido ao baixo custo de manutenção do negócio online.

 

  1. Vegetarianos e veganos são “rivais”

 

Muita gente acha que os vegetarianos e os veganos são rivais. Mas esse é um dos mitos mais bobos que envolvem o assunto, pois apesar de algumas diferenças, essas pessoas têm muito em comum.

 

Um vegano pode começar sua filosofia através do vegetarianismo. Por mais que existam motivos relacionados à saúde ou à religião em alguns casos, o principal objetivo de ambos é parar de contribuir com a exploração animal.

 

  1. Vegetarianos são sempre magros

 

Outro mito perpetuado a respeito dessa filosofia de vida é de que todos os vegetarianos são magros. Entretanto, um corpo magro não tem relação direta com a dieta vegana. Claro que existe uma grande quantidade de magros no vegetarianismo. Mas isso pode ser reflexo da preocupação dessas pessoas em manter uma alimentação balanceada diariamente.

 

  1. Crianças não podem ser vegetarianas

 

Seja porque os pais já seguem essa filosofia ou por escolha própria, as crianças podem SIM ser vegetarianas. Uma dieta nesses moldes tem total capacidade de suprir os nutrientes necessários para o organismo (exceto a vitamina B12, como dissemos no item um).

 

É importante dizer que o leite materno não deve ser substituído por leites de origem vegetal. Então, a amamentação deve ser feita de maneira exclusiva até os seis meses de idade, conforme preconizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

 

  1. Veganos ficam doentes com mais frequência

 

Assim como qualquer outra pessoa, quem adere ao veganismo ou ao vegetarianismo não está imune a doenças. Por isso, é mito que os veganos ficam doentes com mais frequência.

 

Com a suplementação necessária e uma alimentação balanceada, é possível ter as mesmas condições de saúde que os não vegetarianos.

 

Com tanta informação disponível na internet, muitas delas sem nenhum tipo de comprovação, é preciso manter um pé atrás com os “achismos”. Lembre-se sempre de pesquisar em fontes confiáveis e com a sua escolha de maneira saudável!

 

Você já tinha ouvido algum desses mitos sobre o veganismo? Se quiser ver mais conteúdos como este, siga a nossa página no Facebook e mantenha-se atualizado(a).